Categoria "Artes Visuais"

#TBTCultural: Mostra “Raiz”, de Ai Weiwei

Em 21.05.2020   Arquivado em Artes Visuais

A “coisa” que mais me faz falta nesse momento de isolamento é poder visitar museus. Essa saudade me fez pensar, primeiramente, no quanto preciso fazer isso com ainda mais frequência e principalmente no material que tenho aqui guardado de exposições que visitei e acabei não compartilhando no blog por achar que, com o passar do tempo ao sair de cartaz, aquilo acabou se tornando “inútil” de ser postado. E foi nesse ponto em que me enganei. Diante da ausência de novas manifestações culturais presenciais VÁRIAS instituições estão usando suas redes sociais para relembrar a arte que já passou por elas e foi vendo isso que, alguns dias atrás, fiz o mesmo ao adicionar fotos de obras do Basquiat ao meu post sobre a Barbie lançada inspirada no artista. Mas por que parar por aí? Por que não lançar um #TBTCultural das que passaram por mim também? Não tem motivo, tem NECESSIDADE! E PRECISO começar, sem sombra de dúvidas, pela Mostra que mais amei ver no Centro Cultural Banco do Brasil BH até hoje: “Raiz”, do artista chinês Ai Weiwei.

Psiu! Prest’enção! #TBT é uma hashtag usada nas redes sociais como uma abreviação de “throwback thursday”, em tradução livre “retrospectiva de quinta-feira”, destinando esse dia da semana para a postagem de fotos e fatos já passados, seja esse passado referente a anos ou mesmo, se a pessoa enxergar assim, apenas alguns dias.

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

“Tudo é arte. Tudo é política.” – Ai Weiwei

Nascido em Pequim em 1957, Ai Weiwei é um artistas plástico e ativista chinês que aborda na sua produção artística questões políticas-sociais e sua luta por direitos humanos já lhe causou prisão domiciliar seguida da destruição de seu estúdio na China há 10 anos atrás. Uma das temáticas mais abordadas por ele é a de pessoas refugiadas e ilegais nos países onde vivem, situações que julga como reflexos de barreiras imaginárias não só territoriais, mas à nossa inteligência. Também é possível ver uma crítica forte ao consumo em massa no seu trabalho, ou seja, basicamente uma pessoa que eu poderia passar horas aplaudindo sem sequer sentir as mãos doer. Como não posso, vou enaltecer um pouquinho das obras que tive o privilégio de ver.

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Obras de Juazeiro do Norte (2018)

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Obras de Juazeiro do Norte (2018)

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Duas Figuras (2018)

Nos últimos anos ele realizou um trabalho grande também na América Latina, incluindo o Brasil, em meio às suas discussões sobre refugiados chineses nesses países. O período resultou em algumas das peças presentes na exposição, como o conjunto “Obras de Juazeiro do Norte”, esculturas de madeira realizadas em parceria com artesãos dessa cidade do estado do Ceará, todas bem condizente com sua temática no geral. Ele produziu também uma instalação que expressa sentimentos que teve em terras tupiniquins causados pelo calor do povo brasileiro, em todos os sentidos: cores, cordialidade e sensualidade, “Duas Figuras”. Para quem entrava no CCBB BH pelas portas da frente era uma das primeiras a ser vista, numa sala lateral do hall.

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Cofre de Lua (2008)

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

“A linguagem da comunicação sempre precisará ser renovada.” – Ai Weiwei

A gama de materiais e técnicas utilizadas no trabalho é grande. Desde os mais “tradicionais”, como madeira e desenhos, até sementes, fotografias, áudio e vídeo. Um dos destaques da Mostra eram as frases do artistas impressas nas paredes brancas, todas de cunho político-social. O dia que fui à mostra, em especial, foi MUITO impactante e melancólico porque, dentro do Uber ao sair de lá, recebi a notícia do incêndio ocorrido na Catedral de Notre-Dame, cenário do meu filme favorito e um sonho turístico de infância ainda não realizado (que agora não sei quando poderei fazer isso). Parece que toda a tocante discussão mental (e verbal também, com minha irmã que estava comigo) sobre arte e história causada pelas citações ficou ainda mais pesada, intensa e significativa.

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

O Animal Que Parece A Lhama Mas Na Verdade É Alpaca (e eu!)

Outra coisa belíssima são os papéis de parede dele, que decoravam algumas salas, todos com o mesmo tom ativista do resto de seu trabalho. Frases como “Ninguém é ilegal” acompanham desenhos de refugiados no preto e branco de um enquanto o outro, mais alegre e dourado (com toques de discussão sobre a super comunicação virtual), acabou se tornando cenário do post do look do dia que veio aqui pro blog na época. Não tinha NADA A VER o visual de um em relação ao outro, a iluminação do museu não contribui em nada, mas ficou belíssimo mesmo assim. Não é todo dia que temos Ai Weiwei ilustrando nossas produções, né?

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

He Xie (2011)

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

“Eu não diria que eu me tornei mais radical. Eu Nasci radical.” / “Uma pequena ação vale um milhão de pensamentos.” – Ai Weiwei

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Barca: A Lei da Jornada (2017)

Mostra Raiz, de Ai Weiwei

Bicicletas Forever (2015)

As obras mais impactantes eram também as maiores. “Barca” estava localizada no pátio interno do CCBB, uma instalação gigantesca representando refugiados dentro de um bote bem ali, do lado de quem usufruía dos caríssimos cafés do lugar. Já a fachada contava com a interativa “Bicicletas Forever” com mais de mil bicicletas da marca Forever, a mais popular na China, como uma crítica à sociedade de consumo em massa. Por estar localizada no exterior, cada dia em uma entrada do local, foi provavelmente a obra mais vista pelas pessoas, TODO MUNDO QUE SIGO e mora em Belo Horizonte posou ali do lado em algum momento no feed do meu Instagram – e ainda bem!

“Raiz” recebeu 235 mil visitantes em 57 dias (fonte) e foi, até então, a segunda mostra mais visitada do Centro Cultural Banco do Brasil BH, se tornando a terceira logo em seguida com o sucesso de público “Dreamworks: Uma Jornada do Esboço à Tela” que, se vocês aprovarem essa nova ideia aí nos comentários, vai ser nosso próximo #TBTCultural. Para ver mais do trabalho de Ai Weiwei vocês pode segui-lo no @aiww tanto via Instagram quanto Twitter.

Barbie Jean-Michel Basquiat

Em 12.05.2020   Arquivado em Artes Visuais, Dolls

Corpo articulado, cabelo trançado dividido em quatro rabos de cavalo, roupa com corte de alfaiataria completamente tomada por pinturas principalmente em tons primários, mas sem qualquer limitação de cor, sombra azul vibrante e, claro, uma coroa na cabeça. A união entre dois gigantes da cultura estadunidense resultou em uma das bonecas mais maravilhosas já lançadas pela Mattel, a Barbie Jean-Michel Basquiat, em tributo ao grafiteiro neo-expressionista cujo trabalho tomou Nova York na década de 80 com seus múltiplos tipos de arte urbana e expressão de poesia gráfica. Ela é absolutamente linda, digníssima com traços afroamericanos e coberta da cabeça aos pés com várias obras do artistas no terno, calça, camisa e até na gravata, fechando o look com botas vermelhas e cinto longo contendo dizeres do próprio.

Apesar de seguir as redes sociais da Barbie, acabei deixando essa boneca passar batida no meu feed quando lançada por volta de um mês atrás, a ponto de já estar esgotada em diversas lojas. Ainda assim achei que seria pertinente mostrá-la quando finalmente a vi no Instagram da My Froggy Stuff, que tem um canal no YouTube INCRÍVEL sobre bonecas onde posta unboxing, tutoriais de Faça Você Mesmo e afins. Ela tem uma vasta coleção de bonecas negras e fez um vídeo MARAVILHOSO mostrando todos os detalhes dessa que recebeu da própria Mattel, comparando outras bonecas que cabem nas roupas e ensinando a fazer uma mini galeria de arte. Foi aí que percebi o quanto ela é perfeita, as fotos mostram o melhor mas é tanta informação, como o próprio artista pede, que é preciso uma vida pra analisar tudo.

Barbie Jean-Michel Basquiat

Imagens retiradas da loja oficial da Mattel

Jean-Michel Basquiat nasceu em dezembro de 1960 e começou a grafitar aos 17 anos, apesar de já apresentar afinidade com arte antes mesmo disso. Seu primeiro projeto ficou conhecido como SAMO (de “same old shit“, ou “sempre a mesma merda”). Após largar os estudos às vésperas de se formar e ganhar mais notoriedade no Times Square Show de 1980, sua trabalho carregado de crítica social e traços propositalmente primitivos foi migrando das ruas pras galerias, a ponto de ser um grande amigo e colaborador do ícone da popart Andy Warhol no final de sua muito curta vida. Morreu aos 27 anos, já tendo começado a fazer exposições internacionais, de overdose causada por um coquetel de drogas conhecido como “speedball” (combinação de cocaína e heroína). A homenagem é belíssima e também completamente merecida, tendo obras dele decorando a caixa da boneca, que vem com Certificado de Autenticidade e pertence à linha Gold Label e é destinada a colecionadores adultos.

Barbie Jean-Michel Basquiat

Barbie Jean-Michel Basquiat

Em setembro de 2018 eu tive o prazer de visitar uma exposição com as obras do Basquiat pertencentes à Coleção Mugrabi, do colecionador de arte de mesmo nome, que estava em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil BH. Elas ficaram lá por pouco mais de dois meses junto com ambientação temática e, claro, dados sobre a vida do artista, além de possibilidade de interação digital com algumas delas. Com certeza essa está no Top 5 Favoritas entre as mostras que vi por lá e, apesar de na época não ter planejado produzir conteúdo sobre (estava atarefadíssima com o Baile de Inverno do Potter Club BH) cheguei a tirar algumas fotos e, por que não(?), acho pertinente compartilhar agora pra vocês terem um gostinho de como foi e identificar o estilo expresso pela Mattel:

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

“Acredite ou não, eu realmente sei desenhar. Mas eu tento lutar contra isso usualmente.”

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Como foi um dos raros momentos em que não cogitei trazer o que vi pro blog, tirei só umas fotos para guardar minhas favoritas e sequer anotei títulos. Normalmente minha cabeça “escreve” posts mentalmente enquanto estou assistindo, ouvindo ou vivendo algo de modo geral e nesse dia, talvez por já estar cheia de coisas dentro dela, não aconteceu, mas ainda assim acho que deu pra sentir um pouquinho da emoção de estar cara a cara com a obra de um nome desse porte. É muito diferente do que muita gente espera encontrar em museus e bem característico, mesmo quem não conhece entende um pouco sobre a história de vida dele. É aparentemente simples, mas consegue passar a mensagem, que é o mais importante. (Nossa, gente, saudades de pisar num museu que vocês não fazem ideia, hahaha!)

Apesar de estar praticamente esgotada em diversos lugares a loja oficial da Mattel sugere um valor de U$50,00, o que com a famosa lei da oferta e da procura não favorece quem quer comprar as unidades que ainda estão no mercado, porque está sendo vendida por mais do que o dobro disso… Com frete, taxa de importação, IOF e cotação do dólar achei melhor nem calcular quanto ficaria em reais, vai ficar aqui no desejo guardada no coração e na minha wishlist do site.

Clássicos da TV Cultura viram fanarts em collab de artistas

Em 09.05.2020   Arquivado em Artes Visuais

“Klift, kloft, still: a porta se abriu!” Hoje celebramos 26 anos desde Castelo Rá-Tim-Bum estreou na TV Cultura e eu levei um susto quando li isso na página do Greengo Dictionary, que traduz nossas expressões pro inglês de forma bem humorada e fez uma série em homenagem a esse clássico da televisão brasileira. Não entra na minha cabeça que vivi minha vida em algum momento, mesmo que por poucos anos, sem Nino e sua turma, sabe? Parece que eles sempre estiveram por aqui, desde o início, sei lá, da humanidade.

Coincidentemente (ou não?), foi na mesma semana que um grupo de artistas lançou o resultado de uma collab INCRÍVEL de fanarts com vários dos programas da TV Cultura! O artista visual Vienno postou no último dia 02, sábado, uma thread no Twitter onde todo mundo que participou pôde publicar o resultado final da personagem que lhe foi destinada e o resultado, ai, gente, é NOSTALGIA PURA! Doug, Rá-Tim-Bum, Os Anjinhos, Cocoricó, entre VÁRIOS outros que marcaram a infância de tantas gerações estão lindamente representados em traços e estilos diferentes. Sendo assim, pra unir isso à comemoração do dia e não deixar nada passar em branco, separei alguns favoritos entre os temáticos do castelo mágico mais amado do Brasil!

Fanarts TV Cultura: @kaebcake

Penélope por Karol Schafer | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Thunderpot

Lana e Lara por Thunderpot | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Gabi Tozati

Caipora por Gabi Tozati | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Malu

Nino por Malu | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Gilda

Ratinho por Gilda | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Sávio Araújo

Tíbio e Perônio por Sávio Araújo | Twitter + Instagram

Fanarts TV Cultura: Ana

Bongô por Ana | Twitter + Instagram

Qual foi a preferida de vocês? As minhas, como acho que ficou bem claro, foram Penélope e Lana e Lara porque eram, respectivamente, personagem e quadro que eu mais gostava no programa… Muito obrigada Vienno e os demais artistas que trouxeram essa alegria à criançada dos anos 90 e 2000 em meio à pandemia e não deixem de conferir o link com a lista completa de fanarts, é lindeza pura!

ATENÇÃO! Todos os direitos das imagens pertencem aos seus respectivos autores, sendo as mesmas retiradas dos perfis de cada um no Twitter em 09 de maio de 2020.

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Em 23.01.2020   Arquivado em Artes Visuais, Leitura

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos *****
Autoria: Carol Borges e Filipe Remedios
Gênero: História em Quadrinhos, Romance
Ano: 2019
Número de páginas: 144p.
Editora: Independente
ISBN: 978.659.019.290-5
Sinopse: “A Batatinha Fantasma é um projeto de histórias em quadrinhos criado pelo casal de cartunistas Carol Borges e Filipe Remedios que retratam através de tirinhas as aventuras cotidianas da vida a dois! O livro tem 144 páginas com TODAS AS TIRINHAS DO PRIMEIRO ANO + TIRINHAS EXTRAS feitas exclusivamente para o livro!” (fonte)

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

No dia 27 de maio de 2018, na cama da amiga-cupida Fernanda, Carol e Remedios começaram oficialmente a namorar… E em 9 de julho do mesmo ano (véspera do meu aniversário!) fizeram a primeira publicação no Instagram Batatinha Fantasma, projeto onde contam de forma divertida, fofinha e bem mente aberta sobre seu cotidiano como casal, que lá no fundo pode ter um pouquinho de qualquer casal legal por aí… São narrações em quatro quadrinhos cada, tendo os dois como personagens principais em formato bem semelhante a o de uma batata, mesmo, mas ainda assim preservando lindamente suas características físicas.

O público foi crescendo (hoje com quase 100 mil seguidores), o projeto até fez aniversário, e no segundo semestre de 2019 eles lançaram uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para seu primeiro livro! Nele constam todas as tirinhas do primeiro ano juntos e algumas exclusivas da publicação, coloridas em altíssima qualidade. Sendo bem sincera, não sei como ou quando comecei a acompanha-los, mas a campanha caiu na mesma época em que estava rolando a minha para publicar Wish You Were Here: Um Romance Musical, então eu estava cheia de amor no coração causado pelas contribuições que estavam chegando… Não aguentei, participei da deles como forma de devolver o carinho que vinha recebendo, ao mesmo tempo em que apoiava artistas nacionais que adoro nesse momento tão triste de pouquíssimo incentivo político na área.

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Folha de rosto autografada

Como planejado e anunciado por eles, o pacotinho chegou agora, na segunda quinzena de janeiro. O livro é LINDO, quadrado tamanho 20x20cm, capa em tom de amarelo mega vibrante (afinal são batatinhas, né?) e o miolo em papel pólen bold 90g/m², tem o toque super gostoso ao folear. A leitura é super rápida, principalmente pra mim que já tinha lido praticamente todas, mas causa risadas e aquele “quentinho” no coração ao ver os dois vivendo juntos de forma absolutamente normal, porque a normalidade merece mesmo ser enaltecida. Aqui e ali rolam também alguns textos mais sérios, como na época do “Ditadura Nunca Mais” e na Carol apreensiva esperando a confirmação de uma amiga que ainda não chegou em casa (abaixo), e isso faz com que eu goste do conteúdo ainda mais.

A campanha no Catarse deu muito certo, e ainda bem! Eles arrecadaram 160% da meta proposta, o que permitiu adicionar “extras” para os compradores de algumas recompensas selecionadas. Eu tinha escolhido o plano Batata Frita, onde além do livro físico autografado ainda receberei a versão digital em PDF e um kit de figurinhas para Whatsapp, mas quando acabou já tinham juntado grana o suficiente para mandar também adesivo e um print de arte exclusiva. Veio tudo embaladinho, com o maior cuidado e carinho do mundo… O tipo de coisa que vale a pena ter na parte mais bonita da estante (e, no caso do print, na parede, porque é CLARO que vou emoldurar)!

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Página 25

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Página 101

A melhor parte de todas, porém, foi que o livro chegou aqui na hora certa. Eu tava super animada em participar do Desafio Leia Mulheres 2020, mas quando vi que logo pra janeiro a sugestão era uma HQ supus que não conseguiria desde o início… Acredita que HORA NENHUMA eu pensei nesse, que já estava comprado há meses, pronto pra chegar em casa e casando direitinho com a ocasião? Tô bem feliz com o início dessa “meta de ano novo” inesperada e tentarei fazer resenha de todos ao longo desses 12 meses. Vai ser ótimo principalmente porque nos últimos anos não li quase nada, então nesse pelo menos um por mês sei que vai rolar, e já abrindo com chave de ouro!

Para conhecer mais do trabalho dos dois vocês podem segui-los no Instagram não só no perfil @batatinhafantasma,que vai ganhar uma lojinha em breve onde todos poderão comprar o livro, mas também em @carolborgesart pra ver as ilustras da Carol, @caixadoremedios e @desenhosdoremedios onde o Remedios publica seus quadrinhos e desenhos, respectivamente.

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Batatinha no “andar” das artes da minha estante!

Museu Jeca Tatu

Em 02.12.2019   Arquivado em Artes Visuais

Localizado em Itabirito/MG, com entrada na BR-356, caminho que leva a Ouro Preto para aqueles que saem de Belo Horizonte, está o Museu Jeca Tatu: antiguidades das mais variadas para se desbravar enquanto come seu famoso pastel da angu, vendido em uma lanchonete dentro do próprio lugar. Alguns podem julgar como um acúmulo de quinquilharias a céu aberto, mas aqueles que estiverem abertos a apreciar as peculiaridades desse jeito propositalmente desorganizado de contar história vão se identificar – e muito – com um ou vários itens desse acervos que, visualmente, soa quase infinito.

Museu Jeca Tatu

“Brasil, seu remédio é a arte”, placa que pode ser vista na BR-356

Museu Jeca Tatu

Entrada do Museu

Museu Jeca Tatu

Placa indicando a direção da Lanchonete, Cinema e Circo

Placas, discos, vitrolas, máquinas de escrever, geladeiras, artigos de jornal e revista, brinquedos, fotografias, itens de decoração, utensílios domésticos, instrumentos musicais, guarda-chuvas, móveis, telefones, maquetes, relógios, objetos de arte, meios de transporte, moedas… Eu poderia ficar um eternidade citando tudo o que você pode encontrar por lá e tenho certeza que, ainda assim, não ia conseguir. O que muitas vezes é considerado lixo se jogado na rua, vindo de qualquer outro tempo que não o nosso, virou arte nas mãos do seu fundador, Leonardo Ruggio, que hoje em dia sequer sabe o número exato do seu acervo. As relíquias ficam expostas de maneira que a princípio soa como uma completa bagunça, mas ao acostumar o olhar você percebe que, na verdade, o caos foi minuciosamente pensado para ser admirado. E é: até em programa grande de televisão já foi parar, e lá existem fotos pra provar.

Museu Jeca Tatu

Atelier do Milton, dentro de um ônibus escolar

Museu Jeca Tatu

Acervo: discos, sacolas, quadros, gaiolas, lamparinas, roupas…

Museu Jeca Tatu

… garrafas, livros, raquetes, canecas…

Museu Jeca Tatu

… molduras, ventiladores, geladeiras, placas, grades, cadeiras!

Esse tipo de lugar causa muita reflexão em mim, que sou restauradora formada, preso horrorosamente pelo patrimônio histórico e artísticos seja ele material ou não, mas não tenho uma visão tão tradicional do assunto. Museus ainda são, infelizmente, instituições muito elitistas, não tanto pela acessibilidade, graças à grande popularização que tem acontecido em grandes centros urbanos, mas às vezes pela falta de informação que vem da raiz do problema… Prédios imponentes onde muitas vezes as pessoas sequer SABEM que podem entrar e sempre com muitas regras, porque é preciso de regra pra tudo na vida se quiser fazer funcionar. De repente, então, você tromba no meio da estrada com um que soa quase acidental, com famílias de patos e perus andando em meio aos itens expostos. É diferente e maravilhoso por ser diferente. Por outro lado não acho que seja inclusivo em outros aspectos, já que se trata de uma coleção difícil de se descrever para quem não pode enxergar, mesmo as fotos publicadas na internet nunca terão uma legenda descritiva à altura, e provavelmente de dificílimo acesso a quem usa cadeira de rodas, já que tem corredores apertados e entrada irregular… Aqueles prós e contras que é sempre importante destacar.

Museu Jeca Tatu

Mais acervo: lustres, miniaturas, rodas, troféus, brinquedos…

Museu Jeca Tatu

Entrada do banheiro feminino com direito a uma Branca de Neve de jardim

Museu Jeca Tatu

… muita música, nos mais diferentes formatos!

Museu Jeca Tatu

Principalmente discos. Discos de todos as épocas, de todos os tipos.

Além da exposição e lanchonete/restaurante em si, o Jeca Tatu tem também um cinema com capacidade para 300 pessoas, que não estava funcionando no dia e infelizmente não sei como é, circo, Fonte dos Desejos, ateliê de sucata e uma biblioteca móvel dentro de um ônibus escolar na estrada. Na verdade passando pela BR você consegue ver VÁRIOS desses ônibus na mais variada disposição na porta e tem até um lá dentro! Foi um “item” que me deixou encucada de como foi parar ali em tão grande quantidade.

Museu Jeca Tatu

Telhado LINDO, cheio de vinis pendurados!

Museu Jeca Tatu

Reportagem sobre Elton John, provavelmente da década de 80

Museu Jeca Tatu

Vista da capela pela entrada

Museu Jeca Tatu

Ônibus escolar (entrada permitida)

Ficou querendo conhecer? O Museu Jeca Tatu abre TODOS OS DIAS, das 8 às 18h, e é cobrado um valor simbólico na porta para visitantes. Eles recebem doações e mais itens caso você queira incorporar alguma antiguidade ao acervo e, de acordo com informações que andei lendo na internet, também realizam trocas (e até vendas), dependendo da disponibilidade do próprio dono. Para conhecer mais sigam no Instagram o perfil @museujecatatu!

Leia também: Nana ganhou uma trança, relato lindinho da Despedida de Solteira do mesmo casamento para o qual eu estava indo quando visitei o museu!

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