Categoria "Escrevendo"

Escrevendo aqui, pela milésima vez

Em 05.12.2017   Arquivado em Escrevendo

De acordo com o painel de controle, e esse danado não falha, esse é milésimo post que estou escrevendo no Sweet Luly. De cara a gente se surpreende e acha muito, mas por outro lado, cá entre nós… Em treze anos (e meio) eu poderia ter feito melhor, né? Isso dá o que, menos de sete por mês? Não vou nem fazer as contas exatas, que é pra não me decepcionar comigo mesma… O que tenho feito muito ultimamente, sem motivo nenhum.

Porque se parar pra pesar o jogo todo dá pra ver que, no fim das contas, mil publicações é mesmo sair ganhando. Quando isso aqui começou eu tinha internet discada em casa, bastava o plano de minutos do mês estourar e nosso telefone desligava, me impedindo de blogar o tanto que queria. Depois teve a pausa do vestibular e as várias da faculdades, principalmente quando o final do semestre começava a apertar. E TCC então? Gosto nem de lembrar! Mas aí passou, e depois que passou ainda assim não deu pra manter o ritmo que o planejamento da agenda previa. Se a crise de ansiedade bate, a página em branco se torna um tormento mesmo que as ideias estejam fervendo aqui dentro. TUDO é feito de altos e baixos, e a “arte” de escrever obedece essa regra também.

Diante desse momento “comemorativo”, outro dia eu estava dando uma revisada e formatando as postagens do início, nos anos de 2004 e 2005. Elas eram cheias de “plakinhas” e gifs que, enquanto eu tentava resgatar (alguns até consegui), me fizeram descobrir que a coisa que a Luly adolescente mais amava NA VIDA eram blogs. Minha maior diversão se resumia em “trabalhar” no Expresso Rosa, que hoje é loja de cadernos mas na época era template shop. Eu levava aquilo MUITO a sério, mesmo que praticamente ninguém usasse o que eu fazia. Me esforçava ainda que não tivesse nada vindo em troca. E fico pensando em algumas coisas que ainda faço por amar, e têm esse mesmo objetivo de ser apenas um prazerzinho… Só que lá era PRAZERZÃO, e desde que fiz essa pequena volta no tempo deu uma vontade danada de resgatar a vontade em crescer mesmo que seja só por mim mesma.

Em algum momento irei revisar a partir de 2006 também. Vou ver esse hobby perder força à medida que a faculdade for se aproximando. Vou ver os textos “querido diário” se transformando em artigos. Vou me ver ficando loira e depois morena de novo, querendo ser patricinha e depois metida a rockeira. Vou ler sobre amores que não existem mais, amizades que vieram e se foram, trocas de armação de óculos que amei comprar e mais ainda me livrar delas. Vou formar no colégio e depois na faculdade, contar histórias que acho que conheço mas que com esse novo velho ponto de vista vou conhecer ainda mais. Fico sempre falando a quatro ventos que tenho uma ótima memória, e vai ser um tapa na cara descobrir que na verdade não lembro de um monte de coisas e aí, consequentemente, passarei a lembrar.

Acho de verdade que vou entrar tão a fundo nessa cabecinha que vai parecer uma longa sessão no sofá da minha psicóloga. Tenho certeza que vou me estranhar e reconhecer tantas vezes que vai parecer uma gangorra mental. Às vezes por cima, outras por baixo e em mais algumas parada no meio termo, sem saber pra que lado a coisa vai tender. Vou revisitar mil Lulys diferentes, literalmente, que evoluíram e regrediram ao mesmo tempo enquanto iam escrevendo palavras que nem com muita paciência teria como contar!

Vou sentir saudades de cada uma delas e de seu blog querido, torcendo para que novas Lulys um dia sintam saudades de mim também.

É que por mais que eu seja a mesma e esse endereço seja o mesmo, nada em nenhum de nós dois é imutável. Aliás, muito pelo contrário! O objetivo é esse mesmo, evoluir, expandir, se adequar. “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”¹, sabe? Uma pessoa que há alguns anos atrás dizia detestar política e agora vai pra rua gritar e pras páginas que acha confiável se informar. Um mulher que antes julgava as outras e agora quer ao máximo apoiá-las. E ao mesmo tempo mantendo coisinhas como a cor e o filme favoritos desde de 1990 e poucos. Imagina só, ter boa parte das grandes diferenças e pequenas semelhanças registradas num mesmo endereço pra poder embarcar nelas sempre que quiser? Fico feliz em saber que pra mim isso é possível.

Eu tenho vários lugares favoritos. Lugares físicos, mesmo. Se você perguntar o número um entre todos eles direi a Praça da Liberdade, aqui em Belo Horizonte, sem precisar pensar ou hesitar por um segundo. Depois posso listar mais um monte, desde o prédio da faculdade onde estudei até algo bem mais longe, onde rolou alguma viagem inesquecível. Vou falar de espaços abertos, cheios de desconhecidos cujas vozes compunham a “trilha sonora” local, ou de um móvel específico dentro de um quarto fechado, onde uma pessoa só era presença suficiente e respirações ofegantes o som ambiente ideal. Mas se tiver que refletir sobre um “refúgio”, sobre pra onde vou correr quando precisar me escancarar e esconder, não vai ser possível marcar essa localização no Google Maps. Esse “lugar” vai ser o www (ponto) Sweet Luly (ponto) Expresso Rosa (ponto) com.

Escrevendo aqui, pela milésima vez
Luly 2004: um dia após meu aniversário de 14 anos, escrevendo pra contar como tinha sido a festinha, e alguns elementos que marcaram esses 13 anos e mil posts em volta “dela”!

Esse post foi inspirado na proposta #16 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 16º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

¹ Raul Seixas. Metamorfose Ambulante. Krig-ha, Bandolo!, Brasil: Philips Records, 1973. Lado A, Faixa 3.

Blogmas 2017

Garota do laço cor-de-rosa

Em 03.12.2017   Arquivado em Escrevendo

Garota do laço cor-de-rosa

Ela chegava e tudo nela era cor-de-rosa. A lancheira em suas mãos, as meias cheia de corações, as bochechas eufóricas e o laço enorme que prendia seus cabelos. O sorriso tímido respondia o “Bom dia!” dado pela diretora na porta da escola, e logo em seguida ia em direção ao corredor arco-íris que levava direto pro bê-a-bá. Chegando na sala as novidades se colocavam em dia. “Você respondeu a 3? Eu não sabia o que colocar…”

Era perceptível o carinho com a caixinha em forma de maçã onde seus clipes de papel coloridos ficavam guardados com jeitinho. Aos olhos dos outros seus movimentos soavam lentos, quase irritantes, mas no fundo era só um cuidado, mesmo. Pegava o estojo, abria, tirava um lápis, fechava e guardava de novo, diversas vezes. Por aí vai. Quase não dava tempo de brincar de balanço no recreio, porque sempre tinha alguma coisa na qual ela se atrasava na hora de copiar do quadro negro. Engraçado, agora isso vira risada ao lembrar.

Hoje quase dá pra esquecer quem ela foi, onde esteve, é muita evolução com a qual temos que lidar. Mochilas de bichinhos se tornando bolsas pesadas de um material sintético qualquer. O telefonema pra vovó que agora não pode mais ser feito, partindo em mil pedaços seu coração. A prática de pegar uma flor caída na calçada e colocar nos cabelos deixa de ser divertida e passa a ser mal vista. Tá tudo bem, é o ciclo da vida, e também é normal que alguma essência fique lá. Na professora da escolinha que te adiciona no Facebook, ou num jeito de falar que cisma em não “amadurecer”. No caderno ainda cor-de-rosa ou num adereço de cabelo quase infantil e completamente nostálgico.

Garota do laço cor-de-rosa, que gostoso é ainda te ver em mim!

Esse post foi inspirado na proposta #11 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 15º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

Blogmas 2017

100 dias para o fim do ano e um desabafo

Em 22.09.2017   Arquivado em Escrevendo

100 Dias para o fim do ano

Pois bem, eis que nossa neve metafórica derreteu de vez, o equinócio de primavera brilhou no céu e daqui a pouco estaremos ouvindo “Então é natal… E o que você fez?” tocando em todas as lojas. Faltam 100 dias para o fim do ano e eu, no fim da contas e mais do que nunca, não sei o que responder para essa pergunta tão repetida por Simone e, antes dela, John Lennon. Em 2017 eu não tenho a mínima ideia de que merda eu fiz!

Não vamos negar que quando tudo começou parecia muito que ia ser maravilhoso. Registei algumas promessas para mim mesma, meio que tentando transformar desejo em metas, pra fazer isso acontecer. Eu seria menos ansiosa, escreveria mais, ia estudar e passar num concurso que simplesmente tinha nascido pra mim e curtiria ainda mais as poucas coisas que tinha curtido em 2016. Tive as mini “férias” mais gostosas possíveis, tava tudo muito bom e tudo muito até que depois do carnaval simplesmente… Despencou!

Durante quase dois terços dos seus 365 dias, dois mil e dezessete foi um poço de transtornos que levaram tudo ao pior cenário possível. Eu nunca mais escrevi nada que me fizesse feliz. Eu simulei quase todos os sorrisos que surgiram no meu rosto, eram sorrisos dados apenas com a boca, não com o brilho no olhar. Entrei em total desespero com o cancelamento do concurso supracitado e cada nova chance que aparecia na minha vida de trabalhar com algo que gosto foi arrancado antes que eu conseguisse me sentir estável e realizada ali. Eu cheguei no meu limite, na beira do abismo pronta pra desistir de tudo (mesmo), e isso só não aconteceu porque a chegada da Arwen salvou minha vida. Ainda que eu não me sentisse boa o bastante pra ela queria ser o melhor possível porque ela é melhor impossível pra mim.

Ter feito aniversário esse ano foi muito louco porque eu sabia que não queria ter chegado ali, mas tava feliz em ter chegado de qualquer forma. Essas pequenas ambiguidades da vida. A partir daí, contrariando completamente a teoria do fim do inferno astral, a coisa coisa conseguiu piorar ainda mais. Eu magoei todas as pessoas das quais eu gosto torcendo internamente pra que elas deixassem de gostar de mim, porque sem precisar atender expectativas eu poderia ser a pessoa horrível que eu sentia que era. Pra falar verdade eu lado de mim, o lado da ansiedade (e da depressão que ela causou) nem gostava dessas pessoas, então por que não podia ser recíproco, né?

E aí… Eu tive uma epifania!

Estava eu no fundo do poço, depois de ter vivido meu primeiro dia feliz de verdade em VÁRIAS E VÁRIAS SEMANAS, quando caí na real sobre várias coisas que a gente já sabe e muitas vezes não consegue lembrar. Eu percebi cada uma das pessoas que contribuiu para o momento incrível que estava vivendo. Percebi as que contribuíram para vários outros momentos incríveis que já tinha vivido, mesmo que na hora eu não conseguisse me sentir bem assim. Eu estava vivendo pelos outros mesmo sem querer, e não tinha como mudar isso da noite pro dia. Mas naquele momento, diante de uma vista fudida de tão maravilhosa, eu decidi que queria querer viver. Não sobreviver, mas viver de verdade. E esse era o primeiro passo pra reverter o cenário deplorável que tinha se instalado ali.

(Calma que não deu certo ainda, não. Mas essas coisas que vêm de dentro são conquistadas assim… “Despacito!” O que vale é continuar tentando, entre uma recaída e outra.)

Nem consigo definir meu objetivo com isso aqui. Um desabafo? Estou apenas me aproveitando da quase contagem regressiva pro fim do ano pra ter algo pra postar? Reflexões em tempos de Setembro Amarelo? Sei lá! Mas aqui está, então que assim seja. Só quero de verdade que os próximos três meses sejam tudo que alguns dos anteriores não foram. Que tudo melhore pra mim porque, sabe, acho que eu mereço. Eu sou uma boa pessoa, mesmo que algumas ligações falhas do meu cérebro nos provem o contrário, de vez em quando. Que tudo melhore pra vocês, mesmo que já esteja bom, porque no fim das contas todo mundo merece! Que melhore o coração das pessoas que parecem que não o têm, pra que elas consigam saber o que é amar. Que melhore pras pessoas que o têm, poque é o coração delas que pode melhorar todas as coisas do mundo.

Psiu! Prestenção!

Sabe esse caderno aí da foto, esse mesmo de passarinhos? Pois é, ele e vários outros tão lindinhos quanto estão à venda na minha lojinha virtual! Vem conhecer, é só acessar expressorosa.iluria.com!

Inclusive, saudades (I)

Em 17.08.2017   Arquivado em Escrevendo

Inclusive, saudades!

É como se um trem viesse em alta velocidade e você precisasse pular nele ainda em movimento. São meses se preparando para aquilo, para embarcar naquela viagem mais empolgante impossível, planejando tudo e só o que se consegue pensar é nos momentos maravilhosos que estão por vir, dos quais morre de saudades. Até que, finalmente, se encontra na beirada dos trilhos, correndo com os cabelo ao vento, enquanto ele vem em sua direção de portas abertas. Você estica os braços, agarra a barra de apoio e se joga por inteira lá dentro, o coração batendo descontroladamente e as borboletas na barriga fora de si. Sim, está acontecendo. Chegou a hora.

Você entra e é tão maravilhoso quanto esperava. Sem roteiro, sabe? Apenas acontece, não tem espaço pra nada negativo, só risadas e sorrisos. Mas todo embarque tem seu desembarque e chega a hora de saltar dali de novo, e é isso que você faz, naquele mesmo ponto de onde tomou o impulso que te levou a viver essa experiência. E por mais que saiba que foi real, que se lembre de cada segundo, não consegue assimilar. Podem ter sido dias, mas parece que foram horas, ou minutos, ou só um sonho que a gente nunca sabe quanto tempo durou, parece que você sequer saiu da borda da entrada, ou mesmo do ponto de onde pulou. O aperto é tanto que fica difícil pensar no quão maravilhoso foi, é quase impossível achar palavras que descrevam o que domina a mente e o coração, e tudo o que você quer é digerir, acreditar nesse algo lindo que assim merece ser lembrado.

Eu achei que esse trem não passaria mais nos trilhos da minha vida, assumi que não precisaria escrever essa história, mas não teve como fugir uma vez que ela resolveu se estender e tomar conta dos meus sentimentos, se escrevendo sozinha enquanto o tempo passava. Sempre tive muita dificuldade de aceitar que o “Fim” tinha chegado mesmo quando sabia que era até melhor assim, mas por algum motivo cismei em colocar pontos finais em cada nova fase do nosso trajeto, e felizmente fui conseguindo apagar todos eles para substituir pelas vírgulas mais bem vindas de todas, ou até transformar em reticências. Ainda que essas as reticências deixem de ser três pontinhos para se tornar um só de novo, o que realmente importa é que existiram, bem desenhadas e carregadas de significados.

A verdade é que quanto mais ela se escreve, mais vontade eu tenho de pegar a caneta e me jogar nela. Eu me apaixonei pelo embarque nesse trem desgovernado que vem e vai sem eu saber a direção… Por olha-lo de costas como se admirasse meu próprio céu estrelado, pelo seu sorriso que aparece de repente e ilumina todo o rosto, cada pedacinho dele. Me apaixonei pelas suas mãos que só de encostar em mim me arrepiam por fora e por dentro, por aquele ar sério que de início me intimidava tanto, pela cor daquele olhar que está sempre diferente, pelo som da respiração que muda a cada situação. Estou apaixonada por cada embarque nele e por ele inteiro!

Inclusive, saudades!

Quem me ensinou a gostar de ler…

Em 16.08.2017   Arquivado em Escrevendo

Quando criança eu adorava ler gibis da Turma da Mônica e nada mais. Sério, eu podia passar horas afundada nas revistinhas, sempre ganhava o Almanaque de Férias quando chegava a hora, me divertia mais com os quadrinhos do que com as atividades, mas só isso. Na escola a gente tinha que ler um livro todo mês e fazer resenha/ilustração sobre ele, e eu escolhia o menor e mais simples entre as opções disponíveis, para simplificar o trabalho. Pegar um por conta própria, por diversão? Jamais! Era melhor usar meu tempo brincando de Barbie, obrigada! Escrever era outra coisa, amava e fazia bem feito, mas nem sempre uma coisa está ligada à outra e no mais caso não estava.

Meu pai, por outro lado, sempre leu de tudo. Nos fins de semana você sempre achava ele em casa ouvindo música, vendo futebol ou deitado com um livro nas mãos. Eu sabia que ele gostava de Saramago, que não precisava de nada pra enxergar bem ao contrário de todas nós, que iria levar a sério e até o final qualquer conjunto de páginas que caísse nas mãos dele. E não conseguia entender aquele fascínio mesmo assim…

Ele tinha uma edição de “Reinações de Narizinho”, do Monteiro Lobato, e me deu de presente. Eu tentava ler algumas páginas todas as noites, mas simplesmente não rendia… Acho que nunca me identifiquei tanto com o Sítio do Pica Pau Amarelo porque os valores da época já eram MUITO diferentes dos meus, mesmo tão novinha, mas insistia. Como incentivo ganhei o “Viagem ao Céu” novinho em folha para continuar a história quando acabasse o primeiro, e isso ficou na ideia porque nunca aconteceu. No desespero de me ver interessada pela coisa ele começou a comprar a Revista Recreio pra gente, que sempre vinha com uns fascículos da Varig que diziam que “Quem lê, aprende voando”, frase que eu já achava incrível, mesmo que não me identificasse. Foi numa dessas revistas que eu li sobre a série Harry Potter pela primeira vez, e enquanto fazia isso ele surgiu atrás de mim dizendo “Eu vou comprar esse livro pra você! Tá todo mundo falando dele, desse você vai gostar!”, a empolgação era evidente.

No fim daquele ano a irmã dele, minha madrinha, acabou fazendo isso. Me dar “A Pedra Filosofal” de presente, quero dizer. Meu pai terminou de ler antes de mim, que demorei 10 meses pra isso, e ameaçou que eu não poderia ver o filme com meus amigos até que terminasse. Às vezes acho que ele se arrepende um pouco de todo esse incentivo, tendo em vista que eu reli a história mais seis vezes antes de ganhar os outros. Tendo em vista que até hoje isso é uma paixão que não acaba… Ou então não, ou então se sentiu orgulhoso quando da adolescência, antes de ter que estudar pro vestibular, eu sempre estar com um livro debaixo do braço, varando as prateleiras da biblioteca atrás de algo legal que não tivesse pegado ainda e fazendo com que essa missão ficasse cada vez mais difícil. Já a missão dele foi cumprida… Meu pai, enfim, me ensinou a gostar de ler!

Quem me ensinou a gostar de ler... | Projeto 52 Perguntas em 52 Semanas
Foto tirado em meados de 1993, em Timóteo/MG, onde nós dois nascemos.

Projeto 52 Perguntas em 52 Semanas

Esse é o 3º texto do Projeto 52 Perguntas em 52 Semanas, traduzido para o português pela Bia Carunchio, que tem como objetivo “ajudar no processo de escrita da sua história de vida”. A pergunta da vez é “Quais lembranças você tem do seu pai? (nome, data e local de nascimento, quem eram os pais dele, etc.)” e foi isso que ela me inspirou a produzir!

O título desse post foi inspirado na dedicatória do meu primeiro livro, “Wish You Were Here”, que ainda não foi publicado. Vocês podem ler mais sobre na fanpage do Facebook e no evento que tem como objetivo achar uma editora para ele!

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