Categoria "Escrevendo"

Nana ganhou uma trança

Em 15.11.2019   Arquivado em Escrevendo

Nana foi a primeira amiga que tive na vida. Permanece sendo, o que a torna a mais antiga também. É aquele negócio, a mãe dela estudou com meus pais na faculdade, na década de 80, depois de um tempo de casados nasci em julho de 90 e ela no mês de março seguinte… Menos de um ano separa nosso nascimento, era inevitável que fosse assim, e ainda bem. Quando tínhamos 4/5/6 anos, as duas morando no Vale do Aço, dançamos muito Mamonas Assassinas, aprendemos a dar cambalhotas, minha irmã deu seus primeiros passos na casa dela. Aí um período afastada porque ela mudou pra BH até a pré-adolescência quando mudei também, pronto, nos tornamos inseparáveis. Criamos nosso primeiro blog juntas – olha eu aqui, 16 anos depois, ainda blogando -, arrumamos desculpas pra uma ir à escola da outra conhecer os respectivos crushs, viajei com a família dela nas férias do meio do ano. Depois rolou uma separação, aí não rolou mais, não sei precisar muitos momentos mas, ei, somos amigas, é isso que importa. E agora, vai fazendo um mês já-já, Nana e Thiago iam se casar.

Digo “iam” não porque desistiram, mas porque nossa história aconteceu antes disso acontecer. De fato eles se casaram, com cerimônia e papel passado, caramba, desatei a chorar. Casalzão mesmo, sabe(?), daquelas duplas que se merecem no melhor sentido, que dá orgulho ser amigo só pra ver os dois no altar. Trocaram votos, isso e aquilo, mas enfim, tô me desviando do assunto, ‘bora voltar.

Agora imaginem vocês o que senti quando recebi o convite desse casamento e percebi que ia ter que faltar. Pedi desculpas, pô, mó sacanagem, “Que pena, Luly!”, mas tinha despedida de solteira dela e dessa ia poder participar. A levamos de véu e tudo, na maior animação, ironicamente num bar onde eu mesma sempre digo que adoraria me casar um dia, e ela até sabia disso. A essa altura já tinha visto a última prova do vestido, ajudado a montar caixas de bem casado, tudo pra participar ao máximo, quando a mãe dela veio com ideias que me possibilitariam ir à festa assim, de última hora. A despedida então foi mais gostosa ainda, não era mais um modo de compensar minha ausência, não, virou só o primeiro de uma série de dias de comemoração. A gente tava lá na fila, esperando pra entrar, quando a noiva avisa “Pera, gente, vou ao banheiro”, e até aí tudo ok, tinha muita cerveja pela frente, tava certíssima em se preparar. Foi quando ela botou a cabeça pra fora gritando “Eu vou demorar” e eu e suas madrinhas já presentes trocamos olhares desconfiados, bem, aconteceu alguma coisa, melhor ir lá.

“Deixa que eu vou!”

A história foi a seguinte: coisas de noiva, né? Meses de preparação, olhando isso, pagando aquilo e, sim, deixando o cabelo crescer pra fazer um penteado batuta. Nana já tinha ultrapassado seu limite em nome dessa prática. Eis que ela tava lá, reclamando do calor causado pelo cabelão quando uma moça foi elogiá-lo e soltou “Quer que eu faça uma trança em você?”. Cheguei ao banheiro e estavam as duas lá, dando-e-recebendo uma trança embutida de presente para e de uma completa desconhecida. Não tinha nem um elástico pra prender no final (depois a gente conseguiu!), mas o que importa é que o momento rolou, assim, de repente mesmo, pra imensa alegria da nossa noiva. E digo “nossa” porque, vejam bem a coincidência, a moça em questão também estava prestes a se casar, compartilhando empolgações e tudo mais.

A noite foi rolando e depois de um temaki, um vocalista de banda bonito, uma das músicas da trilha sonora do meu livro e sabe-se lá quanta bebida, Nana já tinha repetido essa história pra todas as presentes até chegar de novo em mim, pra falar que, bem, olha como é legal receber essas gentilezas aleatórias da vida. Aí completou com “Eu queria escrever sobre isso pras pessoas saberem que aconteceu. Na verdade VOCÊ devia escrever sobre isso porque faz isso melhor do que eu”.

Taí, escrevi!

Não sei se você está se perguntando isso agora, mas eu já vou respondendo ainda que não: a trança durou a madrugada toda. Voltamos pra casa quase 7, é, da manhã, e ela ainda tava lá, firme e forte. No casamento, dois dias depois, não teve trança, não, mas teve eu colocando MUITOS grampos extras no topetinho que fiz no meu cabelo porque “vai que a gente precisa de grampo por lá”. Nem preciso dizer quem refez o penteado da noiva, que despencou rapidinho e diversas vezes, enquanto a festa rolava transformando tarde de sol em noite de chuva… Bom saber que essa união contou com todos os auxílios capilares que nem achava que ia precisar.

O causo da trança topei escrever, mas os votos da noiva, confesso, me recusei a revisar. Os recebi antes de todo mundo, pra “dar uma melhorada”, já comecei a soltar as primeiras lágrimas e resolvi que não, não tinha nada o que melhorar ali. Falar de um ato de gentileza randômico é simples, mas expressar amor que nem aquele? Eu sou escritora, crio sentimentos, mas quando se trata de sentimento já criado e reconstruídos ao longo do tempo… Não precisava de nada meu, era tudo deles. Ficou do jeito que tava, mesmo, simplesmente não podia ser de outro, foram as palavras lindas dela que a gente ouviu e vai sempre se lembrar!

Nana Ganhou Uma Trança

“Tira foto, oh, procê por lá no blog quando for postar…”

O Conto de Carnaval

Em 06.03.2019   Arquivado em Escrevendo

O Conto Carnaval

Lá estava eu, encostada no muro que dava vista pra Praça da Estação logo em baixo, sem me mover um centímetro de lugar, porque isso poderia significar nunca mais ser encontrada pelo grupinho de amigas que me deixou ali pra ir ao banheiro. Copo na mão, já quase vazio, glitter em cada centímetro da grande quantidade pele exposta que havia no meu corpo e uma coroa de flores na cabeça. A multidão passava por mim seguindo a bateria, o trio, a música, o que tivesse som. Todo mundo bebendo e rindo, se divertindo, sempre pronto pra barrar um babaca dizendo “Não é não!” ou pra alertar o colega ao lado que ele devia conferir se o nome no cartão de crédito que ele recebeu de volta é o dele, mesmo. Belo Horizonte tem sua própria rua Sapucaí, e no carnaval ela faz jus ao nome.

Nesse aspecto, mais do que qualquer outro, é difícil acreditar que essa é a mesma cidade para qual me mudei há alguns anos. Quando vim estudar aqui ninguém ficava pro carnaval! Era possível, como dizia minha mãe, “andar pelado na rua”, de tão vazia que ficava… Ao longo dos meus anos de faculdade, porém, fui vendo o movimento crescer cada vez mais, a quantidade de bloquinhos que antes pipocavam aqui e ali se multiplicou violentamente, atendendo todos os tipos de público possível, e não havia mais um ponto onde não tivesse pessoas brilhando ao entoar marchinhas tradicionais e hits do momento. Agora lá estava ela, entre as capitais mais procuradas pra data, perdendo apenas pras grandes tradicionais.

E se BH mudou, eu mais ainda. A Lola adolescente se referia aos dias de folia com o neologismo “Carma-val”, porque odiava tudo e todos relacionados a ele. Não saía ou pulava ou dançava ou me divertia, o que eu amava era odiá-lo. Ficava cinco dias com o computador ligado conectado à internet fazendo ABSOLUTAMENTE NADA, e se alguém sugerisse o contrário recebia em resposta apenas um olhar de mau humorada. Bom, ainda bem que a gente muda. Sair de casa para ver toda a alegria que tinha na rua se tornou quase necessário ao longo do tempo, porque parada não tinha mais como manter a cabeça no lugar. Da antipatia para a tolerância, e dela pro mais completo deleite. Agora essa era eu, vestindo apenas um maiô, tênis e pochete na cintura, gritando letras que às vezes eu sequer sabia de verdade e curtindo cada dia do meu maior pagar língua de todos.

Os minutos de breve solidão me fizeram pensar tudo isso de uma vez só, então baixei os olhos pro copo pra que ninguém me visse rindo sozinha, supostamente sem motivo nenhum, mas antes que terminasse o movimento levantei a cabeça de novo. Um pequeno momento de respiro, um vazio de pessoas na minha frente, o suficiente para ver e ser vista imediatamente. Não sei dizer o tamanho do sorriso que de cara entrou no meu rosto, mas sei que foi tão aberto e impossível de disfarçar quanto o dele.

Fê e eu não nos falamos mais desde as mensagens de “Feliz Ano Novo”. Eu só sabia mais ou menos o que ele vinha fazendo na vida pelas suas poucas fotos nas redes sociais – e vice e versa. Agora lá estava, vindo em minha direção, sem me dar qualquer oportunidade de conferir se eu estava apresentável (ou sóbria) o suficiente para ser vista. Não me importava se já tinha me visto algumas vezes de manhã, acabando de acordar antes mesmo se escovar os dentes… Ele estava tão lindo que meu único pensamento era como eu queria que ele me enxergasse linda também.

No primeiro momento, ninguém disse nada. A gente só se abraçou por um tempo, sem saber como se comportar. No final, como sempre tentando quebrar o gelo, ele deu uma dançadinha ao som da música, me soltou e disse:

– Carma-val, Lola! Como eu posso te achar justamente aqui?

– Uai, é destino, sei lá!

Em minha defesa, era difícil falar qualquer coisa estando ainda sorridente. Ele encostou no muro também, ficando do meu lado tão próximo que eu só conseguia lembrar o quanto gostava daquela proximidade. Então veio gritar no meu ouvido para que eu conseguisse escutar.

– Cê tá sozinha? Sei lá, não é perigoso?

– Não, é tô com umas amigas, foram ali usar o banheiro. Aqui ficou o ponto de encontro, não posso nem me mover.

– Eu vim com uns amigos também! – ele apontou pra um grupo nem na nossa frente – Ia te chamar pra ficar com a gente! Mas sem problema, eu te faço companhia até elas voltarem…

Tomei um gole porque não fazia ideia do que dizer. Continuar com papo de alfândega, fingindo que não tinha mais nada ali? Porque eu não estava bêbada o suficiente para falar o que realmente queria, pelo menos não ainda. Enquanto meu cérebro processava tudo isso, ele se aproximou um pouco mais de mim.

– Você sumiu…

– Você também! – Engasguei ao responder.

Ele abriu a boca pra retrucar, mas uma nova marchinha começou, o fazendo rir. Eu estava muito fora de mim para entender o motivo, mas antes que pudesse questionar minha visão periférica percebeu as meninas reduzindo o passo ao vir em minha direção, percebendo com quem eu estava falando. Ele também viu e desencostou o corpo, me abraçando para se despedir.

– A gente vai conversando, Lola… Eu te chamo!

Ele começou a se afastar, mas antes disso o puxei pra dizer:

– Chama mesmo.

O que era pra ser um “beijo de bochechas” que veio em seguida acabou virando um beijo de verdade. O vi indo embora, se juntando ao seu grupo que permanecia completamente alheio à minha presença, e eu me juntei ao meu, que parecia ter feito um acordo silencioso para não comentar o que tinha acabado de presenciar. Eu já estava com um sorriso estampado no rosto, um pouco amarelo mas prestes a se tornar brilhante de novo, com o copo abastecido pelas novas cervejas que foram trazidas, me afastando acompanhada do muro e de quem mais estava ali. Minha cabeça voltou a funcionar o suficiente para entender a risada anterior, quando a música finalmente ficou clara, e também fui forçada a rir enquanto cantavam juntas ao meu redor…

“Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

Esse é o terceiro conto da série “Contos de Aurora”, que vai mostrar dez datas comemorativas do ano de uma mulher como outra qualquer, que eu vou conhecer junto com vocês, enquanto traço a vida dela devagarzinho… Espero que tenham tido um bom carnaval!

Diálogo

Em 04.12.2018   Arquivado em Escrevendo

Diálogo

– Boa noite, tudo bom?

– Boa noite! Olha, você trabalha aqui?

– Aham…

– Ah, legal.

– …

– Nossa eu esqueci seu nome!

– Não tem problema…

– Mas e aí, e a faculdade? terminou?

– Não, troquei de curso. Termino agora em dezembro.

– Aquela sua amiga tá trabalhando lá na escola, lembra dela, a Ana?

– Claro que lembro, ela era minha amiga!

– …

– Eu vi que ela tá lá, no Facebook dela.

– Huuum… Valeu a pena aquele tanto de recuperação que dei nocês, né?

– Na verdade, não. Aqui, deu duzentos e vinte e cinco.

– Aqui, oh. Passa no débito mesmo…

– …

– Não conhecia essa boate, é nova?

– Não, já tem um ano e meio.

– Nossa, não conhecia. Você trabalha aqui tem muito tempo?

– Você quer sua via?

– Pode tirar, sim!

– Eu só trabalho aqui de vez em quando mesmo. Tá aqui, obrigada!

– ‘Brigado você, boa sorte aí!

– ‘Brigada!

– – – – –

– Quem era aquele cara?

– Professor de matemática…

– AQUELE que você sempre fala?

– AQUELE mesmo!!!

– Vixe!

Esse post foi inspirado nas propostas #12 e #136 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 24º entre os 30 que me propus a escrever até julho de 2020 e algumas das falas que estão nele são “baseadas em fatos reais”…

E se eu mudar pro litoral…

Em 27.11.2018   Arquivado em Escrevendo, Publicidade

Ano novo batendo na porta, aquele misto de temor e empolgação com o que está por vir. Alguns preferem ver como uma passagem de dia como outra qualquer, mas o sentimento de renovação é tão convenientemente mais gostoso e inspirador que melhor apostar nele mesmo, já que tá no ar. Porém prometer é fácil e desejar mais ainda, mas renovar pra valer são outros quinhentos… Não tem sete ondinhas puladas, caroço de uva guardado ou calcinha de tom específico que funcionem sem que a gente tome as rédeas do destino, né? Será que não é hora de fazer jus à frase “ano novo, vida nova”? E se eu for atrás de novos ares, rostos, paisagens, endereço? E se for longe daqui, ou pelo menos um “perto distante”, que dá um certo medinho, mas não é medo suficiente pra paralisar total? E se eu mudar pro litoral?

E se eu mudar pro litoral...

Sei lá, tantas viradas dizendo “Esse ano quero voltar a estudar!” pra no próximo 31 de dezembro essa parte do currículo continuar igual… Já passou da hora de fazer uma lista de faculdades com mestrado em história da arte, tirar o projeto do Word e transformar ideias em publicação. Ou esquecer tudo o que me disseram sobre não poder dar aula e engatar uma pós na área, ensinar adolescentes com os quais eu lido tão bem a ver pinceladas além do material. E aí, quando não aguentar mais corrigir provas estar perto o suficiente pra ir sujar os pés de areia enquanto limpo a cabeça… Ir fundo em busca de tudo isso ou mesmo nada disso, já vale a pena passar a usar meus maiôs tão queridos sempre ao invés de vez em quando, pra deixar essas pernas menos brancas e estimular a famosa Vitamina D em local muito mais prazeroso que a janela do quarto… E a respiração funcionando bem mesmo nos dias sem chuva, ah, seria essa a maior das vantagens? A alta umidade relativa do ar é, pra mim, o maior sinônimo de qualidade de vida que existe na Terra, não é à toa que o chamamos Planeta Água!

Sim, vida é doce perto do oceano, mas também pode ser quente… Pra driblar o calor a solução está além do Trópico de Capricórnio, onde o verão permanece de luz, mas o inverno permite a coberta e chocolate quentinho. Algum lugar com cor e som, cercada de gente sorridente e de ilha não deserta. Fazer uma busca por Imobiliária em Balneário Camboriú, quem sabe, onde a vista vai poder ser apreciada na maior roda gigante da América Latina, dando aquele inchaço de emoção interno de saber “Cheguei, eu tô aqui!”. E aí, quando os amigos vierem de longe visitar, a gente faz o típico passeio por navios piratas da cidade, admira o Cristo Luz quando brilhar à noite, aproveita ao máximo esse azul de céu e chão presente pra todo lado e que faz do litoral um ambiente sagrado… Viver o deleite de transbordar sentimentos em uma cidade tão canceriana quanto eu: taí um gostinho que seria bom saborear!

Dizem que casa é onde nossa alma está, e isso cada pessoa tem seu jeito de arquitetar. Pra mim é a WiFi que conecta automaticamente, minha caixa de maquiagens sempre à mão, uma gata preta de laço cor-de-rosa no pescoço esperando animada na porta a cada vez que chego, não importa quanto tempo fiquei fora. É saber lidar com os “ques” e “quens” estão longe dos olhos, mesmo que perto do coração, porque precisei de ir atrás do meu próprio lugar. Afinal a vida floresce, seja lá onde tiver solo firme pra criar raiz… Mas, cá entre nós, se é pra falar de construir um lar, melhor ainda que seja perto do mar!

Quando a chuva vem

Em 06.11.2018   Arquivado em Escrevendo

Quando a chuva vem

Quando o vento começa a ter cheiro, a gente sabe: vem chuva aí! Se tem roupa no varal, hora de tirar. Se a gata tá lá fora, hora de buscar (ela morre de medo)! Saio correndo e volto com a bichinha no colo, tremendo. Depois, já dentro do quarto, se enrosca na cama e fica olhando pra janela, com aquela carinha de terror e vontade de ter coragem de voltar pro quintal e brincar. Mas não pode, então fica aqui, esperando a hora de acabar…

Se o clima continua assim ao longo da tarde, sei que a noite vai ser boa, porque o aumento da umidade relativa no ar faz maravilhas no funcionamento das minhas vias respiratórias. Se permanece de madrugada, melhor ainda, além disso vai ter aquele barulhinho bom pra dormir. Quando fica muito forte, pode saber: vai ter pelo menos uma piscadinha na energia! Fiação antiga, qualquer balanço forte e já temos que tirar as velas da gaveta…

Sobre o durante? Meu jeito favorito de encarar a chuva é observá-la cair, ver gotas batendo no vidro e escorregando, indo mais rápido quando esbarram em outra que tá em baixo. Contar as pessoas que passam correndo na rua, casaco sobre a cabeça, pra chegar logo em seu destino e levar o mínimo possível de água em si no trajeto. Admirar as luzes distantes de um raio aqui e outro ali, numerando os segundos entre eles e o barulho do trovão que, às vezes, dá pra ouvir logo em seguida!

Esse post foi inspirado na proposta #49 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 23º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018, o que significa que não consegui, mas vou continuar fazendo mesmo assim, até ultrapassar esse número!

A Garota na Teia de Aranha: 8 de novembro nos cinemas

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