Categoria "Escrevendo"

Uma cintura que mostrou várias coisas…

Em 12.05.2016   Arquivado em Escrevendo, Feminismo

Se a algumas semanas atrás eu tivesse dito para mim mesma que estaria escrevendo esse post, sério, eu JAMAIS acreditaria. E acho que isso é o mais maravilhoso dessa história toda: o fato de que algo muito forte negativamente na minha vida se transformou rapidinho numa coisa irrelevante e, logo em seguida, em algo ainda mais forte positivamente. Eu até pensei que não deveria escrever sobre isso porque “já passou” ou “já rendeu demais”, mas percebi que nada disso importa e com uma forcinha vindo de um lugar inesperado, pronto, cá estou eu me surpreendendo mais uma vez com a mesma coisa mesmo depois de quase um mês.

O início da história é: já tem algum tempo desde que eu pensava em tirar fotos minhas “seminua”. A palavra é bem forte pra esse caso porque as costas são algo que “todo mundo tem”. Mas nós sabemos que no corpo feminino qualquer sinal mínimo de nudez choca muito mais, ao mesmo tempo que rola fetiche ao redor disso existe também um baita tabu, então era certo que eu jamais faria tal coisa. Até que um belo dia eu fui lá e fiz. Não precisei que ninguém fizesse por mim, eu mesma peguei minha câmera, coloquei no timer e “posei” na frente dela. Assim que vi o resultado achei tudo muito ridículo e jurei que ninguém JAMAIS veria aquelas fotos. Duas horas depois, porém, uma delas estava linda e sépia no meu Instagram. No dia seguinte, por causa da história do “Bela, recatada e do lar”, pronto, foram mais duas que mandei enviar até pro Facebook (que vocês vão ver aí em baixo). Então refleti sobre como, quem sabe, algum dia alguma garota iria ver aquelas fotos e decidir fazer o mesmo. Quem sabe poderia incentivar alguém a se ver de outra forma. Pensei que se o mundo soubesse que eu tenho sardas altamente ODIADAS nas minhas costas e tava mostrando pra quem quisesse olhar, bem, algumas pessoas não precisariam mais esconder alguma coisa nelas mesmas.

Só que a repercussão foi maior do que imaginei. A foto, mesmo fechada para amigos, começou a receber “Curti” e “Amei” durante aquele dia inteiro. Recebi comentários chamando de “Diva” e rolou até um “Uau” muito bem vindo naquele momento. A cada nova notificação eu olhava mais e mais pra elas e o que eu esperava logo antes aconteceu. E sabem o melhor? Aconteceu COMIGO. Olhei tanto que comecei a focar num ponto muito específico de mim mesma: a cintura. E, de repente, eu me vi pensando “Sério mesmo que essa aí sou eu? Sério que essa cintura é minha? Se ela é assim porque diabos eu fico escondendo?”, o que de cara foi uma descoberta meio boba, mas depois virou algo GIGANTE dentro da minha cabeça. Eu percebi que poderiam existir várias outras coisas sobre mim, físicas ou não, que poderiam ser boas e eu nem sabia. Descobri que isso poderia existir nas outras pessoas também, mas que eu ainda não tive a oportunidade de encontrar nelas. E então eu passei a amar minhas fotos loucamente: usei em capa de um vídeo, postei outra no Facebook para discutir parte desse mesmo assunto que estou discutindo aqui agora, cheguei a jogar uma sem efeito nenhum no Twitter pra apoiar a hashtag #MeSintoLindaComoSou, até como perfil do Whatsapp as danadas estão… Inclusive aceitei uma sugestão que recebi e vou IMPRIMIR três delas fazer quadros aqui pro meu quarto. E aí que eu caí em mim e vi que não eram só as fotos (ou minha cintura) que eu estava amando naquele momento. Era eu mesma. E isso foi incrível.

O que começou em mim não parou mais, foi um assunto que eu achei que sequer existiria, mas até hoje surgem pessoas inesperadas vindo falar comigo sobre. Teve gente vindo me chamar pra confessar que também morre de vontade de fazer isso, mas não tem a coragem que eu tenho, e é nesse momento que essas pessoas descobrem que eu sequer tinha essa coragem, ela teve que ir sendo construída sem que eu notasse. Agora acho que tô “encerrando” um ciclo chegando no ponto máximo que achei que não chegaria, que é isso vir parar aqui no blog. Quem ainda não viu pode ter duas reações agora que vai ver: se decepcionar completamente no estilo “todo esse alvoroço só pra isso?” OU entender o que essas costinhas aí representam, que ao meu ver significa ter absorvido realmente todo o resto que foi dito. E aí minha finalização é: fique atento às dicas que a vida te dá que te mostram a pessoa maravilhosa que você é. Elas podem aparecer a qualquer momento, de milhares de maneiras diferentes. Não é algo permanente, em certos momentos fica difícil acreditar nessa “maravilhosidade” toda, mas nos faz cair na real que valemos vale a pena em tantos níveis que a gente mesmo nem imagina…

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Esse post foi inspirado na proposta #08 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018! A outra foto publicada, que é minha favorita, pode ser vista aqui.

Deu branco!

Em 21.03.2016   Arquivado em Escrevendo

Sabe aquele dia em que você não consegue produzir absolutamente nada e que, geralmente, é justo um dia em que você tinha várias coisas pra produzir? Pois bem, hoje é um desses dias! Eu PRECISO revisar uns textos MEGA importantes que já deviam ter sido revisados, mas as palavras não faziam sentido nenhum e progredi 0%. Era pra eu escrever algo pro novo projeto da BlytheCon, mas mesmo depois de ler 10 poemas e músicas sobre o assunto não saiu nada. Fui responder os comentários dos posts anteriores, que é algo que eu amo fazer, e não absorvi uma palavra de nada do que estava lendo, impossível formular qualquer opinião sobre qualquer um deles. Nem mesmo nos meus planejamentos semanais eu consegui mexer.

Era também dia de postar aqui no blog, mas semana passada eu não consegui agendar os posts, então tinha que finalizar o que estava planejado para ir ao ar. Abri, olhei, não deu. Então fui pulando pros meus outros rascunhos, um por um, e cada um deles foi fechado sem ABSOLUTAMENTE NENHUMA ALTERAÇÃO. Nem mesmo o Creative Writing Prompts conseguiu me inspirar hoje. Então eu pensei em fazer um textão sobre isso na página do blog para justificar minha ausência e, adivinha? Neca!

Foi quando eu decidi então que a minha falta de post deveria virar um post e vim contar pra vocês que hoje DEU BRANCO! Passei o dia inteiro me dedicando a escrever textos que não foram escritos pelo simples fato de que não deu, não rolou, não foi. Nada do que faço normalmente para mudar isso funcionou, bloqueio criativo total. E aí isso foi gerando uma angústia, um desespero… Um mega desconforto! Não tô sabendo lidar com isso e espero que depois de uma noite de sono a situação volte ao normal, porque nem mesmo esse breve desabafo está saindo do jeito que eu queria. Mas vejam que coisa bonita que é essa vida em que até mesmo a falta de inspiração nos inspira!

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Me diga: o que você faz nessas situações: Deixa passar, come um biscoitinho, pula corda ou o que? Me conta, por obséquio, para que eu possa colocar em prática da próxima vez.

12 Coisas Para Fazer na Falta de Energia Elétrica

Em 18.03.2016   Arquivado em Escrevendo

12 Coisas Para Fazer na Falta de Energia Elétrica

01) Ler: Enquanto ainda existir luz natural sobre nossas cabeças para iluminar aquelas belas páginas contendo palavras organizadas em forma de texto, bem, por que não aproveitar? Pode ser um livro, uma coisinha que você anda precisando estudar, algum artigo interessante… Só não força demais a vista, hein? Se for ficando desconfortável à medida que o Sol for baixando é melhor suspender a operação!

02) Usar aquela vela que você morre de dó de acender: Saaabe quando seu primo faz um curso de velas, empolga e começa a presentear a família inteira com suas criações, inclusive você? E aí ele faz da cor que você quer com o cheirinho dos seus sonhos e você fica lá, protelando o dia em que vai usufruir de tal presente? Pois é, tempos de desespero pedem medidas desesperadas, a hora é essa!

03) Ligar para um amigo com quem não fala a muito tempo: Que é uma opção super válida, porém limitada, uma vez que só funciona até a hora em que o celular descarregar e te deixar incomunicável.

04) Jogar Uno: No meu caso CanCan, mas o nome não importa, e sim o momento em que seu irmão sacana vai jogar um 4+ e você vai ter um ataque de fúria tão grande a ponto de quase derrubar qualquer que seja o dispositivo que está usando para iluminar o ambiente.

05) Fazer bichinhos de sombra com as mãos: Quando eu era criança adorava quando faltava energia porque isso significava que em algum momento após as velas serem acendidas alguém ia começar a fazer bichinhos com as mãos pra eu adivinhar quais eram. Eu não via a hora de virar adulta pra saber fazer também, o que foi um #epicfail porque meu coelhinho sai estranho e até a borboleta é “mei” torta.

06) Aproveitar para dormir cedo: Todo dia a gente promete que vai ir dormir mais cedo e todo dia a internet não deixa… Mas sem internet não tem desculpa, então aproveita!

07) Escrever um diário narrando sua última semana: Eu sempre gostei de manter diários para ter registro das coisas que faço, vejo e penso. É ótimo, gente, ajuda demais a ter boa memória e exercer a escrita! Sei que nem todos têm ou querem ter esse costume, mas que tal aproveitar o ócio para tentar fazer um diarinho dos últimos dias? Ou ir arrumando seu próximo diário de viagem, quem sabe? Aposto que você vai gostar!

08) Observar a rua através da janela: Houve uma época em que eu morava num bairro onde QUALQUER VENTINHO era motivo pra energia cair, e nessas ocasiões minha atividade favorita era justamente essa, ficar na janela vendo a chuva, os carros e a esperança de a CEMIG aparecer para corrigir o problema.

09) Comprar um pote de sorvete e comê-lo inteiro: Afinal de contas você não tem geladeira para guardar depois, então é sua OBRIGAÇÃO não desperdiçar aquela delícia, não é mesmo?

10) Um “mexidão” com tudo o que você tem na geladeira: Novamente uma dica para evitar desperdícios. Ao invés de deixar aquela comida estragar é hora de usar a criatividade e todo esse talento MasterChef que a vida lhe deu! (Sem contar que mexidão é um trem bom demais, né minha gente, fala sério.)

11) Organizar gavetas, armários, etc: Sabe aquela bagunça que você nunca consegue colocar no final por “falta de tempo”, também conhecida como “união de preguiça com Netflix” e que deixa sua mãe LOUCA DA VIDA? Pois é, essa é a hora!

12) Tomar um banho frio: Por obrigação, né gente, não por vontade. E enquanto sofre debaixo d’água comece a cogitar trocar seu chuveiro elétrico por um a gás, é muito gostoso, seguro e permite que você tome banhos quentinhos sempre!

Esse post foi inspirado na ideia #07 proposta pelo Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018!

5 fatos sobre a Pakita!

Em 29.02.2016   Arquivado em Escrevendo

O dia 29 de fevereiro acontece apenas de quatro em quatro anos, o que pra gente não é lá grande coisa, mas na vida de um cachorrinho significa vivê-lo poucas vezes. E se esse for o ANIVERSÁRIO do cachorro em questão então temos que comemorá-lo com mais entusiasmo ainda!

pakita

Essa é a Pakita, que nasceu dia 29 de fevereiro de 2004 e logo percebemos que ser “diferentona” é parte da personalidade dela, Sempre esperamos por esse dia com mais empolgação e QUASE que não chegou dessa vez. No final do ano passado todos nós achamos que a Pakita ia morrer: ela parou de comer, o veterinário disse que era terminal e não tinha jeito, a coisa ficou tão feia que ela começou a ter mini ataques direto. E foi num dia em que eles não paravam de acontecer que levamos ela em outra clínica, por indicação de uma colega da minha irmã (que estuda veterinária) e essa nova médica disse que não era TÃO grave assim. Cirurgia, remédios, muita angústia e cinco dias de internação até que tivemos nossa Pakitinha de volta. Nem preciso dizer então a alegria que é estar comemorando o 12º aniversário dela no dia certo, né? Sendo assim eu não podia deixar passar em branco e resolvi contar 5 fatos sobre a Pakita!

01) “Poodle” só na certidão de nascimento: Sabe a cirurgia que ela teve que fazer, como contei acima? Pois bem, foi para retirar um bolo de cabelo e pedaços de sacolas plásticas que ela tinha no estômago! Alguém, em algum momento, chamou a Pakita de “Vira Lata” e ela acreditou… Destrói lixo, pisa no jornal (sujo), invade o banheiro quando estamos tomando banho, termina de comer e usa de “guardanapo” o primeiro pedaço de pano que vê pela frente – ultimamente o favorito dela tem sido MINHA CAMA, para meu horror. Ela faz coisas tão nojentas que algumas eu acho melhor nem contar porque esse é um blog fino e elegante, vocês não merecem. Nós fomos meio que enganadas quando ela veio pra casa, a moça disse que era marrom, mas com o tempo foi ficando branca com apenas ALGUNS PONTOS marrons no corpo, como o rosto e as patas, o que faz com que pareça que ela está suja mesmo quando acabou de sair do banho!

02) Fofenha: Isso é uma brincadeira entre nós duas, ela geralmente não aceita fazer com outra pessoa (nem minha irmã, que é a “mestre número um”). Na edição 70 da revistinha Turma da Mônica Jovem, a Mônica e o Do Contra adotam um bichinho chamado Fofenho e, em uma cena super lindinha, ele lambe no nariz dela. Eu ensinei a Pakita a fazer o mesmo sempre que falo “Fofenha!”, mesmo quando ela não tá pertinho fica doida pra conseguir chegar no meu nariz logo e se eu tô fora de alcance fica lambendo o ar pra compensar, hahahaha! A Pakita não late e normalmente não morde, mas lambe MUITO. Sei que muita gente tem nojo, mas a gente nunca teve.

03) Feito cão e rato: Além de mudinha e porquinha ela também é uma covardona, não pode ver formiga pela frente que já tem medo. O mesmo vale para roedores: uma vez entrou um casal de ratos na nossa casa e enquanto tentávamos pegá-los ela já estava do outro lado tremendo. Ainda assim o sonho da Pakita é ter um roedor de estimação! Quando a porquinha da Índia da ex namorada do meu pai morou com a gente por um tempo ela ficava ENLOUQUECIDA querendo brincar e até chorava, tadinha, enquanto a porquinha se escondia fugindo dela. Hoje minha irmã tem um Esquilo da Mongólia e quando compramos a gaiola, nossa, só faltou ABRAÇAR, ficava arrastando pela casa numa alegria sem tamanho. Aí ele chegou para habitar a gaiola em questão e quando fomos apresentá-los foi difícil saber qual dos dois correu mais rápido de pavor!

04) Momento humilhação: Isso não é bem um fato, mas uma história engraçada que rolou a um tempo atrás. Eu e minha irmã dividimos uma bicama por um tempo até ano passado, então como era baixinha ela subia pra dormir com a gente (em camas normais ela não sobe nem desce porque MORRE DE MEDO DE ALTURA). Houve uma época, quando ela tava começando a ficar doente, em que ela soltava vários puns bem fedorentinhos, e foi numa noite em que estávamos conversando antes de dormir e ela já estava capotada entre nós duas que nós ouvimos (e sentimos) um especialmente ruim. Começamos a rir e nossa risada acordou ela, que sentiu o cheiro, olhou pra gente muito brava e saiu do quarto, como se nós duas tivéssemos feito aquilo, indignadíssima!

05) Saudades, Pankeka! Momento emotivo… Quando a Pakita chegou nós já tínhamos a Pankeka, que estava muito doente com câncer e já velhinha. No início ela ficou com ciúmes, mas logo adotou a Pakita como aprendiz: deixava ela subir nas costas dela mesmo tendo problema de coluna, ensinava ela a maneira apropriada de deitar para aproveitar o calor do Sol, se não estivesse muito cansada elas até brincavam juntas. No dia que a Pankeka morreu eu cheguei da escola e encontrei a Pakita desesperada, não acalmou até que a gente fosse lá fora vê-la, já embrulhadinha pela minha mãe, antes de meu pai leva-la embora para enterrar. Até hoje, uma década depois, se nós chamarmos a Pankeka ela procura pela casa. E nem precisa ser só chamar não: se mencionar panqueca, a comida mesmo, num contexto que a palavra se destaca e ela “entende” acontece também, dá muita dó!

Feliz aniversário, Pakita!

Pessoal de Belo Horizonte que procura uma bom hospital veterinário recomendo MUITO o Life, onde a Pakita ficou internada. Todos os médicos foram ótimos com ela, pudemos visitá-la todos os dias, a estrutura é maravilhosa… Sério, aquelas pessoas salvaram a vida da nossa pestinha!

Último dia

Em 26.02.2016   Arquivado em Escrevendo

Naquela época, no auge da infância, a gente nunca ia imaginar que eu tinha as cordas vocais ferradas, então minha professora me escolheu como um dos alunos que faria parte do coral comemorativo de 50 anos da escola. Eu sei, hoje em dia é até engraçado imaginar isso, mas foi o que rolou, por mais incrível que possa parecer. Fizemos a primeira apresentação na festa de aniversário e depois, por que não, eles resolveram manter aquele grupo de alunos em outras apresentações, como o Auto de Natal e, nos anos seguintes, festas juninas e qualquer outra ocasião que houvesse para a gente cantar.

Gravamos cds, cantamos em recepções de seminários, festas no shopping e aberturas de agências bancárias e, a cada nova apresentação, eu amava mais e mais fazer parte do coral. Meu amigos foram cansando depois de dois anos, mas eu continuava firme e forte, tendo que ir para a escola em horários fora de aula pros ensaios e levando a família toda pras apresentações. Era engraçado porque à medida que o tempo foi passando eu era uma das mais velhas da turma, mas continuava nas primeiras fileiras porque pequenininha daquela jeito tinha que ficar entre os mais novos e mais baixinhos. Porém, como tudo o que é bom dura pouco, na quarta série a primeira fase do Ensino Fundamental acabou e eu tive que sair da escola, deixando de fazer parte também do coral. Naquele ano eu me preparei pra cada apresentação com mais e mais alegria e no dia da última delas, o Auto de Natal de 2000, TODO MUNDO foi pra escadaria da escola me assistir cantando pela última vez. Eu nunca esqueço que eu e uma amiga (que é filha de uma amiga da minha mãe) nos arrumamos juntas lá em casa e até passamos uma sombra brilhosa nos olhos, que fomos descobrir depois que na verdade era purpurina para usar no papel, e não no rosto. Mas a gente não ligou, não. Coisa de criança né?

Ao final da apresentação eu chorei. Primeiro porque eu choro mesmo, sou a pessoa mais chorona que já existiu nesse mundo, e segundo porque estava tendo que me despedir da minha escola querida, meus amigos queridos e meu coral querido. Mas depois que as lagriminhas acabaram a gente se divertiu até… Acho que criança “supera” essas coisas com mais facilidade e, bem, a gente ia comer pizza naquela noite, não tinha muito do que reclamar, né? Mas uma coisa eu fiz questão de fazer antes de ir embora e o Rodrigo, que também estava “formando”, concordou comigo: nós tínhamos que pisar na grama da fachada da escola, aquela grama que era proibida para todos os alunos, uma vez que não estudávamos mais lá e ninguém poderia chamar nossa atenção. E foi ali, naquela grama, que tiramos uma foto celebrando aquela data “especial”.

Olha, eu até tentei participar do coral da minha nova escola, mas como foi a ÚNICA aluna a fazer isso não deu muito certo e cancelaram a ideia. Me colocaram pra ser backing vocal da banda que os meninos do Ensino Médio tinham montado e era isso aí, foi minha última experiência como cantora da vida (para o bem de nossos ouvidos). Mas foi uma fase que rendeu várias histórias saudosas e uma das fotografias favoritas que temos da infância, desrespeitando regras e sendo aplaudidos por isso!

Creative Writing Prompts 02
Rodrigo (irmão da Pati), Daninha (minha irmã), Patiquinha (nossa melhor amiga-quase-irmã) e eu, no nosso momento *vida loka*. Porém não sigam nosso exemplo pois pisar na grama é feio e faz mal pras plantinhas, ok crianças? Ok!

Esse post foi inspirado na proposta #02 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018!
Nesse específico eu tive que expressar em apenas 10 minutos todos os sentimentos que essa foto me trouxe, então me perdoem pelo texto meio sem nexo, achei melhor publicá-lo assim mesmo porque essa que é a graça do negócio, né, se fosse arrumar demais ou censurar o resultado perdia todo o sentido. Só finalizei e revisei mesmo!

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