Posts de October de 2013

Remember Universitário: 20 horas semanais…

Em 31.10.2013   Arquivado em Conservação-Restauração

Logo no início do curso, talvez por sermos a primeira turma, começou um temporada de estágios intensa. De cara eu resolvi que tentaria de tudo e no primeiro deles eu já mandei meu currículo que não tinha absolutamente nada. Aliás a turma inteira mandou, mas só metade conseguiu: graças à turma dividida na disciplina de fotografia alguns ficaram sem disponibilidade e eu, com meu nome começado com “L”, fazia parte desse grupo. Mas tudo bem, eu tava tranquila porque ainda viriam outras chances.
Só que foi passando o tempo e os gostos restaurativos foram sendo definidos em mim. As ofertas de estágio pipocavam pra todo lado, mas meu currículo foi sendo enviado cada vez menos… Eu queria e precisava de dinheiro, sim, mas não queria que fosse de qualquer jeito: eu tava DOIDA pra trabalhar com restauração de papel!!

Foi aí que uma das minhas colegas me ligou um dia. Ela fazia estágio no Arquivo Público Mineiro e tinha uma vaga aberta por lá. Eu ganharia um dinheirinho, que pra mim era uma quantia incrível, e em troca eu dedicaria a eles nada mais, nada menos do que 20 horas semanais de trabalho enquanto não estivesse em aula. Troca justa, contrato assinado, já saí pedindo o cartão de crédito do vovô emprestado e comprei uma câmera parceladinha em 6 vezes. Agora eu tinha meu próprio dinheiro que eu fazia render tanto que hoje me surpreendo, porque sei o que é ganhar mais do que o dobro daquilo e não durar quase nada.
Minha função? Tratar fichas no Photoshop. Simples assim. Eu virava as que estavam de lado ou de cabeça pra baixo e escurecia as que estavam muito claras e não dava pra ler. Eu sei que parece pouco, mas ALGUÉM tinha que fazer. Assim que acabei meu desejo se realizou mais rápido do que eu esperava: eu fui pra restauração!! Durei uma semana até que me mandaram de volta pra digitalização porque precisavam de gente no banco de dados das fichas que eu tinha tratado: o projeto Hélio Gravatá era o que estava em vigor por lá e tinha que dar certo.
Eu até pensei em sair, mas eu gostava tanto de lá… Dei tudo de mim no Hélio Gravatá, me diverti a beça e quando acabou o principal eu fui recompensada voltando pro laboratório de restauração. Paciência vale a pena.

Eu fiquei um ano no APM. Quando meu contrato venceu tive que sair: eles não tinham como renovar. Foi triste, chorei a beça e depois disso fiquei quase um ano parada. Eu queria estar livre caso eles precisassem de mim. Mas aí o tempo foi passando e no ano seguinte, quando eu já estava no 7º período, veio uma chance de estágio no Cecor. O trabalho era a restauração de um missal do século XVII e eu fui aceita por causa da minha, digamos, experiência. Foi incrível, trabalhamos muito e eu ainda fiquei amiga da Marina, que hoje é uma pessoa cujo telefone fica até na discagem rápida do meu celular, hahaha.
Por que? Bom, até de “compassas” nós já fomos chamadas. Depois que o estágio do Cecor acabou ficamos um tempinho de folga até que o APM abriu vagas para um mega projeto e adivinha: duas delas era pra restauração. E lá fomos nós duas… E se no Cecor a perfeição era ideal, lá no Arquivo é a agilidade… Tratamento em massa, e eu adoro!! E a maior mudança é que não eram mais 20 horas semanais: são mais!! E como consequência, mais dinheiro. Até agora, depois de formadas, já pudemos trabalhar juntas de novo!

Por um lado é ruim porque quando olham para meu currículo eu SÓ tenho experiência profissional na área de papel. Aliás, seria ruim, mas na verdade é bom porque é isso que eu quero fazer. Nosso contrato terminou em abril desse ano, mas foi naquele lugar que eu comecei e lá terminou minha vida de estagiária. Minha dica para quem tá na faculdade agora é essa: faça estágios! Só assim as pessoas sabem que você existe, só assim você fará realmente seus contatos.
Aliás, muitos me perguntam e eis a resposta: por esse motivo fiquei um ano a mais na faculdade… Dedicar aos estágios tomou meu tempo e eu, burrinha, não pedi os créditos que tinha direito, mas foi bom, valeu a pena, e eu não vejo a hora de viver restaurando papel até o fim da vida… Não que eu tenha estado parada desde então porque já tive trabalhos pra fazer, mas trabalho é trabalho e emprego é emprego, e meu desejo para o fim de 2013 e 2014 é um, dessa vez gastando 40 horas semanais.

20 Horas Semanais

Esse post é o quarto de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabaram em março e só Deus sabe o que vai acontecer daqui pra frente. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim que a gente vê de verdade como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
Todos os posts aqui.

Cartas ao Harry Potter

Em 29.10.2013   Arquivado em Harry Potter, Leitura

Cartas ao Harry Potter Cartas ao Harry Potter – Crianças do mundo todo escrevem ao bruxo
Autor: Bill Adler
Gênero: Infanto-Juvenil
Ano: 2007
Número de páginas: 190p.
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Em uma coletânea muito especial de cartas de crianças de todo o mundo, fãs do muitíssimo popular Harry Potter compartilham com seu herói e mago seus segredos, sonhos, preocupações e fantasias. Para esses jovens leitores, os livros de Harry Potter tornaram-se senhas e portas de entrada para um mundo de magia e de aventuras extraordinárias. Porém, conforme as cartas e entrevistas neste livro encantador mostram, foi no próprio Harry Potter que as crianças descobriram a magia ainda mais incrível — a amizade.
Crianças do mundo inteiro escreveram as cartas. Em Cartas ao Harry Potter há jovens fãs de Potter dos Estados Unidos, Inglaterra, Filipinas, África do Sul, Singapura, Austrália, Estônia, Holanda — de todos os continentes. Para a edição brasileira, também foram incluídas cartas de leitores do Brasil.”
Comentários: Entre todos os livros relacionados a Harry Potter que eu tenho e já li esse foi meu favorito disparado, sem comparação. É um livro lindo, emocionante, acho que mesmo que não é tão fã da saga deve se emocionar com as cartas que tem no livro.
Basicamente é uma coletânea de cartas escritas por crianças e adolescentes e destinadas ao próprio Harry (não à J.K. Rowling, como eu imaginei por um tempo). O livro começa com algumas cartas de crianças mais velhas, algumas já com seus 15 anos, e nitidamente são pessoas que sabem que estão escrevendo para um personagem fictício, a maioria delas com uma entrevista feita pelo autor com a criança em questão e é bem legal ver o que eles achavam que ia acontecer nessa época, uma vez que as cartas foram enviadas antes do lançamento da “Ordem da Fênix”… Algumas chegam BEM PERTO nos seus palpites! Dessas as que mais me emocionavam eram as que eles desejavam boa sorte ao Harry, dava pra ver que era com uma sinceridade absurda que só fãs da saga conseguem ter.
Aí depois começam as cartas de crianças que são de chorar MESMO. Alguns que a professora estava lendo o livro pra turma, outros bem pequenininhos torcendo para receber uma resposta, querendo ter uma prova de que o Harry é real. É lindo ver como as crianças contam da vida delas pro Harry, abrem o coração (achei triste demais um garotinho que conta pra mãe perdeu o bebê!), compartilham suas expectativas e principalmente: dão dicas de como ele pode sobreviver ao final da série, mandam feitiços e poções que eles mesmos inventaram. Nossa, essas eram de longe minhas favoritas!
No final tem umas cartas de brasileiros que foram adicionadas depois e elas são mais recentes, mas bem legais também, principalmente por estarem mais perto da nossa realidade (ainda mais eu que era novinha quando li também)… Estou apaixonada por todo o livro, recomendo para todo mundo que gosta de Harry Potter e quer ficar sensibilizado com essas coisas maravilhosas que são os fãs dele!

LISTENING TO: The Beatles

Em 18.10.2013   Arquivado em Música

Na tag “Listening To” posto sobre bandas/artistas que gosto, mas isso não significa que vocês não possam dar sugestões!! Escolhe uma dessas daqui e pode ser que ela apareça da próxima vez!!

* Mais um dos “Greatest Moments” da “Greatest Tag” aqui do blog, porque vou falar da banda que mais gosto nessa minha vida. E olha que eu gosto de muuuita coisa, musicalmente falando.
Os Beatles eram compostos, basicamente, de quatro nomes que até hoje ecoam no mundo da música como os integrantes da maior banda de todos os tempos:: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Ou quem sabe Paul McCartney-George Harrison, Ringo Starr e John Lennon, na minha ordem de preferência. Tanto faz. O que importa é que esses foram os 10 anos mais gratificantes da história da música MUNDIAL. E é por isso que eu gosto tanto de escrever sobre esse assunto por aqui: porque sempre tem muito mais o que falar, mas que fica guardado pra mim em forma de sentimento. Eu posso dizer para todos que não sei como isso começou, acho que já nasceu comigo, mas a verdade é que eu amo esses “meninos”. MESMO.
Mas chega de manifestação de afeto e vamos pra história propriamente dita, e vou tentar fazer um resumão bem geralzão se não ficaremos aqui até amanhã.
– A história da banda é bem comprida, mas simplificando tudo podemos dizer que começou com uma banda anterior, “The Quarrymen”, que evoluiu para essa que todos nós conhecemos ainda hoje aos poucos. Os Beatles mesmo começaram a usar esse nome em 1960 e é a partir daí que se leva em consideração a história deles em atividade. Além de Lennon, McCartney (que, até então, tocava basicamente guitarra na banda) e Harrison eles contavam com um baixista, Stuart Sutcliffe, que ficou um ano só e foi “substituído” pelo Paul na função; e um baterista, Pete Best, que os abandonou em 1962 e foi substituído por Ringo Starr sob diversos protestos dos fãs. E foi assim que se formou o nosso tão querido “Fab Four” que arrastou multidões por todo o mundo. A “Beatlemania”, como é conhecia, varreu o mundo e eles conquistavam fãs tão histéricas que era impossível ouvir a banda durante os shows de tão altos que eram os gritos. Acho que nunca existiu nada igual na história da música ou de qualquer tipo de arte, o amor das fãs era tanto que John Lennon tinha que esconder sua primeira esposa do público para que as garotas não soubessem que ele era casado.

* De 1960 a 1970 os meninos se tornaram adultos, se casaram, tiveram filhos e continuaram tocando. A chegada dos Beatles nos Estados Unidos em 1964 é citada com um grande acontecimento do século XX e isso só serviu pra aumentar a popularidade da banda. Nesse mesmo ano saiu o primeiro filme deles, “A Hard Day’s Night” (que no Brasil tem o nome horroroso de “Os Reis do Iê-iê-iê”) e passaram a fazer shows em outros países da Europa, América do Norte e Oceania. Acho que foi provavelmente o auge da banda, porque nos dois anos seguintes tiveram seus baixos: a declaração de John Lennon de que eram mais populares que Jesus Cristo, por exemplo, causou uma grande revolta. Mas nada marcou tanto a nova fase “madura” da banda do que a decisão de não fazer mais shows, já que eles saíam dos mesmos frustrados por não conseguir sequer ouvir o que estavam tocando, fazendo com que a partir de 66 eles apenas lançavam novos álbuns e singles.
Ninguém sabe exatamente o motivo “real” do fim da banda, mas na minha opinião foi o conjunto das coisas. A presença da Yoko que realmente incomodava todos os integrantes (segundo George Martin ela não se separava do John nem quando ele estava no estúdio ou mesmo no banheiro masculino), a vontade do George de ter mais destaque como compositor, a situação empresarial da banda, o início da carreira solo de cada um deles… O que se sabe é que em 1969 eles fizeram sua última apresentação no telhado da Apple Corps e no ano foi apresentado o documento para a dissolução da banda.

* Dizem que eles ainda não se bicam (ou pelo menos os que estão vivos, que são Paul e Ringo), que John Lennon fez músicas pra atacar o Paul depois. Outros dizem que, como o tempo, a banda até voltaria a tocar junta se John Lennon não tivesse sido assassinado, e alguns deles chegaram a ser encontrar novamente em estúdios e nos palcos depois disso. Quem está certo e quem está errado não importa nessa história. O que importam são os cinco filmes, 13 álbuns em estúdios, inúmeras músicas e a GIGANTESCA influência popular nos Beatles nos sáculos XX e XXI. Você pode não ser fã da banda, mas com certeza gosta de alguma música deles nem que seja em cover. E quem nunca salvou no computador uma imagem de seus personagens favoritos “fantasiados” de Beatles, como Os Simpsons atravessando a Abbey Road. E por fim, mas não menos importante: sempre tem alguma música dos Beatles em algum musical famoso que usam canções de artistas variados, né? Eles até já ganharam um musical só com músicas deles, o “Across The Universe”, que é um dos filmes mais lindos que já vi na vida…

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Feliz dia das crianças!

Em 12.10.2013   Arquivado em Cotidiano

– Feliz dia das crianças a todos vocês, pessoal! Sei que a maioria de vocês não é criança mais na idade, mas todos nós temos um lado infantil guardado em algum lugar, né? O meu então, se manifesta mais do que o adulto as vezes!
Estarei meio sumida do blog durante essa semana e já deixei posts agendados, mas provavelmente não poderei responder aos comentários… Semana que vem volto ao normal!
Aproveitem o feriado =D

Dia das Crianças
Mini-Luly via Instagram

Bonecos de Jogos Vorazes: Em Chamas

Em 09.10.2013   Arquivado em Dolls, Filmes

Com “Jogos Vorazes: Em Chamas” chegando aos cinemas, baseado no livro de (quase) mesmo nome, o site Barbie Collector abriu a pré-venda dos bonecos inspirados no filme. Dessa vez três personagens ganharam sua versão de colecionador: Katniss, Peeta e Effie.

Catching Fire Dolls

A Katniss já tinha a versão Hunger Games que é bem lindinha, a roupa toda detalhada (com o broche do tordo, inclusive) e o cabelo comportadinho. Já essa aí achei bem mal feitinha: que trança é essa? É da grossura da cabeça dela… Não gostei, prefiro a antiga. Sem contar que esse uniforme, né? Pelo amor de Deus, ficou horroroso!

O Peeta ficou IGUALZINHO! Olha o rosto, gente. Idêntico! Já soma isso ao fato de que é um dos meus personagens favoritos da série (senão o favorito) e EU QUERO UM PEETA! Ia ser lindo fazer parzinho dele com a 1ª Katniss, já dava um casal fofo. O único ponto negativo é que ele não em nenhuma indumentária legal, tipo o arco e flecha dela, então fica só ele mesmo com o uniforme feioso.

Já a Effie é luxo, poder, glamour e brilho! Linda, foi minha favorita dos três, fiquei desejando ardentemente… Todos os detalhes dela são incríveis, a meia dourada, a manga de penas, a maquiagem baphônica e a boca em forma de coraçãozinho. É Effie, não tem outra palavra pra descrever, não vejo a hora de revê-la nesse filme em que ela é um pouco menos icônica, mas ainda se veste toda diva.

Catching Fire Dolls

Cada um dos bonecos está sendo vendido por U$24,95 AQUI. Não sei se eles virão pro Brasil, mas tenho medo de saber o preço caso venham, o ideal é comprar quando for viajar ou pedir alguém que vai para os EUA trazer (porque mesmo comprando on line tem frete e taxas).
Algum fã da série teria? Eu nem preciso dizer, né? Sou louca por bonecas, se eu tivesse espaço (e $espaço$) teria todos! Estou entrando em colapso já para o filme sair porque “Em Chamas” é o meu livro favorito da trilogia, falta agora pouco mais de um mês mas ainda parece que não chega nunca…

Editando…
A Lili acabou de me contar que viu lá nos EUA tem o boneco do Finnick também! Era realmente estranho não terem colocado ele antes porque é um dos personagens mais importantes que aparecem em “Em Chamas” – se não o mais importante – e definitivamente o mais querido… Ele não estava na primeira divulgação do Barbie Collector, mas agora já está e custando o mesmo preços dos outros. Ele vem com o tridente, o uniforme da arena um pouco diferente do uniforme do Peeta e com o rosto menos igual, mas ainda assim achei bem bonitinho…

Catching Fire Dolls

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