Categoria "Filmes"

Frozen II

Em 21.12.2019   Arquivado em Disney, Filmes

Frozen II *****
Frozen II Elenco: Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Alfred Molina, Evan Rachel Wood, Jason Ritter, Martha Plimpton, Rachel Matthews, Santino Fontana, Sterling K. Brown
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação
Duração: 103 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: Anna, Elsa, Kristoff e Olaf se aventuram nas profundezas da floresta para descobrir a verdade por trás de um antigo mistério do reino.” Fonte: Filmow.

Comentários: Depois do sucesso estrondoso de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, lançado 6 anos atrás, a Disney resolveu apostar em uma continuação como seu destaque da virada de ano em 2019/2020. A história das irmãs órfãs Rainha Elsa e Princesa Anna de Arandelle, após enfim aprender a controlar os poderes de gelo da primogênita que quase colocaram tudo a perder quando foi coroada, continua, dessa vez numa jornada em busca da paz entre seu reino e o da floresta presente em seus arredores, dois povos antes tão amigos que se separaram após uma inexplicável batalha presenciada por seu falecido pai ainda quando adolescente. O que impulsiona essa viagem, ao lado dos inseparáveis companheiros Kristoff, Olaf e Sven, porém, é um chamado musical que apenas Elsa consegue escutar, provando a ela que existe mais por trás desse velho “conto de ninar” do que elas imaginam…

Apesar de AMAR o primeiro e ter um carinho muito grande por ele, preciso admitir que o sucesso não condiz com a qualidade em si. Frozen apresenta vários furos no roteiro e aparições desnecessárias, o que faz muito sentido uma vez que originalmente estava planejado para contar uma história bem diferente da que foi lançada. Ainda assim o carisma dessas irmãs que são o amor verdadeiro uma da outra e dos seus amigos, que funcionam como alívio cômico em diversos níveis diferentes, conquistou o mundo a ponto de conseguir duas continuações em curta metragem e agora, enfim, um longa. Esse, por sua vez, não só corrige os erros passados como também traz uma nova trama tão envolvente e deliciosa que passa de forma fluida e, quando pertinente, bastante divertida.

O aspecto principal do filme, a relação em constante reconstrução de Elsa e Anna, permanece sendo o ponto forte. As duas se unem em busca do seu passado, como forma de garantir o futuro, mas também abrem mão uma da outra quando necessário. Ambas mantém suas personalidades, mas claramente cresceram bastante desde que nos foram apresentadas e esse crescimento é ainda maior do início para o final dessa nova aventura. Eu adoro analisa-las de acordo com seus signos solares, uma vez que a Disney divulgou suas datas de nascimento como sendo nos solstícios de inverno e verão do hemisfério norte, respectivamente. Elsa é toda de capricórnio (faz aniversário hoje!) e Anna tão canceriana que parece até que os roteiristas levaram isso em consideração ao construí-las. São signos opostos complementares como as duas, cada uma é MUITO brilhante ao seu modo e especiais quando juntas, mais uma vez. Um foco belíssimo que, felizmente, permanece.

Frozen II

Elsa e Bruni em Frozen II | Imagem via Star Tribune

Um novo grupo de personagens coadjuvantes é apresentado com os moradora da floresta, nenhum deles se destaca mais que o “elenco” original, mas todos têm sua função na história, não tem nada “jogado” como foi o Duque de Weselton no primeiro, que não trouxe nenhum propósito além de risadinhas fracas. Somos apresentados também aos espíritos dos quatro elementos da natureza enquanto elas descobrem a possibilidade de um quinto espírito, e é nesse momento que Bruni, uma salamandra super fofinha que representa o fogo, capta os corações da platéia. A escolha da iconografia dos espíritos e da ação de cada um é super pertinente e, eu diria, foge um pouco do clichê que se forma na nossa mente quando pensamos no assunto. Escolha certeira e, claro, mil possibilidades para merchandising.

Gostei muito do desenvolvimento do Olaf nessa continuação porque, mesmo sendo um grande queridinho do público, era uma personagem com a qual eu não simpatizava muito, como alívio cômico o Sven me atraía mais. Dessa vez ele não só diverte como também levanta questões e curiosidades que, de fato, influenciam na trama, mas sem perder seu lado engraçadinho. Assisti à versão dublada e a voz do Fábio Porchat é o grande destaque nela, combina perfeitamente! Inclusive, se você gosta dele, não deixe de ficar até o final para uma cena pós créditos singela, mas que vale a espera. Os demais “secundários principais” permanecem com a mesma relevância de sempre, nem ganho, nem perda.

Por outro lado as músicas tema não têm a força da trilha sonora anterior! O hit “Into The Unknown” não chega nem perto do intenso “Let It Go” e mesmo que os números sejam sensíveis, com o visual super bonito, você não sai do cinema com nada “grudado” na cabeça. Talvez para os pais sejam uma vantagem, mas se tratando de um musical foi levemente decepcionante. Já no que diz respeito à versão brasileira, as dublagens são maravilhosas com a triste exceção da Elsa, que infelizmente não consegue ter a qualidade vocal e personalidade da Idina Menzel… Ainda assim vale a pena pelas demais personagens, com suas piadas pertinentes e algumas lágrimas de alegria pelo final digníssimo carregado de emoção. Eu simplesmente amei o desfecho e, agora que o assisti, não consigo pensar em nada melhor!

Leia também: Disney On Ice: Mundos Fantásticos

Trailer:

A Dama e o Vagabundo

Em 13.12.2019   Arquivado em Disney, Filmes

A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp) *****
A Dama e o Vagabundo Elenco: Tessa Thompson, Justin Theroux, Kiersey Clemons, Thomas Mann, Janelle Monáe, Adrian Martinez, Arturo Castro, Ashley Jensen, Benedict Wong Bull, Marie Burke, Matt Mercurio, Yvette Nicole Brown
Direção: Charlie Bean
Gênero: Romance
Duração: 104 min
Ano: 2019
Classificação: 10 Anos
Sinopse: “A história de amor entre a Lady (Tessa Thompson), uma cocker spaniel mimada, e um vira-lata chamado Vagabundo (Justin Theroux), que salva a cadelinha do perigo de vagar sozinha perdida pelas ruas.” Fonte: Filmow.

Comentários: Adaptado da animação de mesmo nome lançada em 1955, A Dama e o Vagabundo é o primeiro nessa nova geração de live actions Disney produzido exclusivamente para plataforma de streaming da empresa, Disney+, prevista para estrear no Brasil em novembro de 2020 e já está no ar em alguns países. Nele, Lady é o centro das atenções de sua família desde que Jim Querido a deu de presente para sua esposa, Querida, que são chamados pela cocker spaniel assim porque é como os escuta falar. Após o nascimento de Lulu, primeira filha do casal, ela começa a notar mudanças na rotina na casa e conhece um vira latas conhecido como Vagabundo, que tenta mostrar a ela que o mundo é muito maior que as cercas de sua vizinhança e que a vida nas ruas é melhor, apesar da instabilidade e o risco iminente de ser pego pela carrocinha.

O filme é muito fiel à animação no quesito visual e enredo, com algumas diferenças pontuais mas sem perder a essência da história. Por se tratar de um longa para “televisão” (nesse caso streaming, mas ainda assim uma mídia que não foi lançada nos cinemas) fiquei surpresa com o capricho da produção de um modo geral, os cenários são bonitos, atuações/dublagem impecáveis e computação gráfica dos animais caprichada em quase todas as cenas, são poucas as que ficaram artificiais. Uma grande reclamação do público em relação a “O Rei Leão” foi que as emoções das personagens se assemelhavam às reais do reino animal, e não de humanos como nos desenhos, e esse filme, por usar cachorros de verdade como parte do elenco, também é assim, o que para mim é uma vantagem. Na verdade acho muito problemático essa dificuldade que as pessoas têm de identificar sentimentos que não sejam humanos, como se esses fossem superiores. Talvez seja hora de mudar o próprio pensamento, e não as produções que tendem pro realismo…

Leia também: Aladdin, resenha do live action lançado pela Disney nos cinemas em maio de 2019.

A Dama e o Vagabundo

A Dama e o Vagabundo | Imagem via Collider

Apesar da fidelidade, os mais nostálgicos podem se incomodar com modificações pontuais. Algumas sutis, como a troca de gênero do bebê e de Joca, um dos melhores amigos de Lady (nessa versão, Jackline), outras mais inclusivas em mudanças de etnias, e em pontos necessários, para que a adição de 30 minutos de uma versão para a outra funcionasse de forma fluida. Nesse quesito “adaptação” a única coisa que senti falta realmente foi a exploração das características de cada raça, que no antigo aparece a todo momento causando cenas de humor e emoção. Não atrapalha, é só um detalhe, mas que foi bastante minimizado, infelizmente, porque era bem real.

Ainda no que diz respeito às diferenças, uma que poderia acontecer de forma maravilhosa, mas que infelizmente a Disney não soube aproveitar e deixou a situação ainda pior, foi a cena da canção dos siameses. Apesar de não dar raça a eles, o que foi bem legal, ao invés de suavizar a suposta rivalidade entre cães e gatos fizeram o contrário, os felinos foram retratados de forma ainda pior! É uma pena, porque o longa tem uma mensagem super forte de incentivo à adoção de animais de rua, tendo inclusive um recadinho nos créditos finais… Inclusive parte do elenco encontrado em abrigos, curiosidade que foi largamente divulgada justamente para mostrar a necessidade de resgatar animais domésticos sem raça definida, mas reforçando a ideia de que gatos são os malvados da história… Apesar do filme ter me emocionado muito em diversos momentos, principalmente porque AMO o original, fiquei bem chateada com isso.

E já que falamos de música… Num filme Disney tem como não falar de música? Os outros números estão todos presentes, lindos como sempre! Kiersey Clemons, intérprete da Querida, tem uma voz linda quando canta a canção de ninar, que achei que seria minha maior decepção do filme ao ser alterada, mas à medida que o final foi chegando eles “corrigiram” de forma tão linda que o coração ficou até mais quentinho. O clássico “Bella Notte”, minha cena favorita(!), ficou mega romântica e emocionante, mas o grande destaque dessa versão nesse aspecto é “He’s a Tramp”, tema de Peg e seus amigos do canil. Se o resto já não tivesse lindo por si só esse pedacinho já valeria toda a experiência, ficou incrível!

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Deixe a Neve Cair

Em 03.12.2019   Arquivado em Filmes

Deixe a Neve Cair (Let it Snow) *****
As Panteras Elenco: Isabela Merced, Jacob Batalon, Kiernan Shipka, Liv Hewson, Mitchell Hope, Odeya Rush, Shameik Moore, Anna Akan, D’Arcy Carden, Hallea Jones, Joan Cusack, Mason Gooding, Matthew Noszka, Miles Robbins
Direção: Luke Snellin
Gênero: Romance, Comédia
Duração: 93 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Três contos se passam durante a noite de Natal, enquanto uma tempestade de neve obriga os habitantes de uma pequena cidade a se refugiarem, dando início à diversos encontros românticos.” Fonte: Filmow.

Comentários: Originalmente um livro contendo três contos de natal entrelaçados escritos por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle, Deixe a Neve Cair foi adaptado livremente pela Netflix e está disponível na plataforma desde 8 de novembro, como parte dos lançamentos de Natal desse ano. Nele um grupo de adolescentes de diferentes tribos, classes sociais e etnias de uma pequena cidade têm que lidar com uma nevasca que entra no meio de seus mais variados planos para o fim de ano, de forma que suas vidas já cruzadas se tornam quase “uma só” até o fim desse dia… Um modelo clássico da época, dessa vez focado no público jovem e cheio de rostos conhecidos.

Confesso que não li o livro e resolvi ver o filme sem qualquer expectativa, na verdade julgando de antemão que ia achar fraco, e isso talvez tenha causado minha boa impressão do mesmo. Achei alguns romances fofos, outros completamente sem sal, simpatizei por certas personagens e por outras nem tanto… Não tenho um ponto REALMENTE negativo para destacar sobre porque, pra mim, cumpre a proposta de comédia despretensiosa pra sentir o climinha “Jingle Bells”… Mas para aqueles que estão esperando uma boa adaptação descobri que ele está REPROVADÍSSIMO! Saiu um post sobre o filme no Literalmente, UAI e nele foram pontuadas todas as poucas semelhanças e grandes diferenças, é bom ler se já quiser se preparar ou surpreender.

Deixe a Neve Cair

Odeya Rush (Addie) e Liv Hewson (Dorrie) em Deixe a Neve Cair | Imagem via Observatório do Cinema

A Netflix selecionou a dedo seu elenco, escolhendo um time de atores já conhecidos de filmes e séries adolescentes em alta no momento, dentro e fora do streaming, como “O Mundo Sombrio de Sabrina”, “Dumplin'”, “Homem Aranha”, “Santa Clarita Diet”, “Descendentes” e por aí vai… Até eu que não sou o público alvo, apesar de gostar do estilo, reconheci vários rostinhos aqui e ali. Meus plots favoritos foram o de Julie e Stuart, “garota cheia de problemas encontra cara famoso pro qual não tá muito aí”, que me fizeram chorar muito e o das amigas Addie e Dorrie, que falam de relacionamento abusivo e homossexualidade individualmente e têm essa conexão bacana não-romântica também. Foi o final mais gostoso de todos.

Por outro lado achei completamente sem graça uma das minhas máximas favoritas de “melhores amigos que podem ou não descobrir que se gostam não somente como amigos” vivida por Duke e Tobin. Torcia o tempo todo pras cenas dos dois acabarem logo. Sabe aquele pedacinho da história em que você nem se importa com o desfecho, de tão morno? Foram os momentos os dois. Além disso a Kiernan Shipka ainda está com o “cabelo da Sabrina” na nova série da bruxinha da qual é protagonista, então ficou difícil enxergar outra pessoa tão completamente diferente ali… Enfim, se você estiver com vontade de sentir o clima de maneira leve, sem grandes comparações, “Deixe a Neve Cair” não é muito comprido e satisfaz esse aspecto, com altos e baixos como tudo na vida, até mesmo o natal!

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As Panteras (2019)

Em 01.12.2019   Arquivado em Filmes

As Panteras (Charlie’s Angels) *****
As Panteras Elenco: Elizabeth Banks, Ella Balinska, Kristen Stewart, Naomi Scott, Patrick Stewart, Noah Centineo, Chris Pang, Djimon Hounsou, Luis Gerardo Méndez, Nat Faxon, Robert Clotworthy, Sam Claflin
Direção: Elizabeth Banks
Gênero: Ação, Comédia
Duração: 119 min
Ano: 2019
Classificação: 14 anos
Sinopse: “As Panteras sempre estiveram a disposição para prover segurança e truques investigativos para clientes exclusivos e agora a Agência Townsend se expandiu a nível internacional, com as mais espertas, mais destemidas e mais treinadas mulheres do planeta. Mas quando um jovem engenheiro de sistemas vaza informações sobre uma perigosa tecnologia, cabe a um trio de Panteras (Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska) entrar em ação, colocando suas vidas em risco para proteger a nós todos.” Fonte: Filmow.

Comentários: Esqueça os macacões colados, saias curtas, poses sensuais e flertes como método de trabalho! O novo “As Panteras” mostra um trio de espiãs mais forte do que nunca, com respeito absurdo aos filmes e série anteriores da franquia mas sob nova abordagem, com o “poder feminino” além da imagem, sem necessidade de sexualização e também em cargos de chefia. Para quem está cansado de reboots, já fica o aviso: não é disso que se trata o longa! A história soa como uma continuação dos anteriores, mostrando a nova versão globalizada agência Townsend, mas com personagens novas, de forma que funciona também de forma independente.

Nele Jane, Sabina e Elena, cada uma integrante de uma minoria política, ainda que isso não seja citado em momento algum (negra, não-hétero e asiática), são enviadas juntas em uma missão, lideradas pela Bosley Susan, o que por si só já é mudança em relação aos anteriores, onde cargos de poder eram todos ocupados por homens. As duas primeiras já trabalham como Panteras há anos, e Elena entra “de gaiato” após ser ameaçada por revelar os verdadeiras perigos de uma tecnologia inovadora que ajudou a desenvolver como engenheira. Essa união para impedir maiores catástrofes é apresentada com boas cenas de ação, pitadas de sentimentalismo e muito humor inteligente.

As Panteras

Imagem via Pop Sugar

As personagens principais têm personalidades definidas, mas sem uma apresentação escancarada ou assumindo um “título”. Não existe “a engraçada”, “a bonita” ou “a inteligente”, como acontece muitas vezes em filmes norte americanos, todas elas são mais de uma coisa, porque seres humanos nunca têm uma camada só, né? E mesmo dando para ler essas mulheres você fica curiosa pra vê-las a fundo, numa possível continuação que tem tudo pra acontecer. E o elenco… Ah, que elenco! Para quem está acostumada com Kristen Stewart apenas na Saga Crepúsculo, finalizada em 2012, vai se surpreender muito positivamente com a atuação dela como Sabina, está maravilhosa! Definitivamente é destaque no que diz respeito à atitude e carisma, mas sem ofuscar as outras, Jane de Ella Balinska é empoderadíssima e Elena de Naomi Scott adorável, se complementam como qualquer trio de amigas que vemos no nosso cotidiano por aí. E a cereja do bolo é Elizabeth Banks, que foi não só atriz como também diretora, provando que olhares femininos fazem total diferença em obras que têm mulheres como público alvo principal.

Outras presenças a serem destacadas, dessa vez no núcleo masculino da trama, é Noah Centineo (fora da Netflix!) e Sam Claflin, rostos muito conhecidos dessa vez em papéis coadjuvantes divertidos e pertinentes em dois “lados” distintos da história, causando mais risadas sem necessidade de exageros. Já como ponto negativo a cena inicial precisa ser mencionada, é demasiadamente acelerada com muitos cortes desnecessários, não faz justiça nenhuma ao resto, portanto não “julguem pela capa”, passa rapidinho e todo o resto é ótimo, principalmente o final que vem com, além de uma surpresinha delícia, a presença de várias das Panteras antigas, fan service presente e nem um pouco forçado. É pra ser sincera? Com todo respeito à série clássica dos anos 70/80 e à duologia do início da década 2000, mas esse é o melhor “Charlie’s Angels” de todos até hoje!

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Top 5: Professores favoritos do cinema!

Em 15.10.2019   Arquivado em Filmes

Hoje é 15 de Outubro, dia de quem ensina, da profissão mais desvalorizada desse país – principalmente no atual cenário -, das pessoas que devemos enaltecer DEMAIS porque haja fôlego pra lutar pela educação… Hoje é Dia dos Professores e eu, como pós graduanda em Ensino de Artes que sempre sonhou com esse caminho, enfim o trilhando, não poderia de forma alguma deixar de fazer um Top 5, transformando esse momento de muita reflexão em um pouquinho de diversão, porque é sempre bom também…

Top 5: Professores favoritos do cinema!

Sr. Browne, de Extraordinário

OK, eu sei que devia ter começado da minha maior inspiração, mas ele merece encabeçar o Top 5 porque desde que li Extraordinário, meu livro favorito, o sr. Browne se tornou uma das minhas personagens masculinas favoritas. Como não se apaixonar por um homem que inicia o ano letivo ensinando seus alunos sobre nada mais, nada menos, do que GENTILEZA? Depois, quando o filme saiu, esse carinho aumentou ainda mais porque ele ficou absolutamente perfeito. Merece ser o número 1 nessa e em qualquer outra lista de educadores da ficção que a gente for fazer!

Quer ler mais sobre Extraordinário? Aqui no blog tem um post sobre minha relação com o livro e uma resenha do filme, logo que ele saiu, uma das minhas melhores publicadas até hoje!

Katherine Watson, de O Sorriso de Mona Lisa

Minha MUSA INSPIRADORA! Sabe aquela velha e boa pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, que a gente escuta muito quando criança? Pois é, já tem algum tempo que a resposta que tenho é Katherine Watson! Uma mulher que, na década de 50, foi ensinar História da Arte em uma das universidades para moças mais conservadoras dos EUA mesmo sendo à frente do seu tempo, irreverente… O resultado? Mentes sendo abertas e momentos de sororidade entre jovens mulheres tão impactantes que nem encontro palavras pra descrever. Sempre que me sinto mal e incapaz assisto ao filme mais uma vez, para lembrar desse meu objetivo de mudar o cenário do Ensino de Artes ao meu modo também, ainda que um pouquinho, fortalecendo meninas no meio do caminho. É ambicioso, eu sei, mas nunca fui tão firme e feliz numa ambição!

“O Sorriso de Mona Lisa”, que conta com Julia Roberts nesse papel principal, é um filme de 2003 que está disponível para ser assistido na Netflix. Apesar de lançado há 16 anos, às vezes tenho vontade de escrever sobre essa relação tão forte que tenho com ele… O que vocês acham?

Remo Lupin, de Harry Potter

Por um minutos pensei em colocar aqui a professora Minerva, que também é uma personagem grandiosa da saga, só para ter mais mulheres do que homens na lista. Confesso! Só que se fizesse isso, esse post seria uma mentira. Quando se trata de mestre em Hogwarts, Lupin sempre foi e sempre será meu favorito porque ele é, pra mim, tudo o que alguém que ensina devia ser: justo, gentil, competente, inteligente, empático, imperfeito como qualquer ser humano, mas extremamente ciente dessa imperfeição. Uma perda enorme pra escola causada pelo ódio, a opressão e o preconceito, mas ei(!), a vida não é mesmo assim? É sim! A verdade é essa, e pode ser mudada se lembrarmos que seguindo o exemplo de Remo Lupin só temos a ganhar.

Você aí, gosta de Harry Potter? Pois aqui no blog tem uma categoria inteirinha só da série! São posts com lançamentos, resenhas, relatos de eventos, até looks do dia e muito mais! Vale a pena dar uma olhadinha…

Lucy Whitmore, de Como Se Fosse a Primeira Vez

Sim, mais uma educadora de artes mulher… Já entenderam meus motivos, né? Sou suspeita, e ainda assim faz sentido. A história de Lucy (quase) todo mundo que gosta de comédias românticas sabe: ela sofreu um acidente grave e desenvolveu uma síndrome rara onde não consegue mais guardar memórias recentes… Sendo assim à noite, quando vai dormir, seu cérebro apaga tudo o que viveu naquele dia, fazendo com que repita a data do acidente da maneira como planejou originalmente todos os dias até conhecer Henry, que se apaixona por ela e resolve mudar esse cenário.

Só que aaaantes desse fatídico momento que desestabilizou sua trajetória, Lucy era professora de artes que ensinava crianças em uma escola local, o que é lindíssimo! Mais lindo ainda é quando, mais pro final do filme – e se você ainda não viu, pula pro próximo da lista que aí vem spoiler – ela volta a lecionar a matéria para outros pacientes do centro onde faz tratamento, todos com problemas de memória similares ou ainda piores que o dela. Ela pode ser “Lucy Esquecida”, mas permanece maravilhosa.

Sr. Anderson, de As Vantagens de Ser Invisível

É, eu sei, está explícita minha tendência pras artes, letras e humanas aqui nesse post, né? Tanto que temos mais um professor de inglês em colégio americano nela, tal qual o Browne… Sr. Anderson nos presenteia com a frase “Nós aceitamos o amor que achamos merecer”, que vem partindo ou abrindo corações todos os dias desde que foram proferidas pela primeira vez… Fora isso tem um faro INCRÍVEL para saber qual aluno mais precisa de ser apoio dentro de uma sala de aula cheia de adolescentes, e se tem algo mais grandioso do que isso, desconheço. Confesso que não li o livro, mas o filme me tocou profundamente com seus temas pesados expressos de forma tão bela, e sei que não fui a única. Se você ainda não viu, não perde tempo, veja!

Ele me lembra MUITO uma professora de química que tive entre a 8ª série (atual 9º ano) e o 2º ano do Ensino Médio… Ela entendeu perfeitamente os motivos da solidão que vivi em parte desse tempo e, depois, meu apego às pessoas que me tiraram dessa solidão, além de ter me apoiado em sua matéria como nenhuma outra fez antes ou depois na vida. Nilmara, se um dia ler isso, fica aqui meu muito obrigada! Espero retribuir seu carinho o passando adiante, quando tiver meus alunos também…

E você, quais professores do cinema, ou da cultura popular de um modo geral, mais te marcaram? E qual da VIDA REAL teve mais impacto? Me conta aí nos comentários! Enquanto isso, de minha parte, desejo um feliz 15 de outubro a todos os mestres, com carinho!

Psiu! Prest’enção! Essa lista tem como objetivo expressar única e exclusivamente minha opinião pessoal, não se baseando em nenhum outro tipo de critério como popularidade de personagem ou mesmo bilheteria da obra em questão.

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