Posts de April de 2012

Vender e comprar: é só começar

Em 24.04.2012   Arquivado em Publicidade

Aos 14 anos eu fiz minha primeira compra pela internet. Aliás, minto!! Eu ainda tinha 13, faltava pouco pros 14. E ao contrário de quem receia, de quem espera, de quem pede autorização dos pais – o que eu deveria ter feito na época – eu nem parei pra pensar. Adicionei o produto no carrinho, confirmei, imprimi o boleto e entreguei pro meu pai pagar: era meu presente de aniversário. Desde então é MUITO raro eu não comprar pela internet. Se eu for na loja e ver que o preço tá bom, ok. Mas compra planejada que dá pra fazer on line.. Aiaiai, sair de casa pra que?? O comécio on line está aí pra facilitar minha vida em grande parte das coisas que eu gostaria de ter, não sou de hesitar.

E esse caminho para a facilidade virou uma via de mão dupla quando surgiu a possibilidade de vender pela internet. Se eu já fiz isso também?? Claro!! O número de clientes cresce, as suas possibilidades também e muitas vezes a dificuldade é só ali nos Correios postar a encomenda – mas é um trabalho mínimo perto de tantas outras dores de cabeça que poderiam acontecer.
Mas uma coisa é vender uma coisinha ou outra para um público específico, como foi meu caso. Outra é divulgar um produto que você produziu, um serviço personalizado ou aquela coisinha que você comprou, nunca usou e agora quer passar pra frente pra poder ter lugar pra algo que realmente quer. E é pra isso que a magia da compra e venda via internet nos trouxe a possibilidade de anuncios gratis. Esse tipo de classificados vem crescendo cada vez mais e é fácil conseguir lucro sem ter que arriscar um investimento mal sucedido.

Anunciar on line é hoje uma das melhores maneiras de divulgação de um produto novo ou usado principalmente por não atrair somente os vendedores, mas também consumidores. Comprar pela internet é tão simples e rápido que as pessoas estão cada vez mais adeptas a essa prática. É só digitar uma palavra chave e seu produto pode aparecer na tela de alguém que pode estar querendo comprar tanto quanto você está querendo vender. Sem contar o número de pessoas que já têm o costume de entrar em sites de anúncios gratuitos e mais: aqueles que vendem ali e estão aproveitando a venda de algo para comprar também.
Vender e comprar na internet vira um hábito, é só começar. E essa “Era on line” em que vivemos torna isso cada vez mais fácil (e, cá entre nós, prazeroso!!).

Mini-mundo ?

A Dama e o Vagabundo – Edição Diamante

Em 11.04.2012   Arquivado em Disney, Filmes

Eu estou escrevendo um post bem completo sobre as Edições Platinum e Diamante da Disney. SEMPRE que posto sobre isso tem alguém que comenta algo que me faz perceber que a pessoa nem faz idéia do que se trata, mesmo eu mencionando, então vai ficar pra referência pra vocês, sai esse mês ainda!!

O Disney Vault foi destrancado, os dubladores se aqueceram, a restauração digital trabalhou loucamente e a equipe de marketing deu um show. Assim nasceu a Edição Diamante do clássico mais caninamente fofo de todos os tempos da Disney: “A Dama e o Vagabundo”.
O esquema agora é aquele mesmo do Rei Leão: a Edição Diamante não existe mais em Dvd. Você pode comprar o Blu-ray, o Blu-ray + Dvd ou somente o Dvd numa edição chamada “Edição Dvd” – vem com os extras simplificados, igual ao que vem com o Blu-ray, mas os extras clássicos da edição só na “nova mídia” mesmo. Mas tudo bem, eu já me acostumei com o fato de que vai demorar pra assistir a esses extras que adoro… A única diferença foi que, dessa vez, não tinha a opção de comprar a versão digital junto, mas quem disse que liguei pra isso? Eu já tava com vontade de gritar desde que vi o trailer do lançamento porque tinha bem uma década que eu não assistia ao filme, e aí o sr. Carteiro é meu amigo e trouxe essa beleza pra mim durante a Semana Santa:

Dia Disney!!
Kim, Ron e Rufus aproveitaram e vieram junto, lindos!!

– Aí, ok, muita emoção e etc. Mas quando coloquei o filme pra rodar a primeira palavra que me veio à cabeça foi DECEPÇÃO!! Porque a Disney não aprende com seus erros e, DENOVO, redublaram tudo. E, denovo, lógico, ficou uma droga. Porque a maneira de falar na versão original dos personagens era super característica e eu lembrava do tom de voz de cada cena, e aí quando fui ver, nada mais estava lá. Ficou pior ainda que a Edição Platinum de “A Pequena Sereia”, se é que é possível. Ai, fico triste mesmo, porque o público-alvo desse tipo de coisa é gente que GOSTA da Disney, gente que já conhece e é fã, e aí eles fazem isso e as “velhas” gerações se decepcionam e as novas nunca vão saber como era.

Mas vamos falar de coisas boas. O filme é lindo. Ai, gente, que coisa linda a Lady, quero uma muito, e com esse nome, hahaha. Vontade de pegar no colo!! A cena do espaguete é resumida em BRILHO NOS OLHOS e LÁGRIMAS, sem mais, que saudades que eu tava de ver aquilo. Mesmo com a redublagem tem momentos assim que não perdem a magia nunca.
Os extras, bom, eu não tive como ver os do Blu-ray, mas no Dvd tem um depoimento LINDINHO da Diane Disney contando sobre o apartamento do pai dela lá na Disneyland – me deu vontade de ir lá, justo eu que sou Disney World team, gente!! Adoro quando ela fala do pai dela porque aquele homem foi UM e nunca vai ter outro igual.
Tem também em enciclopezinha fofa falando sobre cachorros separados em categorias, mostrandos as raças e “propriedades” de cada uma, e tudo “ilustrado” com cenas de cachorrinhos Disneycos, cadê a Edição Diamante de “101 Dálmatas” que não chega nunca??

– E aí vem minha tortura semestral, porque cada Edição que chega aqui em casa me deixa AGUADA com o trailer da próxima. E será Cinderela!!!!!! Tipo, a princesa Disney mais “importante” de todas, a favorita da mamãe (e também da Beca!!) e foi até tema do meu aniversário de 1 aninho, gente. Setembro, te quiero!!
(Agora aos “manteiguinhas” de plantão como eu: SE PREPAREM antes de dar play no vídeo, porque nesse aí eles capricharam foi com força, tá de matar, de arder os olhos em 30 segundos)


A Princesa das Princesas em breve por aqui =D

Remember Universitário: Incipit Vita Nova

Em 04.04.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

As férias eram compridas, não posso negar. Mas houve tanta coisa no processo que voou. As provas de 2ª etapa terminaram na primeira dezena de janeiro e dia 25 o resultado já tinha saído. Logo em seguida foi a matrícula e QUE CONFUSÃO!! Quase perdi o dia, tive que pular a faixa de isolamento porque tava faltando um xerox – mas eu tinha senha, eu podia – o desespero pela identidade (não) perdida e quando ouviu-se o “ufa” porque deu tudo certo eu e Daninha ainda tivemos que esperar uma hora sozinhas na beirada da mata da Federal. Uma aventura atrás da outra.
Um mês tinha se passado desde que o resultado saiu e eu me vi pegando o ônibus intitulado “UFMG” pela primeira vez na vida. Dia 25 de fevereiro eu e sabe-se Deus mais quantos mil calouros – literalmente – estávamos marchando lentamente em direção à Reitoria para conhecer os novos colegas e assistir palestras. Ou não. Eu só assisti palestras. Uma parte. Meu desânimo era EVIDENTE – mas quando cheguei em casa tentei sorrir, só sorrir!
O segundo dia: mais palestra. Quando chegou o terceiro, adivinha? Mas dessa vez era diferente, porque era palestra da EBA e eu conheci meus primeiros colegas de sala. E levei trote. E ganhei Coca Cola dos veteranos bonzinhos que não podiam me dar bebida, primeiro porque eu não bebo, mas principalmente porque eu tinha 17 anos e…

“VOCÊ TEM 17 ANOS????????”

É. Eu passei o primeiro semestre inteiro ouvindo isso. Eu era oficialmente a caçula da turma, a única que terminou o 1º semetre como menor de idade! Não que não tivessem pessoas da minha idade, mas a carinha de inocente e adolescente era evidente mais em mim do que em qualquer outro. Enquanto isso um estava na 2ª graduação, outro na terceira. Um tinha filha da minha idade e o outro, – há – , a filha estava prestes a se casar! E ao mesmo tempo que eu ia conhecendo os colegas as aulas iam chegando. Trabalho a mão só com seu nome em cima? Menina, em faculdade é formal, tem cabeçalho e é preferencialmente digitado. Procurar da Wikipedia?? PODE ESQUECER: aquilo não é fonte confiável para algo acadêmico. Pequena Luly, acorde: é hora de “Incipit Vita Nova”!!

“Incipit vita nuova: ‘Infunde vida nova’ (Divisa da Universidade Federal de Minas Gerais)” – fonte (adivinha??): Wikipedia

Eu comecei a chamar aquele momento da minha vida de “hell life”. Meus amigos do colégio vivendo momentos completamente alheios ao que eu estava vivendo. Já os familiares, ah, faça-me o favor, seus preconceituosinhos! Ninguém acreditava nuuunca no que minha vida tinha se transformado. Porque quem ia imaginar que o primeiro semestre de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis era daquele jeito? Ah, Luciana, você acha MESMO que esse curso é puxado assim? Chega de drama, você nem quer fazer esse curso…
Pois se é “vita nova” que seja de verdade. Demorou, mas eu aprendi a fazer uma bibliografia bem feita. Demorou, mas eu comecei a deixar a timidez e lado e passar a conversar com as pessoas. Demorou, mas eu aprendi a distinguir o que era certo e errado consultar. Demorou muito pouco, mas meus colegas aprenderam a me ajudar e eu aprendi a ser ajudada. Demorou MUITO, mas consegui aprender a não deixar as coisas pra última hora. E demorou… Mas as pessoas que “sobraram” daqueles 30 selecionados perceberam que uma hora eu ia deixar de ter 17 aninhos e que ia crescer, que ia virar adulta e que eles acompanhariam aquilo de perto, mais perto talvez do que qualquer um.
Eu ainda não sabia o que ia ser da minha vida. Nunca ia imaginar que 4 anos depois estaria aqui escrevendo isso. Do papai e da mamãe eu nunca pude reclamar: eles me apoiaram até quando pensei em desistir. Mas isso não aconteceu. Toda aquela pressão, os olhares tortos, a reprovação de quem SUPOSTAMENTE deveria me apoiar não conseguiu ser mais importante do que aquela coisa maravilhosa que estava acontecendo: eu estava me APAIXONANDO por aquela profissão que, sabe-se Deus como, tinha surgido na minha vida. Eu estava me apaixonando por limpar dinossauros com swab. Eu estava me apaixonando por fazer visitas técnicas em tudo quanto é museu de Belo Horizonte. Eu estava me apaixonando – e hoje sou completamente apaixonada – por algo que nunca pensei que chegaria a gostar, que era a restauração de papel. E eu estava me apaixonando pela resposta que tinha surgido na minha minha vida quando pensava naquela velha frase infantil “o que você vai ser quando crescer?”:

“Eu vou ser restauradora.”

Incipit Vita Nova

Esse post é o segundo de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no fim de 2012 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
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