5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical

Em 22.03.2020   Arquivado em Leitura

No final desse mês, mais precisamente dia 31, vai fazer 9 meses que publiquei meu primeiro livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, como e-book. Depois teve o lançamento da versão física (sobre o qual ainda preciso falar aqui!) e desde então ele me trouxe MUITA COISA GOSTOSA nessa vida! Cada vez que alguém lê, gosta, avalia e comenta eu sinto como se tivesse realizando mais uma vez o mesmo sonho, de novo e de novo. Acho que nunca vou me acostumar com isso: vários dos meus blogs favoritos têm resenha do meu livro! Parecia que nunca ia acontecer até que simplesmente aconteceu. Resolvi, então, contar 5 curiosidades sobre ele, pra quem já leu entender alguns aspectos e quem não conhece ainda, quem sabe, se interessar em fazer isso agora.

1. A história, originalmente, se passaria na Inglaterra

Ah, a jovem Luly, no auge dos seus 19 anos e paixão por tudo o que é porcaria britânica que via na frente, acreditando que a Inglaterra era o centro de toda a boa cultura e civilidade da Terra. Eu sei, você riu aí dela, do outro lado da dela. Eu ri de cá, também. Eu comecei essa história há MUITOS anos, no início da faculdade, com um dos calcanhares ainda na adolescência, realmente acreditando que conseguiria fazer isso. Felizmente o tempo passou, amadureci e percebi que não só NÃO PODERIA fazer isso, já que nunca sequer pisei naquele país, como também não precisava. Boas vidas são vividas nesse lindo (e complicado) Brasil, e boas histórias podem se passar aqui também. Somos tão cultos e civilizados quanto, tem problema e lindeza daqui e de lá.

Trouxe o enredo pra Belo Horizonte, MINHA cidade, mas algumas coisas se mantiveram, é claro! O título, uma música do Pink Floyd, pedia por essa trilha sonora quase toda formada por ingleses (e minha playlist idem). A linha do tempo dele, com a Marie começando a faculdade em agosto (e não fevereiro/março) permaneceu, com a justificativa que ela tinha passado para o segundo semestre da UFMG. A capa, inclusive, tem no fundo um Sol em formato da bandeira do Reino Unido e suas cores, como uma homenagem da Mari (minha amiga, que fez ela pra mim) desse acontecimento que ficou pra trás. Os nomes das personagens foram todos abrasileirados, com exceção dos protagonistas, que foram justificados.

5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical

Wish You Were Here, o e-book

2. As personagens principais têm nomes de ícones da história do rock

E aqui está a justificativa! Eu não podia perder esse detalhe, gente, Marie e David se chamavam Marie e David, com pronúncia em francês e inglês, respectivamente, e se mudasse isso não ia sentir que eles eram os mesmos mais. Isso porque ambos os nomes foram tirados de pessoas que, direta ou indiretamente, participaram a história do rock. O de David não só é explícito como MENCIONADO na história, como o motivo pelo qual sua mãe o batizou assim: David Gilmour é um dos membros do Pink Floyd, autor da música-título da história (e favorita do personagem), “Wish You Were Here”. Olha a homenagem que seria perdida aí!

Mas e a Marie? O nome francês não é justificado pela sua ascendência? Bom, no texto, sim. Mas na verdade é muito mais do que isso. Ela vive a história ao lado não só de David, mas também de sua melhor amiga, Elisa, que todos chamam de Lisa. E se você pensou em Lisa Marie Presley, filha de Elvis, ex esposa de Michael Jackson e que também teve uma carreira musical, pensei certíssimo! É, não tinha como mudar isso. Minha solução foi uma nota de rodapé, explicando como são feitas as duas pronúncias, e mantendo essas justificativas que já faziam parte do original, de qualquer forma.

Na verdade TODOS os nomes têm significado, nenhum é de origem aleatória, sendo tirados de pessoas que conheço na vida real e personagens da minha série favorita, E.R., da qual também tirei informações pra segunda metade da história (mas, ei, é spoiler!). Só que se for explicar cada um individualmente vamos ficar aqui uma eternidade, então fica pra outra hora…

3. O subtítulo foi adicionado duas semanas antes do lançamento

Durante uma década o livro se chamou “Wish You Were Here”, apenas. E durante todo esse tempo busquei um outro título pra substituir, mas novamente não consegui. Apesar de as músicas não serem realmente cantadas eu queria que ele fosse mais ou menos um filme musical, mesmo, e eles nunca têm títulos traduzidos. Eu já sabia que era problemático, mas o problema se tornou ainda maior quando foi parar numa loja internacional, como a Amazon. Como deixar claro pros leitores brasileiros que era destinado a eles, e para os de língua inglesa que NÃO era pra eles? Muito bem, com um subtítulo em português! Coloquei mil ideias na mesa e meus amigos queridos, que me ajudaram em TUDO no processo, me guiaram a chegar em “Um Romance Musical”, o que não só resume como explica a essência da história. E é legal porque, mais uma vez, seguiu a linha dos filmes do estilo, porque muitos vêm pro Brasil nessa vibe também.

5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical

Wish You Were Here, livro físico

4. A capa é inspirada em uma foto minha

Em 2015, quando alguns amigos me convenceram que eu devia terminar essa história que eu tanto amava, mas tinha abandonado por não acreditar que seria lida um dia, aproveitei que tinha uma amiga de fora visitando BH e a levei ao zoológico em um dos dias de passeio (teve vlog aqui!). Um dos motivos era revisitar a área dos mamíferos africanos e relembrar EXATAMENTE como é a grade dos elefantes, cenário da minha cena favorita da história. Enquanto estava ali, parada, admirando esse animais que amo tanto (e a Marie mais ainda), outra amiga tirou uma foto minha com eles ao fundo. Meses se passaram, mais de um ano, e no meu aniversário de 2016 abri o presente da Mari e nele tinha, dentro de um porta retratos, um cartaz minimalista da história retratando essa cena, usando minha foto como base.

Ela foi contra, num primeiro momento, a usar esse presente como capa, porque não achava legal o suficiente para isso. Já eu simplesmente não conseguia enxergar de outro jeito mais! Usava até de wallpaper do celular, pra me lembrar todos os dias que um dia ainda ia conseguir publicar. E, de fato, publicamos, todos juntos! Ela refez o trabalho todo pra ficar mais bonito ainda quando estava pra sair, mas ainda existem registros da arte original no meu Instagram e da foto que a inspirou por lá também!

5. O livro foi publicado exatamente 10 anos após Marie e David se conhecerem

No final do Capítulo 1 – Julho, Marie e Lisa estão subindo as escadas do prédio para onde recém se mudaram e trombam com um par de vizinhos que, depois, se tornam seus namorados: David e Victor. É a última semana de férias delas, dia 31 de julho de 2009, uma sexta feira – sim, olhei o calendário para escreve-lo e os eventos belorizontinos descritos na obra de fato aconteceram. O que eu, Luly, estava fazendo esse dia? Não faço a mínima ideia, tem um post aqui no blog nessa data, então o escrevi em algum momento. Mas sei EXATAMENTE o que eu estava fazendo em 31 de julho de 2019, uma década depois: lançando oficialmente o e-book do meu primeiro livro! Lembro de receber o e-amil da Amazon avisando que ele estava disponível para ser lido no Kindle. Lembro de amigos me marcando em seus Stories pra comemorar que o receberam também. Lembro de saber que jamais esqueceria aquele dia em toda minha vida, e ainda sei jamais vou esquecer!

Outra curiosidade? O epílogo também se passa em um 31 de julho, só que esse de 2010. O que aconteceu nesse um ano na vida dela só vai saber quem ler! Wish You Were Here: Um Romance Musical está disponível como e-book na Amazon Kindle por R$5,99, de graça para assinantes Kindle Unlimited, e a edição física pode ser comprada na minha loja virtual por R$40,00 já com frete incluso pra qualquer lugar do Brasil. Vocês também têm a chance de ganha-lo num sorteio que tá acontecendo até dia 11/04 lá no Instagram @retipatia, onde a Re fez uma resenha incrível dele com as fotos mais maravilhosas do planeta, cuja leitura vale a pena!

Blogagem Coletiva Interative-se

A Princesa salva a si mesma neste livro

Em 18.03.2020   Arquivado em Leitura

A Princesa salva a si mesma neste livro As mulheres têm uma espécie de magia # 1 (The Princess saves herself in this one) *****
A Princesa salva a si mesma neste livro Autora: Amanda Lovelace
Gênero: Poesia
Ano: 2017
Número de páginas: 208p.
Editora: LeYa Brasil
ISBN: 978.854.410.659-4
Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI ‘A princesa salva a si mesma neste livro’, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial ‘Outros jeitos de usar a boca’, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa ‘A princesa salva a si mesma neste livro’ ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes (“A princesa”, “A donzela”, “A rainha” e “Você”), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito.” (fonte)

Comentários: Eu não sou a maior fã do mundo de poesias, confesso. Tenho meus sonetos favoritos, todos muito antigos, mas de um modo geral é um estilo que não amo ler, e escrever menos ainda, sou péssima nele! Ainda assim o título de A Princesa salva a si mesma neste livro sempre me deixou tão curiosa que resolvi que ele merecia uma chance. Na verdade, e no fundo, todo mundo merece, não é mesmo? Parecia o tipo de coisa pela qual eu morro de amores com sua proposta de falar sobre ser mulher, sobre empoderar-se, sobre uma princesa contemporânea que é sua própria heroína. Pois bem, li, terminei e ainda não sei muito bem como avalia-lo. Acho que a grande questão de coletâneas é que elas nunca são uma coisa só, né? Então dá pra adorar algumas coisas e até odiar outras. Não cheguei nesse ponto extremo negativo, felizmente, mas em alguns momentos senti que estava só olhando para um monte de palavras jogadas de linha em linha, sabe? Em outros, porém, o impacto veio, menina, bem do jeito que tinha que vir!

A Princesa salva a si mesma neste livro

O livro é dividido em quatro partes que, ao seu modo, narram a vida da autora desde criança até a vida adulta e contemporânea. O início, “A Princesa” foi, pra mim, o mais sofrido de todos, por sentir uma coletividade imensa nas situações tristes que ela relatava. Ali estava sua infância e pré-adolescência, a primeira menstruação que ela não queria ver chegar, relatos de uma vida ao lado da irmã mais velha querida e da mãe, não tão querida assim. Fala de bullying, gordofobia e relacionamento abusivo não-romântico, que pode acontecer (e acontece todos os dias) dentro de casa, de quem você devia te fazer sentir mais segura. Algumas coisas já vivi, outras felizmente não, mas é o resultado das incertezas da imaturidade e de como nelas as coisa têm um peso muito maior.

Logo em seguida começa “A Donzela”, trecho mais pesado com a adolescência e início da vida adulta marcados por romances falhos (os “dragões”) e perdas familiares, uma vez que Amanda a irmã e mãe morrendo em sequência. Foi quando vi um número maior de falas simples, típicas do que vemos em Tumblrs da vida, organizadas de uma forma que soem como versos. Uma coisa MUITO bacana da escrita dela é que o título vem ao final dos textos, não no início, então sua interpretação não é muito direcionada: primeiro vem a leitura, depois o real significado dela. Nem todas as poesias têm isso, mas a maioria sim e é um fator estilístico diferente, bastante positivo.

A Princesa salva a si mesma neste livro

O momento de alento do livro fica na terceira parte, “A Rainha”. Aqui ela enfim parece se aceitar, ver o lado positivo em si mesma e na vida, principalmente no que diz respeito ao amor. Os textos românticos me causaram muita identificação, aquela sensação de “finalmente ela é feliz”, sabe? Foi onde tudo ficou mais poético, também, e talvez menos clichê porque o amor é sempre clichê, então tá permitido. Minha parte favorita, sem sombra de dúvidas, que deixou até um desejo de “quero mais” no ar quando acabou.

“(…)
preciso dos seus
momentos tarde da noite
confortavelmente calmos

preciso
de tudo
isso

– você é um poema de verdade, querido

A Princesa salva a si mesma neste livro

Por fim “Você” não se refere a uma pessoa específica, mas sim à leitora do livro. Ela retoma todas as temáticas anteriores e perdas, danos, dragões e neuras e joga junto com questões sociais, como a cultura do estupro e LGBTQfobia. Deixa de ser princesa indefesa, donzela em sofrimento e até mesmo rainha dona de si, que era seu papel nos outros momentos: sua metamorfose é tal que vira SEREIA ao falar de si mesma. É um momento que mistura auto-ajuda tanto para quem consome quanto para quem produz. Talvez seja exatamente o que alguém precisa ler, talvez seja o que esse alguém já leu mil vezes por aí…

A série “As mulheres têm uma espécie de magia”, da mesma autora, tem outros dois livros de poesia publicados no Brasil pela LeYa: “A Bruxa não vai para a fogueira neste livro” e “A voz da sereia volta neste livro”, disponível como ebook e também livro físico. Para acompanhar mais trabalhos de Amanda Lovelace é só segui-la pelo @ladybookmad no Twitter, Instagram e Tumblr. Esse livro foi a minha escolha para o mês de Março no Desafio Leia Mulheres 2020, onde a proposta é poesia. Leia também a resenha do título de Fevereiro (não-ficção), Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher!

Adoráveis Mulheres

Em 15.03.2020   Arquivado em Filmes

Adoráveis Mulheres (Little Women) *****
Adoráveis Mulheres Elenco: Saoirse Ronan, Timothée Chalamet, Florence Pugh, Emma Watson, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Louis Garrel, James Norton, Bob Odenkirk, Chris Cooper, Tracy Letts, Jayne Houdyshell
Direção: Greta Gerwig
Gênero: Drama
Duração: 135 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) amadurecem na virada da adolescência para a vida adulta enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.” Fonte: Filmow.

Comentários: As quatro irmãs March podem ter crescido sob o mesmo teto, mas são bem diferentes entre si. Meg, a mais velha, é obediente e sonhadora, com objetivos de vida bem condizentes com o que se espera em sua época. Jo, protagonista da história, é impulsiva, tem personalidade forte e sonha em ser escritora, criando histórias que elas se divertem ao atuar. Beth é a mais conformada e Amy pensa alto, com objetivo de ser uma famosa pintora casada com um homem bem rico. Com o pai longe, lutando na Guerra Civil Americana, e a mãe se esforçando ao máximo para manter a própria família e as necessitadas que vivem ao redor com pão em suas mesas, as garotas chegam à vida adulta com vários dilemas e realizações típicas desse período ao lado do vizinho, e melhor amigo de Jo, Laurie.

Adoráveis Mulheres é a 8ª adaptação em longa metragem do livro “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott, e 3ª que assisto. As duas anteriores, uma de 1994 com Winona Ryder e Claire Danes e outra de 2018 que conta uma versão contemporânea da história, são bem semelhantes no que diz respeito à linha do tempo, usando inclusive duas atrizes para retratar a passagem de tempo de Amy, irmã mais nova. Essa nova versão, porém, foca um pouco mais na vida adulta das quatro, intercalando acontecimentos desse período com os de 7 anos antes, que as levaram ao ponto onde chegaram. Achei que isso “estragaria” o final, o tornando previsível, mas me enganei, o fechamento foi ainda mais bonito do que nas outras, digno do resto do enredo.

Adoráveis Mulheres

Imagem via Variety

De todos os pontos positivos dessa história o que mais me impacta é que tem uma personagem principal forte, mas com a qual é doído se identificar justamente por ser imperfeita. Jo é inspirada na própria autora da obra, mas não é só criativa, destemida e contestadora, um exemplo para meninas de seu tempo pensar “fora da caixinha”. Ela também sente raiva, inveja e sabe ser bem egoísta, e é o que a torna ainda mais incrível do que se fosse uma heroína perfeitinha e intangível… Ela é real! É crível, como nós que a admiramos também somos.

Desde a divulgação do longa, uma coisa era certa: o elenco de peso é o grande destaque dessa produção. Saoirse Ronan e Florence Pugh foram indicadas ao Oscar como Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente, e realmente dão voz e rosto na medida certa às duas irmãs mais expressivas e ativas que são Jo e Amy. É impressionante como as duas são diferentes e, ainda assim, possuem a mesma gana de vencer naquilo que gostam de fazer. Elas conseguem brilhar mesmo estando ao lado de Laura Dern (que levou a estatueta de Melhor Coadjuvante por “História de Um Casamento”) e da incomparável Meryl Streep, que interpreta a rica e fria tia March. Até Emma Watson, cuja falta de expressão sempre me incomoda, foi escolhida na medida dessa vez! Fez um trabalho bem bonito, assim como todos os outros.

Porém, tendo esse foco na vida delas separadamente, um aspecto muito importante da história passou um pouco batido, que é justamente a relação e amizade das quatro irmãs. As brincadeiras de interpretar os textos de Jo aparecem com menos frequência, a amizade da protagonista com Laurie soa até mais importante que a delas entre si, e isso tirou um pouco o peso do drama final. Não torna o filme realmente ruim, mas é difícil definir qual dos momentos dele é o clímax, porque são vários ápices seguidos. Fora isso realmente achei impecável! Foi indicado a 8 Oscars, vencedor de Melhor Figuro com razão, visualmente também é bonito demais, do começo ao fim!

Trailer:

Paleta de sombras New Day, da Mylife Cosméticos

Em 12.03.2020   Arquivado em Beleza, Vídeos

Eu descobri esse ano que o meu sentimento pelo carnaval é mais o amar da IDEIA do que da CURTIÇÃO. Gosto de bloquinhos tranquilos com músicas que curto em alguns dias, mas não suporto os grandes e amontoados. O calor não me agrada tanto, mas convivo com ele tranquilamente se for em nome da MONTAÇÃO, que é deliciosa! Pensar em qual look vai embalar o dia saindo na rua apenas de maiô, meia calça e um sapato confortável, enfiar um treco bonitinho na cabeça e, o melhor, a maquiagem. Definitivamente, minha parte favorita é a maquiagem! E foi assim que a Mylife Cosmetics e sua incrível paleta New Day entraram na minha vida.

Paleta de sombras New Day, da Mylife Cosméticos

Foto do meu Instagram

Ano passado, na mesma época, fiz uma maquiagem arco-íris com algumas coisas que já tinha em casa, mesmo, e até que gostei do resultado, sabe? Ficou bonito e bem feito, mas com sombras pouco pigmentadas e até meio fechadas em alguns tons, então não era ideal ainda. Deixei ela por lá e segui com minha vida, até ver nos Stories do Instagram da Karla Lopes, que sempre dá boas dicas de maquiagens baratas de qualidade, uma paleta dessa marca LINDA, mega colorida, e fiquei louca. Ela até mostrou uma outra, com tons mais terrorosos super bonita, mas meu lado criativo GRITOU com a outra. Eu queria MUITO poder refazer o colorido de antes, dessa vez fortão, e ela provou que pigmentavam super! No dia seguinte fui ao Centro ver se encontrava na loja recomendada (a dica é: sigam produtoras de conteúdo da sua cidade!).

E aí que chegando lá descobri que a Mylife já se destaca, de cara, pelas embalagens lindas. A arte das paletas de papel são absurdas, com animais, personagens, uma coisa de LOUCO. Se fosse olhar por esse aspecto ia ficar super dividida em qual comprar porque são todas bem bonitas, mas eu estava focada no meu objetivo, então encontrei rapidinho a New Day verde (tem também uma rosa), que era a desejada. Ela não tem espelho nem nada, mas é resistente, vem com plástico pra proteger e a capa MARAVILHOSA de sereia com hot stamp dourado. São 15 cores e, onde comprei, custou R$34,99. Um senhor custo benefício, olha só isso:

Paleta de sombras New Day, da Mylife Cosméticos

Embalagem linda, por fora

Paleta de sombras New Day, da Mylife Cosméticos

Embalagem linda, por dentro

Desses tons 13 são mattes e dois cintilantes: um turquesa e outro laranja. Entres as opacas tem uma branca, ótima pra iluminar, e duas um pouco neutras, meio nude, pra marcar côncavo ou cobrir o básico, também. De resto, gente, É TUDO BEM ESCANDALOSO! Eu normalmente não sou de usar sombra coloridona assim, então é uma opção bacana não só pra momentos em que quero algo diferente mas também, principalmente, pra me INCENTIVAR a fazer isso. Desde que a comprei tenho feito altos delineados com elas, de uma cor só quanto em degradê, tá sendo bem gostoso.

Além do preço legal as sombras são também livres de crueldade, sem testes em animais, com validade de 5 anos e podem ser compradas junto com outros produtos diretamente no site da marca nessa mesma faixa de preço (por lá está R$39,90 em 10/03/20). Pra galera de BH tem na rua Rio de Janeiro, 910, literalmente ao lado do Shopping Cidade, que foi onde comprei. Como pontos positivos, além dos já citados, eu achei que elas pigmentam SUPER bem, mas de negativo tem o fato de que mancham um pouco, principalmente as cores mais intensas. Eu uso sempre com bastante cuidado e cotonete do lado porque faço a pele antes, mas fica aí a dica pras mais versadas na prática de deixar isso pra depois. Ainda assim: vale a pena demais! Aprovadíssima!

Paleta de sombras New Day, da Mylife Cosméticos

(Saudades, arco-irizar!)

E já que eu tava ali, né, teve o upgrade do vídeo arco-íris! Originalmente fiz pro IGTV mas ele fez a gentileza de deformar o formato que usar pra renderizar e estragou toda minha obra de arte… Muito chateada com tal acontecimento fiz o que? Isso mesmo, gravei introdução e conclusão, juntei tudo e transformei numa resenha-demonstração pro YouTube também! Nas cenas prontas, já no Sol, assim como nas fotos, a parte violeta ficou beeem cor-de-rosa, mas não faz mal, né? Tá bonito, tá colorido, a ideia é essa, foquemos no que importa e já pensando em como aproveita-la pra vídeos no carnaval do ano que vem.

Nunca precisei de artista

Em 09.03.2020   Arquivado em Escrevendo

Você deve ter lido essa frase por aí. É como algumas pessoas justificam o não-investimento do governo nas artes. “Já precisei de médico, engenheiro, pedreiro, enfermeiro e advogado, (todos masculinos!) mas nunca precisei de artista.” Nas primeiras vezes que li minha primeira reação se resumiu a ondas constantes de raiva… Dessas pessoas, por desvalorizar as artes assim, de cara, sem refletir. De mim, por ter seguido justamente por um caminho acadêmico, desde sempre, que pra tantos é tão inútil. Eu não sei e não gosto de fazer nada que não tenha a ver com arte, sabe? Sentia raiva em saber que sou fadada ao fracasso. Mas depois de muito pensar, acabou passando. Se a gente refletir é injusto ter tanta raiva de quem, na verdade, é digno de pena.

Tenho pena, sério mesmo, deve ser HORRÍVEL não precisar de artista. Não consigo nem visualizar aqui na minha mente como é um estilo de vida assim, parece deplorável e desgastante. Acompanhe meu raciocínio e coloque-se no lugar dessa pessoa, visualize como é chegar em casa em puro cansaço de um dia tenso de trabalho e contratar um médico pra relaxar. Você entra, tira o sutiã e os sapatos, pega um pão de queijo recém comprado da padaria da esquina e… Abre o seu livrinho da Unimed! “Qual consulta vou marcar pra me entreter hoje?” Sem ligar a televisão pra acompanhar a novela do momento da qual todo mundo tá falando ou o novo episódio super impactante da sua série favorita. Porque pra isso precisa de artista.

Corta pra sexta feira, 18h, happy hour da empresa. Você sai com seus colegas, rindo de uma piada que talvez nem tivesse tanta graça se não fosse na boca do fim de semana, senta na mesa do bar sem música ao vivo e pede sua cerveja sem rótulo (pra isso precisa de artista!), até que de repente alguém sugere que vocês deviam, sei lá, estender a noite, é quinto dia útil, vamos fazer alguma coisa gostosa pra distrair as ideias e comemorar o salário. E aí você propõe, é claro, chamar um engenheiro e assisti-lo enquanto ele cria um projeto, bem na sua frente. Não dá pra ir ao cinema nem teatro, vocês não vão jamais conferir uma apresentação de dança gratuita bem ali no meio da rua, porque nesses lugares precisa de artista.

E já que chegou o fim de semana em casa, é a chance de cozinhar aquela lasanha caseira baratinha cuja receita você viu na internet, e que chance uó! Imagina ter que fazer isso apenas com o som de construção vindo da rua, isso se tiver algum barulho ali pra começo de conversa, e aguentar o tempo de espera enquanto sua obra de arte culinária está assando durante um exame de sangue feito em casa, não dá pra ouvir música da sua banda favorita que você nem tem ou ler um livro super legal que comprou outro dia quando achou a capa bonita na livraria. Né? Precisa de artista…

E DEUS ME LIVRE tirar férias e ter grana pra viajar prum lugar que sempre quis conhecer… Após todo aquele planejamento, roteiro minuciosamente traçado, passaporte tirado, duas semanas sonhadas que enfim chegaram, Europa, aí vou eu! E você passa esse período visitando todos os escritórios de advocacia da Península Ibérica, socorro, não dá pra ver monumentos, visitar museus, entrar em igrejas, apreciar um artesão produzindo ali, bem na sua frente, no meio da rua. Não dá pra parar numa lojinha temática, dessas bem turísticas mesmo, e levar pra casa um globo de neve da cidade de lembrancinha, ou uma camiseta de estampa maneira, miniatura de pontos turísticos pra membros mais queridos da família. Pra tudo isso, e pra tantas outras coisas, você precisa de artista.

É. Tenho pena de verdade! Não desejo essa vida pra ninguém, principalmente porque eu preciso de artistas todos os dias, sem exceção, a todo momento. Só espero que quem vive assim precise também algum dia, uma vez só, porque esse pode ser o pontapé pra que partir daí (talvez?) passe a precisar também, cada vez mais.

Nunca precisei de artista

Esse texto é a versão ampliada e revisada de uma postagem feita no meu perfil do Facebook em 5 de março de 2020.

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