Posts de February de 2016

5 fatos sobre a Pakita!

Em 29.02.2016   Arquivado em Escrevendo

O dia 29 de fevereiro acontece apenas de quatro em quatro anos, o que pra gente não é lá grande coisa, mas na vida de um cachorrinho significa vivê-lo poucas vezes. E se esse for o ANIVERSÁRIO do cachorro em questão então temos que comemorá-lo com mais entusiasmo ainda!

pakita

Essa é a Pakita, que nasceu dia 29 de fevereiro de 2004 e logo percebemos que ser “diferentona” é parte da personalidade dela, Sempre esperamos por esse dia com mais empolgação e QUASE que não chegou dessa vez. No final do ano passado todos nós achamos que a Pakita ia morrer: ela parou de comer, o veterinário disse que era terminal e não tinha jeito, a coisa ficou tão feia que ela começou a ter mini ataques direto. E foi num dia em que eles não paravam de acontecer que levamos ela em outra clínica, por indicação de uma colega da minha irmã (que estuda veterinária) e essa nova médica disse que não era TÃO grave assim. Cirurgia, remédios, muita angústia e cinco dias de internação até que tivemos nossa Pakitinha de volta. Nem preciso dizer então a alegria que é estar comemorando o 12º aniversário dela no dia certo, né? Sendo assim eu não podia deixar passar em branco e resolvi contar 5 fatos sobre a Pakita!

01) “Poodle” só na certidão de nascimento: Sabe a cirurgia que ela teve que fazer, como contei acima? Pois bem, foi para retirar um bolo de cabelo e pedaços de sacolas plásticas que ela tinha no estômago! Alguém, em algum momento, chamou a Pakita de “Vira Lata” e ela acreditou… Destrói lixo, pisa no jornal (sujo), invade o banheiro quando estamos tomando banho, termina de comer e usa de “guardanapo” o primeiro pedaço de pano que vê pela frente – ultimamente o favorito dela tem sido MINHA CAMA, para meu horror. Ela faz coisas tão nojentas que algumas eu acho melhor nem contar porque esse é um blog fino e elegante, vocês não merecem. Nós fomos meio que enganadas quando ela veio pra casa, a moça disse que era marrom, mas com o tempo foi ficando branca com apenas ALGUNS PONTOS marrons no corpo, como o rosto e as patas, o que faz com que pareça que ela está suja mesmo quando acabou de sair do banho!

02) Fofenha: Isso é uma brincadeira entre nós duas, ela geralmente não aceita fazer com outra pessoa (nem minha irmã, que é a “mestre número um”). Na edição 70 da revistinha Turma da Mônica Jovem, a Mônica e o Do Contra adotam um bichinho chamado Fofenho e, em uma cena super lindinha, ele lambe no nariz dela. Eu ensinei a Pakita a fazer o mesmo sempre que falo “Fofenha!”, mesmo quando ela não tá pertinho fica doida pra conseguir chegar no meu nariz logo e se eu tô fora de alcance fica lambendo o ar pra compensar, hahahaha! A Pakita não late e normalmente não morde, mas lambe MUITO. Sei que muita gente tem nojo, mas a gente nunca teve.

03) Feito cão e rato: Além de mudinha e porquinha ela também é uma covardona, não pode ver formiga pela frente que já tem medo. O mesmo vale para roedores: uma vez entrou um casal de ratos na nossa casa e enquanto tentávamos pegá-los ela já estava do outro lado tremendo. Ainda assim o sonho da Pakita é ter um roedor de estimação! Quando a porquinha da Índia da ex namorada do meu pai morou com a gente por um tempo ela ficava ENLOUQUECIDA querendo brincar e até chorava, tadinha, enquanto a porquinha se escondia fugindo dela. Hoje minha irmã tem um Esquilo da Mongólia e quando compramos a gaiola, nossa, só faltou ABRAÇAR, ficava arrastando pela casa numa alegria sem tamanho. Aí ele chegou para habitar a gaiola em questão e quando fomos apresentá-los foi difícil saber qual dos dois correu mais rápido de pavor!

04) Momento humilhação: Isso não é bem um fato, mas uma história engraçada que rolou a um tempo atrás. Eu e minha irmã dividimos uma bicama por um tempo até ano passado, então como era baixinha ela subia pra dormir com a gente (em camas normais ela não sobe nem desce porque MORRE DE MEDO DE ALTURA). Houve uma época, quando ela tava começando a ficar doente, em que ela soltava vários puns bem fedorentinhos, e foi numa noite em que estávamos conversando antes de dormir e ela já estava capotada entre nós duas que nós ouvimos (e sentimos) um especialmente ruim. Começamos a rir e nossa risada acordou ela, que sentiu o cheiro, olhou pra gente muito brava e saiu do quarto, como se nós duas tivéssemos feito aquilo, indignadíssima!

05) Saudades, Pankeka! Momento emotivo… Quando a Pakita chegou nós já tínhamos a Pankeka, que estava muito doente com câncer e já velhinha. No início ela ficou com ciúmes, mas logo adotou a Pakita como aprendiz: deixava ela subir nas costas dela mesmo tendo problema de coluna, ensinava ela a maneira apropriada de deitar para aproveitar o calor do Sol, se não estivesse muito cansada elas até brincavam juntas. No dia que a Pankeka morreu eu cheguei da escola e encontrei a Pakita desesperada, não acalmou até que a gente fosse lá fora vê-la, já embrulhadinha pela minha mãe, antes de meu pai leva-la embora para enterrar. Até hoje, uma década depois, se nós chamarmos a Pankeka ela procura pela casa. E nem precisa ser só chamar não: se mencionar panqueca, a comida mesmo, num contexto que a palavra se destaca e ela “entende” acontece também, dá muita dó!

Feliz aniversário, Pakita!

Pessoal de Belo Horizonte que procura uma bom hospital veterinário recomendo MUITO o Life, onde a Pakita ficou internada. Todos os médicos foram ótimos com ela, pudemos visitá-la todos os dias, a estrutura é maravilhosa… Sério, aquelas pessoas salvaram a vida da nossa pestinha!

Último dia

Em 26.02.2016   Arquivado em Escrevendo

Naquela época, no auge da infância, a gente nunca ia imaginar que eu tinha as cordas vocais ferradas, então minha professora me escolheu como um dos alunos que faria parte do coral comemorativo de 50 anos da escola. Eu sei, hoje em dia é até engraçado imaginar isso, mas foi o que rolou, por mais incrível que possa parecer. Fizemos a primeira apresentação na festa de aniversário e depois, por que não, eles resolveram manter aquele grupo de alunos em outras apresentações, como o Auto de Natal e, nos anos seguintes, festas juninas e qualquer outra ocasião que houvesse para a gente cantar.

Gravamos cds, cantamos em recepções de seminários, festas no shopping e aberturas de agências bancárias e, a cada nova apresentação, eu amava mais e mais fazer parte do coral. Meu amigos foram cansando depois de dois anos, mas eu continuava firme e forte, tendo que ir para a escola em horários fora de aula pros ensaios e levando a família toda pras apresentações. Era engraçado porque à medida que o tempo foi passando eu era uma das mais velhas da turma, mas continuava nas primeiras fileiras porque pequenininha daquela jeito tinha que ficar entre os mais novos e mais baixinhos. Porém, como tudo o que é bom dura pouco, na quarta série a primeira fase do Ensino Fundamental acabou e eu tive que sair da escola, deixando de fazer parte também do coral. Naquele ano eu me preparei pra cada apresentação com mais e mais alegria e no dia da última delas, o Auto de Natal de 2000, TODO MUNDO foi pra escadaria da escola me assistir cantando pela última vez. Eu nunca esqueço que eu e uma amiga (que é filha de uma amiga da minha mãe) nos arrumamos juntas lá em casa e até passamos uma sombra brilhosa nos olhos, que fomos descobrir depois que na verdade era purpurina para usar no papel, e não no rosto. Mas a gente não ligou, não. Coisa de criança né?

Ao final da apresentação eu chorei. Primeiro porque eu choro mesmo, sou a pessoa mais chorona que já existiu nesse mundo, e segundo porque estava tendo que me despedir da minha escola querida, meus amigos queridos e meu coral querido. Mas depois que as lagriminhas acabaram a gente se divertiu até… Acho que criança “supera” essas coisas com mais facilidade e, bem, a gente ia comer pizza naquela noite, não tinha muito do que reclamar, né? Mas uma coisa eu fiz questão de fazer antes de ir embora e o Rodrigo, que também estava “formando”, concordou comigo: nós tínhamos que pisar na grama da fachada da escola, aquela grama que era proibida para todos os alunos, uma vez que não estudávamos mais lá e ninguém poderia chamar nossa atenção. E foi ali, naquela grama, que tiramos uma foto celebrando aquela data “especial”.

Olha, eu até tentei participar do coral da minha nova escola, mas como foi a ÚNICA aluna a fazer isso não deu muito certo e cancelaram a ideia. Me colocaram pra ser backing vocal da banda que os meninos do Ensino Médio tinham montado e era isso aí, foi minha última experiência como cantora da vida (para o bem de nossos ouvidos). Mas foi uma fase que rendeu várias histórias saudosas e uma das fotografias favoritas que temos da infância, desrespeitando regras e sendo aplaudidos por isso!

Creative Writing Prompts 02
Rodrigo (irmão da Pati), Daninha (minha irmã), Patiquinha (nossa melhor amiga-quase-irmã) e eu, no nosso momento *vida loka*. Porém não sigam nosso exemplo pois pisar na grama é feio e faz mal pras plantinhas, ok crianças? Ok!

Esse post foi inspirado na proposta #02 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018!
Nesse específico eu tive que expressar em apenas 10 minutos todos os sentimentos que essa foto me trouxe, então me perdoem pelo texto meio sem nexo, achei melhor publicá-lo assim mesmo porque essa que é a graça do negócio, né, se fosse arrumar demais ou censurar o resultado perdia todo o sentido. Só finalizei e revisei mesmo!

Tag: 13 Perguntas Pessoais

Em 24.02.2016   Arquivado em Memes e Tags

Fui indicada pela Isadora do Virando Amor a responder essa tagzinha que, como o nome já diz, são treze perguntinhas pessoais super variadas e depois indicar treze blogs para fazer o mesmo…

tag13pergpessoais

01. O que costuma pedir no Starbucks?
Em Belo Horizonte não tem Starbucks e como eu não bebo café nunca corri atrás de uma quando fui ao Rio.

02. Qual item do armário você não consegue viver sem?
Armário de roupas ou pode ser geral? No quesito vestuário eu sou dessas que não sabe viver sem sutiã e para maquiagem AMO rímel e batom.

03. Uma coisa que provavelmente não sabem sobre você?
Meus olhos são meio amarelados (âmbar, na verdade), mas só dá pra ver quando estou no Sol e se passo muito tempo ao ar livre, inclusive, eles ficam amarelões quase estilo vampiro vegetariano de Crepúsculo. (Quando digo “quase” é um exagero, mas é isso aí, hahaha!)

04. Diga uma coisa que você quer fazer antes de morrer.
Publicar meus livros!

05. Qual comida você não consegue viver sem?
Eu aaaaaamo batata, mas não vivo sem MESMO é Coca Cola.

06. Qual frase rege a sua vida?
“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.” – Dr. Wayne W. Dyer

07. O que você gosta e não gosta sobre o Youtube?
Eu AMO o YouTube, aquilo ali é terra de amor! Amo vídeo sobre cotidiano, vlogs, tutorial de maquiagem, gameplays… O que não gosto é o que a gente não gosta em lugar nenhum na internet: esse povo que vai SÓ pra falar merdinha do trabalho dos outros. Crítica construtiva é bacana, mas quem não sabe fazê-las ou ouvi-las me irrita.

08. Qual é a música mais ouvida no Spotify?
Não uso Spotify, mas no momento tenho ouvido MUITO “You’ll Be In My Heart”, do Phil Collins, “Space Oddity” do David Bowie e Pink Floyd, Pink Floyd, Pink Floyd…

09. Como você definiria seu estilo?
Uso muita calça jeans e sapatilhas com camisetas que, geralmente, são relacionadas a algo que eu gosto. A prova disso tá lá no meu Lookbook (apesar de que lá geralmente posto os looks bonitinhos mais arrumadinhos, né)!
Ou seja: causal!

10. Número favorito?
14, desde criança.

11. Dois hobbies?
Escrever e colecionar bonecas!

12. Duas coisas que te irritam?
Gente que joga lixo na rua e falta de empatia.

13. Um prazer culposo?
Keeping Up With The Kardashians!

Minhas 13 indicações: 01) Poly Pop, 02) Clumsy Luv, 03) Não Me Venha Com Desculpas, 04) Luva de Pelica, 05) Sai da Minha Lente, 06) Leviosa, 07) Japona, 08) Vida Que Segue, 09) A Bela Não a Fera, 10) BeLivs, 11) Bluebell Bee, 12) Like Paradise, 13) Corverina.
(Se alguém já respondeu e tá na lista me desculpe e quem não respondeu e não tá sinta-se indicado.)

Vídeo-Tag: 20 Músicas

Em 21.02.2016   Arquivado em Memes e Tags, Vídeos

Hello, hello, pessoal, cá estou eu postando uma tag bacaninha só pra disfarçar o fato de que esse mês não teremos gameplay (comecei BEM, hein). Pois é, gente, eu ainda não consegui ficar fera num editor bacanudo pra que elas fiquem do jeito que quero, então até isso acontecer teremos que nos contentar com outros vídeos corriqueiros, ok? Ok! Ela foi traduzida pela Karol Pinheiro e o título é auto explicativo: são 20 perguntinhas para responder sobre MÚSICA! Eu juro juradinho que tentei abrir bastante minha mente e variar nas respostas, pra saber se eu consegui mesmo só apertando o play:

Perguntas:
01 – Música favorita
02 – Música que mais odeia
03 – Música que te deixa triste
04 – Música que te lembra alguém
05 – Música que te deixa feliz
06 – Música que te lembra um momento específico
07 – Música que você sabe a letra inteira
08 – Música que te faz dançar
09 – Música que te ajuda a dormir
10 – Música que você gosta em segredo
11 – Música com a qual você se identifica
12 – Música que você cantava e agora odeia
13 – Música do seu disco preferido
14 – Música que sabe tocar em algum instrumento
15 – Música que gostaria de cantar em público
16 – Música que gosta de ouvir dirigindo
17 – Música da sua infância
18 – Música que ninguém imagina que você goste
19 – Música que você quer que toque no seu velório
20 – Música que você quer que toque no seu casamento

Alguém tem alguma resposta igual/parecida com a minha? Tem alguma música aí que ninguém nem ouviu falar? E quem mais gravou essa tag? ME CONTA porque cês sabem que eu adoro saber, de verdade mesmo!

A camisa da Pink Ranger é da Big Head Store e o batom é o Mrs. Mia Wallace da Urban Decay, nenhum deles faz parte da temática do vídeo ou precisava fazer jabá aqui, mas tô indicando porque ambos são lindos, hahaha!

A Arte de Ser Normal

Em 18.02.2016   Arquivado em Leitura

A Arte de Ser Normal

A Arte de Ser Normal (The Art of Being Normal) *****
Autor: Lisa Williamson
Gênero: Drama
Ano: 2015
Número de páginas: 384p.
Editora: Rocco
Sinopse: “David Piper tem 14 anos e um desejo: ‘Quero ser uma menina’. Mas este é um segredo que ele compartilha apenas com Essie e Felix, seus únicos amigos, pelo menos até a chegada de Leo Danton à escola Parque Éden. Apesar de muito diferentes e cada um guardando um segredo próprio, David e Leo iniciam uma profunda amizade, que é a base do elogiado romance de estreia da atriz e escritora britânica Lisa Williamson. Com diálogos engraçados e relatando situações cotidianas na vida de adolescentes, a autora consegue abordar a delicada e muito atual questão da identidade de gênero de maneira leve e nada apelativa, numa narrativa que conquista o leitor da primeira à última linha.” (fonte)

Comentários: Falei um pouquinho sobre esse livro no meu vídeo de livros favoritos de 2015 e prometi que ainda faria resenha dos que ainda não tinha feito na época que gravei, então cá estou cumprindo promessas!
“A Arte de Ser Normal” tem como tema principal a questão de identidade de gênero em adolescentes, mais especificamente de um garoto chamado David. Ele, que se descreve como “uma garota heterossexual presa no corpo de um garoto”, tem 14 anos e sofre bullying na escola desde criança por ter respondido a pergunta “O que você quer ser quando crescer” com a simples frase “Quero ser uma garota”. Desde essa época, porém, David não divide esse sentimento com mais ninguém além de seus dois melhores amigos porque sabe que dificilmente será aceito não só por seus colegas, mas também pela família e toda a sociedade.
E é quando Leo muda para a escola dele. Leo é um pouco mais velho e é uma pessoa extremamente tensa que deixa que espalhem os boatos que foi expulso da antiga escola apenas para manter as pessoas afastadas. Porém ao presenciar uma cena de humilhação contra David no horário do almoço ele resolve intervir, e é quando os dois começam a se tornar amigos, passando a dividir um com o outro os dramas de suas vidas.
(Esses parênteses são só pra contar que os dois têm nomes que eu AMO de paixão, então isso é mais um plus para a história pra mim, inclusive um deles está no meu livro que eu juro que vai ser publicado, gente, ‘guenta a mão aí.)

É até difícil enumerar os pontos positivos porque a história é maravilhosa. A identidade de gênero é um assunto que vem sendo muito discuto, mas ainda não é compreendido pelas pessoas. A gente escuta muito que alguém “resolveu virar mulher” e expressões do tipo, mas na verdade não é que um home resolveu virar mulher ou a contrário: ele ou ela já nasceu daquele jeito e não aguenta mais ficar preso em seu “corpo errado”. É difícil assimilar isso quando você não vive, claro, mas acho que abrindo a mente um pouquinho fica tudo compreendido.
As narrações do David são altamente tocantes, para que a gente consiga entender mesmo o que se passa dentro da sua cabecinha. Existem cenas de PARTIR O CORAÇÃO, em que ele fala como se sente em relação a algumas partes de seu corpo, quando ele começa a se maquiar para no meio do caminho porque se sente mal e principalmente as cenas em que ele vai vendo sua irmã mais nova virando adolescente, comprando o primeiro sutiã e ficando menstruada. Nessas ele fica duplamente mal porque sabe que deveria estar feliz por ela, mas só o que consegue sentir é que nunca vai passar por aquelas experiências tão corriqueiras mas ainda assim marcantes na vida de uma garota. Dá vontade de entrar no livro e dar um abraço apertado nele, porque é uma fofura de pessoa!
E eu não posso deixar de falar do Leo, é claro, que é outro que precisa de muito colo na vida. Ele é o lado “misterioso” do livro, e mesmo que dê para perceber facilmente alguns de seus problemas nós vamos o conhecendo mais e mais a partir do momento em que ele começa a se abrir e, nossa, algumas revelações sobre a história de vida dele e de sua família são chocantes e bem mais pesadas.

O ponto negativo do livro é o fato de estar na primeira pessoa do presente porque eu ODEIO. Sei que é para dar a sensação de que você está ali no momento, na cabeça daqueles adolescentes, sem saber o que vem em seguida, mas não consigo me acostumar, fico irritada com aquilo porque sinto como se fosse uma jogada de marketing de jornal, que põe a manchete assim para atrair a curiosidade do leitor como se ele estivesse “lendo ao vivo”. Mas isso, claro, é implicância minha, tenho certeza que se foi usado é para ser a favor da história.
Eu vi algumas pessoas reclamando também do final meio “conto de fadas” que o livro tem em alguns aspectos porque isso raramente acontece, mas eu não vejo nada de errado, gosto do enredo realista mas prefiro muito mais quando ele tem um final feliz, ou pelo menos com a esperança de a felicidade vir em breve.

No início eu achava a capa bem clichê e até feia, mas depois que li comecei a me afeiçoar a ela por inteiro: as cores, os significados, passei a achar a simplicidade algo muito positivo! Sei lá, agora gosto bastante, eu peguei emprestado de um amigo mas é um que ficaria feliz em ter na minha estante.

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