Minhas primeiras tatuagens!

Em 18.01.2018   Arquivado em Cotidiano, Vídeos

Mesmo tendo sido, durante boa parte de sua duração, um ano relativamente ruim pra mim, 2017 fechou com chave de ouro… No dia 30 de dezembro, bem ali aos 40 minutos do segundo tempo, eu e minha irmã fizemos nossas primeiras tatuagens! Bem, na verdade, verdade mesmo era pra eu ter dito “primeira”, no singular, mas a história acabou sendo um pouquinho diferente do planejado. porém estou me precipitando… Quero começar isso do início!

Minhas Primeiras Tatuagens

Nossas “filhas”: a coruja no alto da coluna da Daninha, meu elefante no pulso e “All Was Well” na costela!

Psiu! Prestenção! Todo o conteúdo desse post está em forma de “fala” no vídeo que está incorporado ao final dele. Sendo assim se você prefere ler, foca aqui no textão, porque ficou bem comprido, mas se está mais na vibe de ouvir é só apertar o play! Dá no mesmo! E se gosta de vídeos, vlogs e conteúdos assim no geral não se esqueça de se inscrever no meu canal do YouTube, tá tendo novidades duas vezes por semana!

Eu SEMPRE fui uma pessoa que gostou de tatuagens! Acho que não tinha nem dez anos de idade ainda quando minha prima Livinha chegou na casa da vovó com um coração feito de estrelas tatuado na parte de trás da cintura. Eu fiquei APAIXONADA! Ao mesmo tempo que me chocou em saber que era pra sempre – diferente das tattoos de chiclete do Digimon que eu vivia fazendo – aquilo me encantou completamente. Anos mais tarde, quando entrei no primeiro ano do ensino médio, eu ganhei um caderno da Capricho de capa jeans pelo qual era apaixonada (tanto que foi o que me inspirou a, agora depois de adulta, vender meus próprios cadernos no Expresso Rosa). E adivinha o que vinha nele, antes mesmo da primeira página? Uma folha de tatuagens temporárias! Entre elas um coração cuja linha era formada de flores, e não estrelinhas… E eu guardei ele com muito carinho porque decidi que, assim que pudesse, essa seria minha tatuagem!

A verdade é que aquilo não passava de “fogo no rabo”, sabe? Uma pessoa que sempre foi inspiração pra mim tinha uma que eu achava linda, então era natural que quisesse fazer igual sem copiar. Além disso lá em casa não rolava problemas com isso: minha mãe já tinha uma e meu pai às vezes planejava também. NUNCA foi tabu! Só minha irmã era aversa à ideia, mas criança é criança, nem tem como ligar muito pra isso. Mas não existia sentimento real entre aquele coração e eu… Apesar de que hoje, tendo essa história se tornado simbólica, acho que eu faria sim algo parecido em homenagem à adolescente que fui…

Em 2007, aos 17 anos, eu li “Harry Potter e as Relíquias da Morte” assim que foi lançado em inglês. Quando terminei fiquei com aquela última frase do último livro na cabeça, “All Was Well”: Tudo estava bem! Uma frase positiva, representativa, cheia de emoção! Era oficial, aquela SIM seria minha primeira tatuagem! Primeiro quis fazer na cintura, onde seria a outra, depois no pulso… Por fim decidi que a tatuaria na costela, ignorando todo mundo que dizia que eu jamais aguentaria essa dor de cara. Essa decisão me acompanhou por anos, só não fiz porque faltava a coragem de gastar a grana com isso (é, eu sou meio pão dura)… Até que, recentemente, eu comecei a repensá-la.

Eu não queria mais uma tatuagem “de Harry Potter” porque estava – e ainda estou – cansada! Não da história em si, por ela sempre vou ter muito carinho, mas bem cansada do fato de que as pessoas só pensam nisso quando pensam em mim, sabe? Como se o mais importante fosse uma única coisa que gosto, e não todas as outras que sou! Cansada das decepções que estou tendo com o “mundo mágico”, chateada que terei que boicotar algo que amo tanto por causa de princípios que não consigo mais ignorar. Estou até um pouco cansada também da ficção de forma geral, porque a vida real nos traz tantos problemas, reflexões e lutas diárias que acabo priorizando ela, é inevitável. E ao mesmo tempo já existiam outras imagens que queria tatuar: uma pomba nas costas, um GRL PWR na canela, outras coisinhas que me representam bem e… Um elefante no pulso!

Minhas Primeiras Tatuagens

Eu sou LOUCA por elefantes! Eles são sensíveis, dramáticos, empáticos, sociáveis e têm boa memória – me identifico muito com tudo isso! Além do mais é uma sociedade matriarcal, ou seja: na manada a alfa é fêmea! Impossível não admirar, né? Sem contar o tamanho! Por causa disso esses animais são muito relevantes no primeiro livro que escrevi (e sigo tentando publicar): Wish You Were Here! Tem um ilustrado na capa e duas cenas MUITO importantes no enredo acontecem na presença deles. Eu queria que a história da minha querida Marie ficasse gravada pra sempre no pulso que a escreveu, do lado esquerdo, o pulso do coração!

Quando comecei a pesquisar imagens de pombas, mostrei várias corujas pra Daninha, até que ela foi de “Sou contra” a “Quero muito!” quando viu uma representando o dracma de Atena. No fim do ano decidiu de vez que faria, juntou o dinheiro e veio me avisar: se eu estava esperando um surto de coragem, era aquele! E aí falei pra ela orçar junto meu elefantinho. A primeira moça com a qual conversou foi um pouco grossa, então pedi no meu Facebook indicação de tatuadoras e recebi várias! Eu queria uma mulher porque sou ansiosa, tinha medo de ter uma crise em pleno estúdio, então melhor um profissional do gênero com o qual me sinto mais confortável. Além disso nós precisamos valorizar o trabalho feminino, ainda mais em áreas onde existe tanto preconceito quanto essa.

Foi a Pati, nossa melhor amiga, que nos indicou a Larissa “Louise Tattoo”. Me apaixonei pelo traço, orcei via Whatsapp e ela foi atenciosa, gentil e tinha um preço legal. Fomos! Chegando lá ela me mostrou o desenho do elefante, MUITO MAIS BONITO que o que mandei pra ela só pra explicar o que queria. Pegou a agulha, botou no pulso e a surpresa: não passava de uma cosquinha! Sério, não senti dor nenhuma! E aí conversa vai, conversa vem, fui contando as outras que queria fazer e mencionei aquela “de HP”. Ela disse que se fizesse essa no dia, como o material era o mesmo, saía baratinha. Me mostrou uma lista de fontes e escolhi de cara segunda. Olhei outras dez páginas e continuava preferindo aquela. Era um sinal, né? Levantei a blusa, deitei na maca e foi!

Minhas Primeiras Tatuagens

A dor foi bem menor do que pensei. Como é uma região que a gente precisa prender a respiração enquanto é gravada, ainda mais num traço tão fino, o foco era esse e não a agulha. Só um momento no penúltimo “l” que não deu pra segurar, soltei um gemidinho e a Larissa teve que concertar a voltinha por causa disso, já que fiz ela errar. Mas no geral nada do terror que tinham feito pra mim. Não sei se é porque ela fica escondidinha, pra mostrar só quando e pra quem eu quero, ou se é porque foi inesperada, fiquei MUITO encantada pelo segunda também. E nessa altura tinha motivos pessoaias para querê-la, além do original…

Fiquei MUITO doente ano passado e emagreci um bocado. Por causa da ansiedade eu não conseguia comer e, sinceramente, acho que chegou num princípio de anorexia. Teve uma noite que quase desmaiei na cozinha, só tinha feito uma pequena refeição o dia todo, e um dia quando percebi que minhas costelas estavam aparecendo sem precisar fazer muito esforço e desatei a chorar. Foi aí que passei a detestar essa e várias partes do meu corpo onde haviam outros ossos proeminentes, como pulso e clavícula. Mas depois dessa tatuagem passei a AMAR o local onde ela está! Não tô nem aí pra isso mais – usei um Blur do Photoshop na hora de publicar nessas fotos e tudo bem. Além disso essa é a uma frase que sempre repito em momentos de crise. Já consegui superar várias delas apenas dizendo pra mim mesma que está e vai ficar tudo bem, quando os surtos são baseados no presente e futuro. Também já repeti que TUDO ESTAVA BEM quando foram relativos ao passado.

Não foi só pelo Harry, apesar de que um pouquinho, sim. Foi e continua sendo por mim! Meu muito obrigada à Larissa que, de cara, se tornou “minha tatuadora”. Mal posso esperar pra $$poder$$ fazer as outras, bem… CINCO que ainda quero!

Pequenos prazeres da vida, de novo!

Em 15.01.2018   Arquivado em Escrevendo

Coca Cola é uma coisa que vem sempre trazendo prazeres na minha vida a cada golinho. E minha Coca Cola favorita é aquela que vem na garrafa de vidro individual, a famosa KS! Não sei se o modo de armazenar torna seu gosto diferente, se é porque o gás fica mais concentradinho ali ou porque elas estão sempre geladas na medida certa, mas é a melhor, ponto final! Uma pena que venha tão pouquinho, queria uns 2 litros pra alegria durar mais… Se eu bebesse o néctar dos deuses e ele tivesse o gosto que mais gosto com certeza seria esse!

Ronronados, a qualquer hora do dia ou da noite. Procurando por um cafuné, agradecendo comida, a alegria de voltar pra casa após a vacina ou de me ver chegando depois de algumas horas fora. Ronronados distantes, que querem ficar por ali, por perto, sem encostar. Alguns no meio da madrugada, só pra chamar atenção (e dá até uma mini raiva em ser acordada sem motivo nenhum). Aqueles que querem confortar quando estou chorando mesmo sem entender o motivo, ou tentando participar da alegria quando damos muita risada. Os que pedem carinho ou que acontecem porque o carinho veio antes. O barulhinho que sai da Arwen quando ela está feliz é uma música pros meus ouvidos!

Aquela notificação favorita nas redes sociais… Você sabe de qual estou falando! Que vem de uma pessoa específica, seja um “Amei” na foto que você ficou bonita ou mesmo um comentário meio piadista. A janelinha que desce no alto da tela de celular avisando que chegou uma mensagem nova dessa pessoa, seja ela inesperada ou uma resposta pro assunto que você mesma foi lá e puxou. Até mesmo uma nova publicação que aparece em primeiro lugar na sua linha do tempo, pra causar o risinho lateral que só as saudades boas sabem trazer…

“Objeto saiu para entrega ao destinatário.” – a vontade é colocar uma cadeira na port de casa, até o entregador passar!

Inclusive, já que mencionei entregas e encomendas, não dá pra deixar de falar do maior dos hobbies: bonecas! Pegar as caixas de pequenas coisinhas pra arrumar minhas Fashion Dolls, cada uma com sua personalidade e muito jeitinho, pra depois fotografá-las, é quase terapêutico! Aí vem a hora de editar as fotos, selecionar mentalmente quais, quem sabe, podem ser usadas em um texto algum dia… Compartilhar com quem também ama! E mais gostoso ainda do que as bonecas em si são as miniaturas que compõe o “universo” delas… Acho que se eu fosse pro Japão um dia ia dar pra montar uma mini cidade na minha mala, de tanta que eu ia trazer… Ai, ai, “sonhar um sonho impossível”, por enquanto!

Mas nem só de diversão se fazem os momentos de alegria… Porque terminar um trabalho, entregar tudo muito bem feito pro cliente, ah, é MARAVILHOSO! O fim do job é o momento de maior alívio desesperador pra quem é “freelancer”. Alívio porque é hora de receber, yey! Desespero porque, bem, depois daquele nem sempre tem outro e você fica sem saber quando vai receber de novo. Mas foco no que é bem, no que é bom, e dinheiro para “patrocinar” outros prazeres é bem bom!

O dia de ir à psicóloga! Nossa, esse é um dia de alegria! Ficar repensando tudo o que aconteceu desde a última visita pra não esquecer de falar o que é importante até chegar lá e, claro, a conversa tomar todos os rumos inesperados que precisava. O andar carregado e apressado da chegada se transformar em passos leves, aliviados e descompromissados na saída! Essa conversa com uma quase estranha (ou não) que no fim das contas não passa de um bate papo profundo com a gente mesmo. O que, se parar pra pensar, é papear com a pessoa mais importante da nossa vida!

Achar 31 pequenos prazeres e escrever sobre cada um deles por, no máximo, 5 minutos, um por dia ao longo de um mês para, depois, publicá-los. Dá vontade de continuar, de ignorar o número sugerido pela proposta e ir compartilhando mais ao longo dos anos, sem parar!

Pequenos prazeres da vida, de novo
“Prazerzinho” 29/31: As mini coisinhas!

Esse post foi inspirado na proposta #95 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 20º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018. Essa proposta específica foi dividia em quatro partes, sendo essa a última delas.

Weekly Vlog: registrando sua vida, semanalmente

Em 12.01.2018   Arquivado em Blog, Vídeos

Weekly Vlog

Eu sempre gostei de acompanhar a vida das pessoas. Acho que é por isso que comecei a gostar de blogs, pra início de conversa. Não é me intrometer, não! Acho que tudo tem limites… Mas eu gosto de como um cotidiano, que pra quem vive soa entediante, pra mim pode ser tornar interessante. Por esse motivo amo ler posts pessoais e até, durante algum tempo, acompanhei alguns Big Brothers. Adorei quando o surgimento do SnapChat trouxe essa realidade condensada e temporária em uma rede social só disso, e por isso continuo o usando e ABOMINO que tenha sido superado por uma cópia. E claro, quando se trata de YouTube, os vlogs acabam sendo um dos meus estilos favoritos de vídeo! Tanto que entre meus canais queridinhos estão dois que focam nisso de forma diária: Isabella e Felipe e Cadê a Chave, da Nilce e do Leon.

Aqui no blog tenho, desde 2011, uma tag chamada Rapidinhas do Mês. Minha ideia pra ela era postar coisas pessoais que aconteceram comigo e que não consegui compartilhar em um post – ou até consegui, mas não custa nada lembrar mais de uma vez. Ao mesmo tempo eu queria MUITO que essas “Rapidinhas” fossem temporárias, que em algum momento eu conseguisse falar sobre tudo individualmente, tornando o resumo dispensável. Algumas vezes cheguei a fazê-las em forma de vídeo, um grande vlog mensal condensado… Mas ainda não era isso que eu queria. O que eu quero mesmo é registrar minha vida de forma intensa, assim como várias pessoas que acompanho. É chegar daqui dois, dez, vinte anos e poder voltar naquele momento exato, lembrar o que eu sentia e pensava nele. Fazer uma coisa muito por mim, mas que também ficasse aberta, já que gosto de acompanhar essa abertura dos outros.

Simultâneo a isso, tenho dois planos que também carrego há tempos e nunca consigo botar em prática. O primeiro deles é ficar MUITO FODA em edição de vídeo. Eu trabalhei um pouco com isso no início do ano passado, com trabalhos isolados, mas queria mais… Pra poder ganhar uma grana e também, e principalmente, ficar satisfeita com o que faço pra mim. O segundo é, FINALMENTE, conseguir manter um ritmo de vídeos no meu canal. Se é impossível levar a sério um produtor de conteúdo que não produz, como eu me levaria a sério nesse aspecto, então? Simplesmente PRECISO passar a postar no mínimo uma vez por semana por lá, de preferência duas. Porque eu quero e porque sei que, se eu me esforçar, sou capaz! Eu GOSTO de produzir vídeos, em todos os sentidos: idealizando, fazendo e, por fim, finalizando.

Três objetivos: registro de uma vida, melhora na edição, frequência de postagem. Uma solução! No dia primeiro de janeiro comecei a fazer meus “weekly vlogs”, ou seja, vlogs semanais de minha vida! Pra mim, pra vocês e pra quem quiser! O primeiro assisti cheia de auto crítica, e com isso pude melhorar no segundo, por aí vai. Minha ideia é que no final dessas 52 semanas de 2018 eu tenha o ano inteiro disponível na telinha, retratado de forma cada vez mais interessante e melhor! Se tô gostando? Tô amando! Às vezes penso “Quem vai querer ver isso?”, mas nem essa pergunta consegue me desanimar porque uma reposta automática vem junto com ela, dando mais vontade ainda de continuar. “Eu”!

Se você aí também gosta de vlogs, sejam eles diários, semanais, mensais ou sem um roteiro definido, não esquece de se inscrever no meu canal de YouTube! A ideia é ir ao ar toda segunda à noite! Nas sextas de manhã continuarei postando outros vídeos, sejam aqui pro blog, os jogos da série “A Pior Gamer da Galáxia” ou algo sobre encadernação pro Expresso Rosa – outra ideia que quero MUITO colocar em prática! E se conhece mais alguém bem legal que faz esse tipo de coisa me recomenda aí nos comentários, eu vou amar!

Outros pequenos prazeres da vida

Em 09.01.2018   Arquivado em Escrevendo

Faz exatamente um mês que comprei uma nova coleira para a Arwen, e ela ainda está quase intacta, sem uma mordida sequer na parte de tecido. Eu acharia que ela nem percebeu que voltou a ter uma coisa estranha em volta do pescoço, se não tivesse visto uma “briga” que travou contra ela outro dia. Embora não seja tão linda quanto a antiga, que foi destroçada graças à coceira gengival da troca de dentes, acho que é uma substituta à altura. E se não ver seu dinheirinho suado jogado fora não for um dos prazeres da vida, não sei o que é!

Falando na coleira, ela foi comprada em um dos meus lugares favoritos, o Mercado Central de Belo Horizonte. Ele foi eleito agora, no aniversário de 120 anos da cidade, como o local que é “a cara” daqui, e acho impossível discordar. Eu tô sempre lá, comprando ração, areia, queijo e um monte de outras coisas, mas pra minha visita ser completa mesmo, pra eu sair daquele labirintinho saltitando de empolgação, preciso trazer pra casa um pacote de doce de leite na palha. Tenho até uma marca favorita, o primeiro que vejo pendurado já puxo e aviso ao vendedor que vou levar comigo! Sem isso o “passeio” parece que nem existiu.

Já algumas alegrias não fazem a gente saltitar e sim sentir uma dorzinha no coração… É como eu fico quando alguém me conta que também vai boicotar os filmes de “Animais Fantásticos” daqui pra frente: orgulhosa, mas decepcionada com o fato de que chegamos a esse ponto. E eu sei que a pessoa também está se sentindo assim. Mas aí conto pra ela a ideia de doar o dinheiro do ingresso pra alguma ONG que cuida de mulheres que sofreram agressão e essa triste realidade vira até empolgação!

Agora voltando pras felicidades realmente felizes, vai essa breguinha: assistir “O Vestido Ideal” nas temporadas da Kleinfeld de Manhattan! As outras são legais, mas ninguém consegue superar a presença de Randy Fenoli na hora de ajudar uma noiva a escolher seu vestido. Ele tá lá pra fazer baixa auto estima desaparecer, pra salvar consultoras perdidas, pra mostrar pra família que a felicidade de quem vai subir no altar é o mais importante ali. Choro em absolutamente todos os episódios e, oh, não sei se vou me casar um dia, não… Mas se isso acontecer vai ter que rolar um vestido de noiva sem dúvidas, tenho dito!

Fazer (ou descobrir que tem) brócolis na hora do almoço. Ou qualquer outra refeição! É um dos prazeres culinários que, independente do nível da fome, me faz repetir o prato…

Uma realização pessoal: postar algo no meu canal do Youtube, bem editado sem nenhum defeitinho ou falha. Edição de vídeo é uma coisa na qual pretendo me aprimorar e ainda quero estudar muito mais sobre, então dar conta do recado sem ter “chegado lá” ainda é muito gratificante! O mesmo vale pra vídeos feitos para terceiros, que é um dinheirinho extra que queria ganhar mais vezes porque, de verdade, eu gosto do trabalho.

Todo ano um grupo de amigos organiza o que eu chamo de “migoculto do amô”, que é bem isso mesmo: um amigo oculto de natal cheio de amorzinho! Se a gente tá sem grana, fazemos a coisa de forma mais leve… Nunca foi preciso determinar preço mínimo ou máximo, nós simplesmente amamos tudo que um tem a dar pro outro. O último mal passou e já deixou no ar a contagem regressiva pro próximo, de tão bom que é!

E como deixar de mencionar a emoção de ter um batom vermelho novo, ainda intocado, pronto pra ser usado direto, quase todo dia, até acabar? É de fazer essa dupla de olhinhos brilhar sem parar!

Outros pequenos prazeres da vida
“Prazerzinho” 17/31: O doce de leite!

Esse post foi inspirado na proposta #95 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 19º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018. Essa proposta específica será dividia em quatro partes, sendo essa a terceira delas.

O Conto de Ano Novo

Em 06.01.2018   Arquivado em Escrevendo

O Conto de Ano Novo

Eu observava o resto do vinho na minha taça rodando e rodando enquanto brincava com ela, o vento sacudindo meus cabelos pra todos os lados. Eu raramente abria a janela do que quarto, mesmo que estivesse muito calor. Besteira de uma menina criada no interior, mesmo que um “interior grande”, sabe? Morava em BH há tantos anos e ainda rolava um medinho de alguém escalar o muro e entrar se não tivesse fechada, como se não houvesse uma cerca elétrica no meio do caminho. Mas no ano novo é impossível deixar passar, já eram mais de duas da manhã alguns fogos remanescentes continuavam brilhando lá fora de vez em quando.

Bebi o resto do conteúdo da taça de uma vez e saí rumo à cozinha para lavá-la. Ouvi vovó abrindo a porta do quarto dela e barulho de tosse la dentro, até que ela também me viu e veio em minha direção:

– Achei que você tinha ido dormir…

– É… – respondi – Eu ia mesmo, mas estou sem sono. O vovô tá bem?

Ela deu de ombros.

– Ah, tá, né… Tossindo e tudo mais, impossível dormir com ele do lado. Vou lá em baixo pegar água e um xarope pra ver se melhora…

– Pode deixar que eu vou! Tô indo lá deixar isso… – eu levantei a mão para mostrar a taça – Quer mais alguma coisa?

– Quero não… Vou te esperar aqui, então!

Ela sentou no sofá que ficava na pequena sala do andar superior, logo na frente do meu quarto. Acho que devia estar muito irritada mesmo com o barulho da tosse dele, porque normalmente ficaria do lado “tomando conta”. Seus olhos estavam cansados, o que não era tão comum, vovó e eu sempre fomos meio “corujas”, acostumadas à dormir de madrugada mesmo quando tinha que levantar cedo.

Lavei minha taça, resistindo á tentação de enchê-la novamente com o resto do vinho que eu sabia que ainda estava na geladeira, peguei a água e o remédio e subi as escadas devagar, como se pudesse acordar alguém, mesmo que nenhum deles estivesse dormindo. Vovó estava lixando as unhas enquanto me esperava. Na nossa casa sempre tem alguma lixa em qualquer lugar, nós duas compramos pacotes e mais pacotes e saímos largando pra todo lado. Assim, sempre temos uma à mão, quando é preciso.

Ela sorriu para mim, destacando sem querer todas as ruguinhas lindas do seu rosto, pegou o copo e o frasco, me deu um beijo no rosto e disse “Boa noite”! Quando estava quase chegando na porta, já levantando a mão em direção à maçaneta, eu perguntei:

– Você quer ajuda? Quer que eu durma com ele?

Ela bateu a mão no ar como se dissesse “Não precisa, boba”, e entrou, me deixando sozinha na sala escura. Fui para meu quarto e fechei a porta também.

Aquela não tinha sido uma virada de ano feliz para nenhuma das duas. Era a primeira vez que meu tio Jojo não tinha passado com a gente, já que ter se assumido gay fez com que tivesse sido praticamente expulso da família. Ele nos ligou à meia noite, direto de Salvador ao lado do seu namorado, mas só eu e vovó falamos com os dois. Vovô continuava fingindo que não tinha aquele filho. Depois disso nossa noite foi uma bela merda, não importa quantos telefonemas felizes ou fogos bonitos no céu aparecessem. Os dois foram cedo pro quarto, sem conversar um com o outro, e eu fiquei arrumando a cozinha e bebendo, enquanto remoía minha raiva. Quando terminei subi para o quarto com a intensão de ler minhas mensagens, mas nem tive saco de tocar no celular. Continuei lá, mal humorada, ouvindo a música que vinha de alguma casa vizinha cuja festa de Réveillon estava bem mais animada que a nossa.

Quando finalmente o sono começou a me pegar, resolvi fechar a janela e trocar de roupas. Peguei o celular com o objetivo de cancelar o despertador da manhã seguinte, bloqueei a tela novamente e então decidi que, quem sabe, poderia ter alguma mensagem ali pra me animar um pouquinho. Liguei a WiFi, que estava desativada desde antes do jantar, e vi o balãozinho de notificações subir freneticamente, o número crescendo a cada milésimo de segundo. Deixei ele lá, se atualizando, e fui ao banheiro fazer meu xixizinho da madrugada.

Havia 78 mensagens não lidas me esperando – sem contar os grupos silenciados da faculdade e do trabalho. A mais recente era do grupo da nossa família e continha uma foto de Laurinha dormindo no colo do meu tio, completamente apagada, enquanto ele sorria na beirada do mar. Eu ri. Ela tinha nos ligado pouco depois da virada para desejar que 2018 fosse tão lindo quanto a praia e disse que ia me trazer um presente. Respondi com um emoji de coração e continuei zapeando pelos nomes ainda não abertos quando o vi.

A foto séria ainda era mesma da última vez que nos falamos, há algumas semanas atrás. Isso não era, de forma alguma, incomum, mas reparei mesmo assim. Acho que era porque, por mais que tivesse evitando pensar nisso a noite toda, eu esperava vê-la ali quando resolvesse finalmente abrir o Whatsapp. Cliquei sobre o nome dele.

“Feliz ano novo, Lola! Sdds *coraçãozinho*”

Ninguém fora da minha família me chamava de “Lola”, e ele fora informado disso. Na verdade só sabia que esse apelido existia porque a gente contou sobre praticamente toda nossa vida ao longo do momentos que tivemos juntos. Mas nunca tinha usado. Eu quase conseguia enxergar o risinho de ironia que com certeza estava em seus lábios quando digitou aquilo, como se quisesse não só puxar papo mas dar uma debochadinha junto. E aí, ao pensar nisso, percebi que eu mesma estava sorrindo desde que vi que havia uma mensagem dele no meio de todas as outras.

Ignorando completamente o fato de que, lá no celular dele, o ícone de leitura tinha ficado azul, confirmando que eu recebi o recado, fui respondendo todas as outras pessoas que haviam se dado as trabalho de pensar em mim naquela noite – e ignorei algumas, quando elas vinham de grupos chatos dos quais minha boa educação vinha me impedindo de sair. Por fim, quando não tinha sobrado mais nenhuma e não dava mais pra evitar, finalmente escrevi:

“Feliz ano novo, Fê!”

Enviei e me arrependi na mesma hora da maneira seca como ela soou. Não era meu feitio fingir desinteresse quando, na verdade, eu ainda estava interessadíssima. Então completei:

“Muitas sdds! *carinha com olhos de coração*”

Desliguei a WiFi novamente, antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa ou mais alguém resolvesse prolongar algum assunto. Eu estava me segurando um pouco para não rir mais, porque se pensar bem, sabe, a noite não tinha sido de todo mal…

Esse é o segundo conto da série “Contos de Aurora”, que vai mostrar dez datas comemorativas do ano de uma mulher como outra qualquer, que eu vou conhecer junto com vocês, enquanto traço a vida dela devagarzinho… Feliz ano novo!

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