Categoria "Escrevendo"

Carta ao Cabelo

Em 16.01.2013   Arquivado em Escrevendo

Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2013.
Querido cabelo,
não é de hoje que estamos juntos, você e eu, convivendo diariamente e tendo um que se adequar ás loucuras do outro. Digo “não é de hoje” mas a verdade é que desde sempre você esteve aí em cima, me deixando mais bonita (ou não). Mas dessa vez eu resolvi que era hora de rolar um bate-papo entre nós dois e resolvi escrever esse monólogo pra ver se, como resposta, você não tenta segurar sua onda… Ou as raízes!!
A questão, cabelo meu, é que minha cabelereira veio falar comigo. Não quis te dedurar não, ela fala pro nosso bem. Eu sei o quanto você gosta dela, que te deixa pretinho, lisinho, brilhante e macio, e ela também gosta d’a gente, então veio me falar que você tava caindo demais. A verdade é, cabelo, que ela se enganou. Cair eu sei que você cai, eu me acostumei com isso. Mas agora você tem é DESPENCADO aí de cima. Olha, eu nunca liguei pra isso porque sei que tem fio demais, nunca vi igual, mas é que já torrou minha paciência, né? Todo dia alguém tirando fios de cabelo da minha blusa, jaleco, travesseiro, até da mesa onde fiz prova essa semana.
Eu sei que, no fundo, eu tenho uma parcela de culpa. Não é só você que tem reclamado não. As unhas, suas amigas, estão quebrando das maneiras mais estranhas que já vi. Pra não falar da tal da alergia que já vem me torrando o saco e não vejo a hora de me livrar dela. Eu sei que tem muita coisa andando errado por aqui, mas nós somos um organismo, todos juntos (literalmente), e vocês precisam me ajudar.
Mas a culpa, sabe, é do nosso chefão, o tal do cérebro. Tem uma parte dele, aquela que veste de roupa branca e preza pela nossa saúde, que sempre me diz para eu não me sobrecarregar denovo. Mas o problema é que a maior parte, aquela onde fica a arrogância, sempre me diz: faz. Não importa o que, ele tá lá me dando força pra fazer. Matéria junto com TCC? Faz! Deixar coisas pra última hora? Faz! Prestar vestibular junto com formatura? Faz! Faz, faz, faz, sai fazendo de tudo sem pensar nas consequencias no final. E eu vou lá e faço, porque, no final das contas, é ela que manda em você, em mim e em todos nós, partes de mim.
Mas, vamos lá, cabelinho. Não precisa ficar tentando suicídio assim. Segura as pontas aí que logo a gente tá livre de toda essa complicação em que eu coloquei todos nós e estaremos firmes e fortes pra algumas outras que ainda estão por vir. Porque você me conhece tão bem quanto eu mesma e sabe que eu não tomo juízo: adoro caçar sarna pra me coçar!!
Um beijo, e continue me amando porque eu te amo muito =D
Luly

#ribbonday

Panelinhas

Em 13.06.2011   Arquivado em Escrevendo

– Outro dia passeando pela internet afora li, em algum lugar, a expessão “querer fazer parte da panelinha”, ou algo assim. Eu realmente não lembro onde foi, mas isso me levou a várias reflexões, lembrei de uns posts que rolaram no Flickr a uns tempos atrás e me pus a pensar em como a famosa “panela” virou uma espécie de tabu na vida da sociedade infanto-juvenil.

– Eu SEMPRE fui da turma dos “fracos e oprimidos” quando tava na escola. Acho que desde a quinta série, ou sei lá. Enquanto os outros andavam em panelinhas eu dizia que andava em “canequinhas”: grupos muito menores com os quais ninguém se importava. Eu não via nada de mais nisso, nunca quis ser conhecida pela escola inteira, mas também não fazia questão de evitar isso na vida: simplesmente acontecia de eu me relacionar mais com aquelas pessoas. E desde sempre, estando nesse meio, tinha um ou outro que queria que a sala de aula fossem um grupão de amizade, que todos se amassem e as panelas deixassem de existir. Mas sempre achei isso uma hipocrisia danada. Primeiro porque nós não estamos no Estados Unidos da América, não existem tribozinhos separadas dos atletas, dos nerds e etc, então não acontece de alguém querer mudar de estilo e sentar na mesa do lado e nem momentos High School Musical onde todos revelam ser mais do que são e saem cantando isso pela escola. E segundo porque o que as pessoas consideram panela eu costumo chamar de amizade. Porque se você gosta de alguém, se identifica com alguém, ótimo, fiquem amigos e andem juntos. Sem contar que isso é sempre mutável: vão chegando pessoas novas, você vai se aproximando de pessoas “velhas” e aí novas amizades, digo, panelas vão surgindo.
O legal é que pode ser uma panela, mas uma panela com a “tampa” normal, e não uma panela de pressão, são coisas diferentes! Não acho certo grupos oprimindo os que são diferentes (posso dizer por mim mesma) e nem pessoas que se fecham pras outras simplesmente por não querer abrir espaço pra novas amizades. Mas é bom ter grandes amigos na vida, e é bom ter uma panela se é isso que ela vai significar pra você.

– Um exemplo bom que tenho disso é do único lugar onde não fui “fraca e oprimida” na vida: os Bonecontros de Belo Horizonte. Quando fui no primeiro já tava feliz em ter minha irmã e uma amiga já conhecidas para nunca ficar sozinha, mas logo de cara pessoas foram me conquistando, eu as conquistei e isso gerou o que hoje chamamos de @centoeoito: três pessoas que me fazem feliz em todos os momentos e que muita gente vê como uma panelinha formada ali. Mas a gente gosta de estar uma com a outra, somos amigas, oras, por que não levar isso adiante?? Só para não parecer estar “excluindo” os outros?? Ninguém tá excluindo ninguém, ninguém tá se excluindo, a gente tá simplesmente vivendo em sociedade, simples assim. Não quer dizer que não gostamos de outras pessoas, que não conversamos com outras pessoas, só é mais forte.

– Não precisamos ser queridos por todos, principalmente se com isso não somos muito queridos por alguns. Eu confesso que já passei muito tempo da minha vida querendo que algumas pessoas valorizassem mais minha presença na vida delas, mas se essas pessoas precisam da aprovação mundial, e se assim temos que acabar com a panela, comigo não funciona. Eu não me fecho para ninguém, mas gosto de ter com quem contar, quem abraçar e, principalmente, ter alguém querido pelos lugares onde eu passei, tornando especial cada uma das minhas queridas canequinhas!!


WE HEART IT

Quartetos…

Em 16.11.2010   Arquivado em Escrevendo

Esse post (muito grande e emotivo, diga-se de passagem) foi originalmente postado por mim no blog do Cento e Oito e no final ficou tão bonito que resolvi postar aqui também!! Enfim, leiam!!

– Eu sempre dizia que “quartetos eram meu destino”. Mentira, não foi sempre que eu disse isso, mas sim depois de mais um novo quarteto depois do que eu achava ser o mais importante de todos. Na infância foi assim… Quando o quarteto de primos foi virando Sexteto (e é até hoje) a separação de meninos e meninas fazia virar quarteto denovo. Mas era tão leve que eu nem posso levar em consideração pra valer.

– Tudo começou provavelmente na 5ª série. Nossa “canequinha” era constituída das únicas 4 garotas que não andavam com o bando que formava a panela do resto da sala. Aliás é isso, eu sempre fui da turma das “de fora”, as excluídas, as excessões. E sempre gostei de ser assim.
Na sexta série nossa Canequinha foi invadida por mais 2 pessoas e aí, bom, enquanto fossem números pares eu tava feliz!!

– Aí eu mudei pra Belo Horizonte e cheguei aqui formando um quarteto logo de cara, mas que rapidinho foi desmanchado, metade pra cá e metade pra lá. Mas a “metade de cá” acabou se unindo com mais duas pessoas, não tão frequentemente, mas ainda assim era um quarteto… Aliás dessas 3 pessoas duas continuam na minha vida com muita força… Lud e Gugui. E cito seus nomes porque as vezes eles se unem a outros quartetos no meu cotidiano.
Quando estava fora da escola eu tinha mais um, ao lado da Lud, Daninha (sim, @daninhaddl) e Nana… Era quase um quarteto de irmãs, as 3 pessoas em que eu mais confiava no mundo.
Mas e quando o tempo passa e os laços vão quebrando?? Eu não podia ficar sem 3 pessoas para amar. O trio que eu formava com Daninha e Patiquinha estava desfalcado e eu puxei o Gugui, meus companheiros de adedanha via Msn e, claro, de supostas viagens que nunca aconteceram. Era um futuro muito distante, e pouca determinação, confesso.

– Mas nenhum desses quartetos jamais de comparou ao “Quarteto Fantástico” do Ensino Médio, ou dos dois primeiros anos dele. Pra mim eu nunca encontraria pessoas que pudem me entender melhor do que Mimmy, Aninha e Gabi. Foi uma das amizades mais bonitas que já tive e mesmo 4 anos depois basta um pequeno momento de alegria ou dor compartilhada pra gente voltar a agir exatamente como aquela época. Principalmente as tragédias fura-filas da vida.

– O “fim” (físico, não real) do meu Fantastic4-ever- fez com que eu corresse atrás de um novo quarteto, mas acabou aparecendo um trio. Camilittle-little-little, Minhoca-uh-haha e Lulylicious: essa foi a amizade mais rápida e inesperada que poderia acontecer. Como duas pessoas que sempre se conheceram e uma que nunca viram na vida poderiam se unir assim?? Era, definitivamente um TRIO, não poderia entrar mais ninguém.
Mas aí é que está o problema com trios: uma hora a “dupla” vai ter que prevalecer. E quando cada parte dessa dupla tem uma irmã da mesma idade da outra, pronto, surge um novo quarteto.
E ainda no mesmo ano, nosso G8 que foi ao Hopi Hari não ficou divido em vários quartetos?? Os da frente e os de trás. Os da direita e os da esqueda do ônibus. As meninas e os meninos… Aliás foi aí que eu vi que meu destino era viver de 4 em 4 pessoas: quando chamaram aquele “quarteto feminino” de QUARTETO!! Pronto, estava definido.

– Depois disso foi o fim do colégio e eu achei que tinha acabado. A gente para de andar em bandos, começa a andar com as pessoas no geral, com partes picadas, a gente anda sozinho. Mas eu tava enganada. Ainda estava pra “nascer” o quarteto mais importante da minha vida, e aquele que eu sei que vai durar simplesmente porque não existe nenhuma instituição de ensino ou profissional para unir. A união começou com UMA coisa em comum, mas não parou por aí e virou um amor enorme, um amor maior. E eu já não sei mais ficar sem isso.

– Sim, é claro, estou me referindo ao @centoeoito. Quando comecei a colecionar bonecas e eu e minha irmã fomos nos unir ao Grupo (já não tão unido) das Bonequeiras de BH eu fiquei feliz em já conhecer alguém lá porque tinha certeza de que nunca seria nada além de mais alguém ali dentro, daquelas que mal fala com as pessoas e não firma laços. Mas não. Pelo contrário: nunca vi laços tão fortes como os que nós temos sendo firmados nesse meio. E eu agradeço todos os dias a Deus por ter colocado essas duas pessoas maravilhosas na nossa vida e que hoje estão entre as pessoas que mais amo no mundo. No “Top 10” das pessoas que mais amo no mundo!!

@centoeoito

“No one could ever know me, no one could ever seem me, seems you’re the only one who knows what it’s like to be me… I’ll be there for you ’cause you’re there for me too.”

Amor Puro!!

Em 23.08.2010   Arquivado em Escrevendo

– O assunto de hoje não é nada de interessante, nada educativo, nenhuma dica ou indicação. Hoje vim aqui pela simples vontade de escrever sobre algo que virou minha marca registrada entre as pessoas ao meu redor: a expressão “amor puro”. E aí de repente as pessoas que mais convivem comigo passaram a adotar a expressão e hoje, quando eu estava indo pra aula, me veio na cabeça a relfexão de como isso aconteceu.

– A expressão “amor puro” surgiu em uma conversa de telefone com o Gugui ano passado. Falando sobre colegas de trabalho de quem ele e eu mais gostávamos A gente tentava descrever essas pessoas queridas da melhor maneira possível e quando fui falar do meu querido ex-quase-chefe Bruno foi isso que saiu. Simplesmente “o Bruno é amor puro!!”. Gugui riu, eu ri e passamos a adotar o termo “amor puro e incondiconal” pra tudo que a gente gostava. E aí pegou!! Amor puro aqui, amor puro ali, eu falando e as pessoas ouvindo. No APM as pessoas que eram mais próximas sabiam que eu era a senhorita amor puro (e incondicional). e quando chegou janeiro, no nosso Amigo Oculto bonequeiro, eu não falava outra coisa. Tudo pra mim era amor demais. E não falo de “puro amor” não… São coisas diferentes. É AMOR PURO, pô.
Foi aí que surgiram as derivações.

Amor puro.
Amor puríssimo. (by Lili)
Amor puro e incondicional.
Amor puro destilado.
Amor puro destilado, concentrado a 100%.
Amor puro destilado, concentrado a 100% e RESTAURADO (by Gugui).

– Ninguém mais escapa. O tal do amor puro é tão amor e tão puro que pega mesmo!! Então, até a próxima, e muito amor puro pra vocês!!

coracao_amorpuro

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