Categoria "Filmes"

Solteiramente

Em 02.08.2020   Arquivado em Filmes

Solteiramente (Seriously Single) *****
Solteiramente Elenco: Fulu Mugovhani, Tumi Morake, Bohang Moeko, Tiffany Barbuzano, Yonda Thomas
Direção: Katleho Ramaphakela, Rethabile Ramaphakela
Gênero: Comédia
Duração: 106 min
Ano: 2020
Classificação: Livre
Sinopse: “Dineo é a definição de monogamista serial. Ela namora para se apaixonar; ela se apaixona para se casar. Mas ela nunca se casa. Ela sempre acaba sendo descartada. Quando conhece Lunga Sibiya, ele parece ser o homem pelo qual ela esperou a vida inteira, um homem que compartilha seus valores quando se trata de amor e relacionamentos. Ou ao menos ela acha – até que descobre acidentalmente que o homem com quem ela estava ocupada planejando-a para sempre, planejara o para sempre dele com outra pessoa. Depois de um rompimento bagunçado com Lunga, sua melhor amiga Noni, com fobia de compromissos, ajuda Dineo a enfrentar o que mais teme: a vida como uma mulher solteira.” Fonte: Filmow.

Comentários: A social media Dineo emenda uma relacionamento no outro desde a adolescência, acreditando que cada um desses namorados é o “escolhido” com quem vai se casar e passar toda a vida… Porém faz isso de forma nada saudável! Ela se muda para a casa deles sem aviso prévio, deixa que os problemas a dois interfiram no trabalho e quando, enfim, a relação termina lida da pior maneira possível: procurando desesperadamente pela sua próxima alma gêmea. As atitudes têm total desaprovação de Noni, sua melhor amiga com quem divide apartamento nos intervalos de namoro e, ao contrário dela, uma solteirona convicta que foge de relacionamentos amorosos. Após mais um final trágico e cansada de ver a amiga sofrer, Noni decide que vai ajuda-la a mudar de vida para aprender a viver… Solteiramente!

Lançado na última sexta feira, dia 31, pela Netflix, o filme é uma comédia sul-africana, e o país de origem já traz características culturais interessante, especialmente pra quem está mais acostumado a assistir produções norte americanas ou, no máximo, britânicas. O sotaque no inglês dos atores torna a versão de áudio original incomum e alguns aspectos do cotidiano deles podem ser, para nós, um pouco diferentes. Em dado momento Noni se choca com o fato de que Dineo nunca fez um safári sozinha e eu por um segundo pensei “Como assim, safári mesmo?” até lembrar que, para elas, é provavelmente um entretenimento mais acessível. Além disso temos o fato de que todas as personagens femininas usam perucas no seu dia a dia, aparecendo com os cabelos naturais apenas em momentos da intimidade, quase sempre coberto, pequenas coisas que surpreendem num primeiro momento, por não fazer parte da realidade do nosso país, mas para eles é bastante banal.

Solteiramentte

Solteiramente: Imagem via Zkhiphani

Saindo desse contexto de se passar em um “país diferente”, o plot do filme em si é bastante clichê no que diz respeito ao gênero: uma moça desesperada por casamento, com uma melhor amiga que age de forma contrário em relação ao assunto, segue vivendo romances que não a satisfazem e precisa perceber por si mesma a ser feliz sozinha (ou não). Essa premissa não muito original, somada ao fato de que o ritmo muitas vezes cai em um vai-e-vem não muito legal, pode deixar a história lenta e pouco envolvente para algumas pessoas. Em uma cena específica achei que estava no final e, por julgar aquele um péssimo modo de terminar a história, fui olhar se estava acabando mesmo, descobrindo então que ainda tinha 40 minutos pela frente. Apesar de divertido, não é um passatempo desses que faz o tempo voar sem a gente perceber.

Apesar desses problemas, ele é sim um entretenimento legal para quem está atrás de algo leve e sem grandes expectativas para assistir! As personagens principais, formadas por dois casais, por assim dizer, são bem trabalhadas, principalmente a dupla de amigas, que à medida que vamos conhecendo nos mostram que muitas vezes nossas neuras e loucuras do cotidiano têm razões muito mais profundas do que aparentam… As atitudes malucas de Dineo começam a fazer cada vez mais sentido quando breves vislumbres do ambiente familiar dela são apresentados e fica aquela torcidinha interna para vê-la bem, seja lá o que isso significa. Achei o desfecho da história belíssimo e valeu a pena, sim, dar uma chance, ainda que despretensiosa, a Solteiramente!

Trailer:

Feel The Beat

Em 20.06.2020   Arquivado em Filmes

Feel The Beat *****
Feel The Beat Elenco: Sofia Carson, Wolfgang Novogratz, Donna Lynne Champlin, Rex Lee, Brandon Kyle, Lidya Jewett, Shaylee Mansfield, Shiloh Nelson, Carina Battrick, Eva Hauge, Dennis Andres, Marissa Jaret Winokur, Enrico Colantoni
Direção: Elissa Down
Gênero: Comédia, Família
Duração: 107 min
Ano: 2020
Classificação: Livre
Sinopse: “Depois que April não consegue sucesso na Broadway retorna para sua pequena cidade natal, e é relutantemente recrutada para treinar um grupo de jovens dançarinos para uma grande competição.” Fonte: Filmow.

Comentários: A última vez que assisti a um lançamento Netflix em busca de pauta pro blog, “Um Amor, Mil Casamentos”, o resultado foi absolutamente desastroso, então imaginem o quanto estava pé atrás com a comédia familiar Feel The Beat, disponível desde ontem, sexta feira, no serviço de streaming. Me preparei psicologicamente para cruzar os braços, não dar uma risada e absolutamente odiar, mas não foi o que aconteceu. Uma mistura clichê de humor leve, lições de vida e romancinho jovem, tudo necessário para fazer dessa história um típico passa tempo pros momentos em que a gente até evita pensar… E essa é EXATAMENTE a proposta do filme, que a cumpre super bem, causando até lágrimas aqui e ali.

Nele vemos o decair da carreira da dançarina April, que aprendeu da pior forma possível como a falta de gentileza pode leva-la direto dos palcos da Broadway à volta para a casa do pai em sua cidadezinha natal. E como qualquer interior que se preze essa volta é marcada por reencontros com as mesmas pessoas de sempre, alguns constrangedores e outros… Mais constrangedores ainda! De um lado o núcleo do ex namorado com quem viveu um fim de relacionamento não tão feliz, do outro a antiga professora de dança da infância que insiste que ela compartilhe seus conhecimentos e sucesso com as atuais alunas… E é nesse contexto, ao receber uma proposta de ajuda-las a vencer um concurso cuja mera participação do grupo é completamente improvável, que ela vê uma nova luz no fim do túnel, se apoiando nas jovens para retomar o sucesso de onde parou.

Feel The Beat

Feel The Beat: Imagem via Decider.

Uma das queridinhas recentes das produções Disney Channel, Sofia Carson funcionou LINDAMENTE no papel de April. Ela tem uma cara meio “antipática à primeira vista” que bate perfeitamente com a personalidade não muito modesta da dançarina, mas sabe suavizar a expressão e tornar-se tangível quando necessário. O conjunto de pré adolescentes que compõe suas alunas também é perfeito, é um roteiro que tomou cuidado ao criar personagens variadas e inclusivas, sem precisar forçar essas presenças em nenhum momento, todas rodeadas de suas famílias e vidas particulares que estão presentes na história, mas não só “jogadas” no ar, elas fazem parte do enredo e se complementam. É incrível ver um filme sobre dança quebrando tantos padrões, onde meninos são bem vindos no palco sem preconceito e a força e intensidade dessa modalidade esportiva é apontada e valorizada.

Coincidência ou não, tenho percebido que os filmes, ou mesmo episódios de séries, que mais me sensibilizam de verdade são dirigidos por mulheres, e esse foi um dos casos. Sim, se trata de uma comédia, mas passei mais da metade dele chorando bastante. Essa premissa do “ensinar ao ser ensinada” é usada quase sempre em produções do gênero, e nele usada sabiamente. Desde dificuldades do início de carreira até corações partidos por um primeiro amor juvenil, os momentos de lágrimas e consolo não são dominados por frases de impacto estereotipadas, mas sim gestos de carinho genuíno. Apesar das novas possibilidades e conquistas que se abrem ao longo do filme, ele não tem um final fantasioso que normalmente torna a coisa uma completa idiotice para tender à romantização. É lindo, feliz, gostoso e, por que não(?), pé no chão!

Trailer:

5 Filmes Lançados em 1990 (e você precisa assistir!)

Em 03.05.2020   Arquivado em Filmes

Você já parou pra analisar qual filme lançado no ano do seu nascimento é tão maravilhoso que acha que TODO MUNDO deveria assistir? Pois bem, eu nasci em 1990, quaaase 30 anos atrás, e apesar de ter certa dificuldade de encontrar mídias lançadas naquele ano em pesquisas rápidas Google, que insistem em me informar sobre a década inteira, tenho uma listinha de alguns queridinhos e outros que nem tanto, mas que julgo particularmente especiais. Sendo assim no Top 5 de hoje falarei sobre filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Psiu! Pres’tenção! As escolhas e avaliações feitas dos filmes citados nesse post levam em consideração um único e exclusivo critério chamado MINHA OPINIÃO. Não pretendo estabelecer um ranking profissional, me basear em aspectos técnicos ou mesmo levar em consideração as bilheterias. O Top 5 é pessoal e intransferível!

01) EDWARD MÃOS DE TESOURA

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Título original: Edward Scissorhands (EUA) ***** | Assista ao trailer!

A aposta de Tim Burton para a temporada de natal daquele ano foi e ainda é o queridinho de muitas pessoas em todo o mundo! Edward Mãos de Tesoura conta a história de um jovem criado em laboratório por um inventor, que morreu antes de poder dar mãos a ele, deixando grandes tesouras afiadas no lugar. Ao ser encontrado pela matriarca da família Boggs, ela resolve leva-lo para morar em sua casa, onde ele passa a socializar com os moradores da colorida vizinhança até, enfim, se apaixonar pela filha do casal, Kim.

Quem me conhece sabe, e se não sabe fica sabendo, que tenho aversão ao Johnny Depp há muitos anos. Não é hora de citar motivos (alguns deles envolvendo esse filme), principalmente porque sei que é um grande favorito de MUITA gente, mas realmente sou o tipo e pessoa que não separa obra do artista, pra mim isso não existe. Porém nem mesmo a presença dele, MUITO bem trabalhada, diga-se de passagem, consegue estragar esse filme para mim. O contraste das cores do subúrbio americano com o universo em preto e branco do protagonista, sua trajetória como herói que vai ao ápice até chegar em declínio, o romance extremamente inocente que se tornou memorável… E a jovem Winona Ryder, é claro! É um clássico atemporal, impecável!

02) UMA LINDA MULHER

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Título original: Pretty Woman (EUA) ***** | Assista ao trailer!

Edward Lewis é um homem de negócios milionário que acaba de ficar solteiro, bem na véspera de uma importante semana de negociações onde é essencial a presença de uma boa acompanhante. Tentando encontrar o caminho de seu hotel onde passará esses dias, ele cruza com a prostituta Vivian Ward, para quem pede informação. Mais tarde já na sua cobertura, acaba contratando os serviços da garota, com quem passa a noite e decide estender o acordo até o fim da semana, pagando para que ela seja a companhia feminina que tanto precisa. Ele tem toda a bagagem acadêmia que ela gostaria e nunca teve acesso, ela esbanja o humor e descontração que faltam na vida dele. Tem como uma mistura dessa dar errado?

Garry Marshall (RIP) e suas obras de arte cinematográficas. Como falar de Uma Linda Mulher? O QUE falar dele? Que Richard Gere está lindo e Julia Roberts maravilhosa? Que é um conto de fadas da vida moderna? Que tem visual inspirador ainda 30 anos depois, com suas ruas icônicas de Hollywood, desde a mais sofisticada à super underground, e figurinos que gostaríamos de usar aqui na realidade em todos os dias da nossa vida? Eu tenho ORGULHO PESSOAL em ter nascido no mesmo ano que o amor de Edward e Vivian. Eu me gabo disso, ainda que seja um fato que não pude controlar. Perfeito!

03) GHOST: DO OUTRO LADO DA VIDA

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Título original: Ghost (EUA) ***** | Assista ao trailer!

Mais uma história de amor clássica do cinema norte americano (estamos românticas hoje, veja bem). Em Ghost, Sam é morto em um assalto, deixando a namorada Molly em luto completo nos dias seguintes, mas seu espírito permanece na Terra, podendo até acompanha-la. Ele descobre, então, que tem como assunto inacabado as falcatruas de um colega de trabalho das quais já tinha conhecimento e que põe a moça em risco de ter o mesmo destino. Para mudar isso, vai atrás de Oda Mae, uma médium charlatã que, após anos de falcatruas fingindo ouvir espíritos, enfim adquire esse dom ao se deparar com o dele.

Esse é “daqueles”… Que a gente não precisa ver pra saber o quanto é grande. Mesmo quem nunca assistiu conhece a famosa cena do jovem casal se beijando em frente à mesa giratória enquanto ela cria um vaso de barro ao som de “Unchained Melody”… Ou mesmo já espera rir um pouco da atuação grandiosa e vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de Whoopi Goldberg em meio a um drama tão triste, mas pelo qual vale a pena chorar. E, curiosidade pessoal, já que o tema é esse: ele foi lançado na gringa dia 13 de julho de 1990, quando eu tinha apenas 3 dias de vida!

04) CONVENÇÃO DAS BRUXAS

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Título original: The Witches (Reino Unido) ***** | Assista ao trailer!

Um terror infantil que marcou várias crianças ao assisti-lo na Sessão da Tarde, resta decidir se positivamente ou não. Baseado no livro de mesmo nome, Convenção das Bruxas é a história de Luke, uma garoto cuja avó alertou prontamente sobre a existência de bruxas, seres malignos que se disfarçam de mulheres comuns e odeiam crianças. Para desespero do garoto, os dois se hospedam justamente em um hotel onde ele descobre estar acontecendo um encontro de bruxas britânicas que pretendem transformar todas as crianças do mundo em ratos.

Esse filme me traumatizou tanto que eu sequer conseguia pronunciar a palavra “bruxa” na música do teatrinho que fizemos na minha formatura da pré-escola. Passei semanas dormindo no quarto dos meus pais porque meu medinho já existente causado por “Abracadabra” se transformou em horror. O visual de Anjelica Huston como a líder delas é PAVOROSO e meus piores pesadelos envolviam ficar presa por ela em um quadro como aconteceu com a amiga de infância da avó de Luke. Gente… Juro, apesar de ter opinião completamente diferente de bruxaria hoje em dia e reconhecer o valor enorme dele, tanto que adicionei na lista, só se escrever esse pedacinho do post arrepiei toda! Acho que é um bom sinal, né? Pros que não são bocós e adoram, se preparem: um remake está em produção contando com as maravilhosas Anne Hathaway e Octavia Spencer!

05) LUA DE CRISTAL

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Título original: Lua de Cristal (Brasil) ***** | Assista ao trailer!

E eu sei que você aí, cinéfilo cult, virou o nariz pra minha lista nesse exato momento, mas não me importo. Lua de Cristal merece estar aqui e, no momento literalmente, só minha opinião importa. Maria da Graça, interpretada por Xuxa Meneghel (porque SIM, ela deu seu nome de batismo pra personagem), se muda para a casa da tia na cidade grande com o objetivo de ser cantora, algo que sua timidez sempre a impediu de tentar. Chegando lá ela é feita de escrava por seu casal de primos e fica amiga de Duda, sua vizinha, e de Bob, um entregador que surge para ser o príncipe incomum, porém perfeito para caber direitinho no seus sonhos.

Brega da primeira até a última cena, com força. Contando com a presença de Sérgio Malandro, ainda por cima, no papel de mocinho da história, além de paquitas e paquitos como coadjuvantes. A cena clímax meio princesa, meio fada, então? Pelo amor de Deus, sinto vergonha alheia só de pensar. Tudo isso embalado pela música título cuja letra é todos os textos de auto ajuda condensados em forma de poesia. Só que não podemos esquecer que estamos em 1990, né? Se essa não é uma manifestação extrema da cultura popular do nosso país naquela época, eu não sei o que é.

BÔNUS: FILME LANÇADO EM 1990 QUE EU PRECISO ASSISTIR!

5 filmes lançados em 1990 que você precisa assistir!

Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge), EUA | Assista ao trailer!

Vejo MUITA gente falando que essa comédia é bem mediana e decepcionante para os padrões que se espera do elenco e mesmo da temática principal… Mas eu AMO MUITO a Meryl Streep! Tenho aqui esse plano de assistir a todos os filmes para os quais ela foi indicada ao Oscar, já que os que realmente ganhou felizmente vi, e esse tá na lista, uai, tem que entrar nas metas e é isso aí. Ainda mais contracenando com a também gigante Shirley MacLaine.

O roteiro foi escrito por Carrie Fisher, eterna Princesa Leia de Star Wars, cuja trajetória marcada pela loucura de ter pais famosos está super presente na história, que aborda a relação de uma dupla de mãe e filha nessa mesma situação… Bem naquela vibe de “a vida imita a arte”, sabe? Esse sempre foi um dos motivos que me deixou curiosa para ele, mas depois de conhecer um pouco mais a fundo sobre como ela se sentia nesse lugar ao ler Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher, a vontade ficou ainda maior. Mesmo que não seja biográfico, com certeza tem pitadinhas de experiência pessoal, mesmo que superficiais, aqui e ali… Alguém aí já viu pra me dar o veredito?

ATENÇÃO! Todos os pôsteres de filmes que ilustram esse post foram tirados de suas respectivas páginas no site Filmow, acesso em 1º de maio de 2020.

Interação United Blogs

Esse post faz parte da BLOGAGEM COLETIVA de Maio do United Blogs, que tem como tema O ANO EM QUE NASCI, sugerido por mim(!): “Em que ano você nasceu? Explore o tema e o interprete como quiser dentro do seu nicho! Liste um ou mais acontecimentos importantes, de repente uma música bacana lançada nesse ano, ou algum famoso que você admira que nasceu no mesmo ano que você. As possibilidades são muitas, então solte a criatividade!”. Veja outros textos participantes em breve.

Um Amor, Mil Casamentos

Em 26.04.2020   Arquivado em Filmes

Um Amor, Mil Casamentos (Love, Wedding, Repeat) *****
Um Amor, Mil Casamentos Elenco: Sam Claflin, Olivia Munn,, Eleanor Tomlinson, Freida Pinto, Joel Fry, Aisling Bea, Allan Mustafa, Jack Farthing, Tim Key
Direção: Dean Craig
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 100 min
Ano: 2020
Classificação: 16 anos
Sinopse: “Jack, um homem que ajuda sua irmã no casamento dos sonhos. Ao mesmo tempo, ele inesperadamente se reúne com Dina (Olivia Munn), a mulher por quem se apaixonou e perdeu há dois anos atrás, iniciando uma série de eventos desastrosos e hilários.” Fonte: Filmow.

Jack conheceu Dina por intermédio de sua irmã, com quem fez faculdade. Depois de dias muito agradáveis juntos em Roma, perto da hora de se despedir, ele é interrompido no momento em que pretende se declarar para a moça, jornalista de guerra prestes a embarcar para um trabalho. Dois anos se passam e eles se reencontram na Itália para o casamento da mesma irmã/amiga que os apresentou, o que parece ser a oportunidade perfeita para compensar esse tempo perdido e, enfim, tentar engatar um romance que nunca teve a oportunidade de começar. Porém, a presença de um penetra que pretende estragar a cerimônia e as atitudes travessas de crianças que brincam de trocar os lugares nas mesas podem levar tudo a perder…

Um remake do francês “Plan de Table”, de 2012, Um Amor, Mil Casamentos é uma produção Netflix lançada na Sexta Feira da Paixão como promessa de entretenimento para o feriado de Páscoa. Apostando em um dos queridinhos do momento no gênero, Sam Claflin (eternizado como o Finnick da série Jogos Vorazes), o filme é um longa metragem divididos em dois atos, ambos em torno dos mesmos eventos: o desejo dele em conquistar Dina e o plano do casal de irmãos de dopar um ex colega da noiva que pretende arruinar seu grande dia por estar apaixonado por ela. E é lógico, como mostrado no próprio trailer, que essa ideia dá errado, ocasionando nas confusões que prometem causar risadas e emoção em quem assiste, como uma boa comédia romântica deve fazer.

Um Amor, Mil Casamentos

Um Amor, Mil Casamentos: Imagem via Cinema Blend.

Ironicamente o filme não cumpre nenhum desses requisitos. Como comédia é extremamente fraco, com piadas sem graça, acontecimentos previsíveis e atuações bastante forçadas. A quebra dos atos corta completamente o clímax quando ele finalmente promete se desenrolar, e a chegada da segunda metade da história é ainda mais massante e decepcionante que a primeira. Pessoalmente eu confesso que só terminei de assisti-lo porque REALMENTE estava precisando de uma pauta para o blog e foi uma grande decepção, uma vez que divulgação da Netflix foi fortíssima a ponto de eu adicionar à Minha Lista antes mesmo do lançamento.

A emoção, normalmente vinculada à parte romântica do gênero, também não acontece. A trama tem vários casais, alguns que já estão juntos, outros que já estiveram e, claro, os que pretendem ser formados. NENHUM DELES, em nenhum momento, cativa o expectador. Não fica aquela tensão no ar, onde a gente espera pelos eventos torcendo por eles, nem mesmo os noivos ou os protagonistas da história causam isso. A verdade é que as personagens são mal apresentadas e ainda mais mal desenvolvidas, não permitindo a afeição por elas individualmente, quiçá em conjunto. Sendo bem sincera estou até surpresa em saber que sua duração é de pouco mais de uma hora e meia porque, pra mim, pareciam várias horas. A parte positiva da minha avaliação foi por causa do elenco bacana, cenário LINDÍSSIMO e os cinco minutos finais que, ainda que clichê, conseguiram ser bonitinhos. Fora isso, uma perda de tempo…

Trailer:

Adoráveis Mulheres

Em 15.03.2020   Arquivado em Filmes

Adoráveis Mulheres (Little Women) *****
Adoráveis Mulheres Elenco: Saoirse Ronan, Timothée Chalamet, Florence Pugh, Emma Watson, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Louis Garrel, James Norton, Bob Odenkirk, Chris Cooper, Tracy Letts, Jayne Houdyshell
Direção: Greta Gerwig
Gênero: Drama
Duração: 135 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) amadurecem na virada da adolescência para a vida adulta enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.” Fonte: Filmow.

Comentários: As quatro irmãs March podem ter crescido sob o mesmo teto, mas são bem diferentes entre si. Meg, a mais velha, é obediente e sonhadora, com objetivos de vida bem condizentes com o que se espera em sua época. Jo, protagonista da história, é impulsiva, tem personalidade forte e sonha em ser escritora, criando histórias que elas se divertem ao atuar. Beth é a mais conformada e Amy pensa alto, com objetivo de ser uma famosa pintora casada com um homem bem rico. Com o pai longe, lutando na Guerra Civil Americana, e a mãe se esforçando ao máximo para manter a própria família e as necessitadas que vivem ao redor com pão em suas mesas, as garotas chegam à vida adulta com vários dilemas e realizações típicas desse período ao lado do vizinho, e melhor amigo de Jo, Laurie.

Adoráveis Mulheres é a 8ª adaptação em longa metragem do livro “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott, e 3ª que assisto. As duas anteriores, uma de 1994 com Winona Ryder e Claire Danes e outra de 2018 que conta uma versão contemporânea da história, são bem semelhantes no que diz respeito à linha do tempo, usando inclusive duas atrizes para retratar a passagem de tempo de Amy, irmã mais nova. Essa nova versão, porém, foca um pouco mais na vida adulta das quatro, intercalando acontecimentos desse período com os de 7 anos antes, que as levaram ao ponto onde chegaram. Achei que isso “estragaria” o final, o tornando previsível, mas me enganei, o fechamento foi ainda mais bonito do que nas outras, digno do resto do enredo.

Adoráveis Mulheres

Imagem via Variety

De todos os pontos positivos dessa história o que mais me impacta é que tem uma personagem principal forte, mas com a qual é doído se identificar justamente por ser imperfeita. Jo é inspirada na própria autora da obra, mas não é só criativa, destemida e contestadora, um exemplo para meninas de seu tempo pensar “fora da caixinha”. Ela também sente raiva, inveja e sabe ser bem egoísta, e é o que a torna ainda mais incrível do que se fosse uma heroína perfeitinha e intangível… Ela é real! É crível, como nós que a admiramos também somos.

Desde a divulgação do longa, uma coisa era certa: o elenco de peso é o grande destaque dessa produção. Saoirse Ronan e Florence Pugh foram indicadas ao Oscar como Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente, e realmente dão voz e rosto na medida certa às duas irmãs mais expressivas e ativas que são Jo e Amy. É impressionante como as duas são diferentes e, ainda assim, possuem a mesma gana de vencer naquilo que gostam de fazer. Elas conseguem brilhar mesmo estando ao lado de Laura Dern (que levou a estatueta de Melhor Coadjuvante por “História de Um Casamento”) e da incomparável Meryl Streep, que interpreta a rica e fria tia March. Até Emma Watson, cuja falta de expressão sempre me incomoda, foi escolhida na medida dessa vez! Fez um trabalho bem bonito, assim como todos os outros.

Porém, tendo esse foco na vida delas separadamente, um aspecto muito importante da história passou um pouco batido, que é justamente a relação e amizade das quatro irmãs. As brincadeiras de interpretar os textos de Jo aparecem com menos frequência, a amizade da protagonista com Laurie soa até mais importante que a delas entre si, e isso tirou um pouco o peso do drama final. Não torna o filme realmente ruim, mas é difícil definir qual dos momentos dele é o clímax, porque são vários ápices seguidos. Fora isso realmente achei impecável! Foi indicado a 8 Oscars, vencedor de Melhor Figuro com razão, visualmente também é bonito demais, do começo ao fim!

Trailer:

Página 1 de 2512345... 25Próximo