LookBook: Make it blue! | Hogsmeeting Ano 4: O Baile de Inverno

Em 17.09.2018   Arquivado em Harry Potter, Moda

Ontem acordei brilhando de alegria. Não tenho outro modo de expressar, essas são as exatas palavras que descrevem meu estado de êxtase… E com razão! Sábado, dia 15, finalmente aconteceu o evento com o qual eu sempre sonhei organizar no Potter Club BH, o Hogsmeeting Ano 4: O Baile de Inverno! E é claro que, assim que possível, contarei TUDO sobre ele, desde o planejamento até essa realização triunfal, mas hoje ainda não. Hoje é dia de lookbook, do mais esperado de todos: o vestido de baile da Hermione no filme, mas azul como no livro!

Quem me segue no Instagram acompanhou essa jornada desde o início, quando fui escolher os tecidos em abril, mas essa história começou há muitos e muitos anos atrás. Li “Harry Potter e o Cálice de Fogo” em 2001, era uma pré adolescente muito tímida e meio “cdf”, quase não aceita entre as amigas da minha idade. E aí Hermione Granger, minha já então e eterna personagem favorita, teve seu momento “Cinderela” nesse livro, o momento onde as pessoas que estavam ao seu redor viram que ela podia, sim, ir além da imagem que todos estavam cansados de ver. Hermione me ensinou ali que eu podia ser QUALQUER COISA que eu quisesse, só tinha que acreditar nisso!

Anos mais tarde o filme foi lançado, e eu estava doida pra ver o Baile que passei 4 anos imaginando nas telonas, mas rolou aquela decepção. Rosa é minha cor favorita, mas quando vi “minha Mione” nela, ao invés de azul, não consegui acreditar. Claro, adaptações são adaptações, mas aquele pedacinho era importante pra mim. Eu ficava lá, imaginando como teria sido na cor original, que tons teriam usado, ah, na minha cabeça era ainda mais lindo desse jeito! E quando me tornei vice presidente do Potter Club e contei isso pro Gil passamos a ter 2 certezas na vida: uma dia realizaríamos NOSSO Baile de Inverno, e nele eu estaria com essa versão do vestido dela.

LookBook: Make it blue! | Hogsmeeting Ano 4: O Baile de Inverno

Vestido: Eva Cosmaker | Sapato: Beira Rio. Veja também no Lookbook.nu

Essa verdadeira OBRA DE ARTE foi feita pela maravilhosa Eva Cosmaker, que não só faz cosplays maravilhosos como também é uma pessoa extremamente querida. Quando a conheci eu já sabia que colocaria esse sonho nas mãos dela assim que a hora chegasse, e coloquei. Não podia ter sido diferente: estudamos tudo, detalhe por detalhe, trocando ideias até sentir que estava ideal. Também fizemos nossas adaptações para que ele ficasse não só lindo, mas também confortável! A Eva adicionou uma alça grossinha, mas quase imperceptível, debaixo da manga, para que eu conseguisse carregar todo esse peso no meu corpo por horas sem machucar meus ombros. Funcionou e pude correr pra lá e pra cá no evento, trabalhando, e também dançar feliz na festa do final!

LookBook: Make it blue! | Hogsmeeting Ano 4: O Baile de Inverno

Além da Eva VÁRIAS pessoas contribuíram diretamente para esse momento, e um número ainda maior indiretamente, lá na torcida querendo demais ver acontecer… Preciso destacar com minha carinho o Henrique Télis, estilista da Casa Martins, que reconheceu o projeto de cara e se esforçou loucamente para montar o degradê da forma que eu queria, nem aceso ou clarinho demais, elegante e com cores que funcionaram super bem. Tecido fino é caro, mas isso pra mim não é um cosplay, é algo que quero vestir em festas importantes também, então valeu a pena! Obrigada Mari, que foi comigo bater perna pra achar a loja onde a compra foi feita, mamãe que disponibilizou seu cartão, Daninha que fez o cabelo no dia (sem nunca ter feito um penteado na vida!) e Julis Costa que não pôde ir me maquiar no dia – e ela queria MUITO! – mas forneceu todas as ferramentas que eu precisava para fazer isso sozinha. Vocês foram demais!

LookBook: Make it blue! | Hogsmeeting Ano 4: O Baile de Inverno

A maquiagem eu resolvi que não faria igual, afinal tenho o dobro da idade da Hermione quando foi ao Baile dela, não precisava me limitar e podia muito bem usar o que gosto, né? Muito iluminador, cílios postiços lindões e o batom Bruna, da linha Bruna Tavares, que aguentou firme e forte do início ao fim do evento. Ai, gente… Ficou perfeito! Estou até agora sem acreditar que é real e absolutamente maravilhada em saber que sim! Ô trem bom que é esse Hogsmeeting!

Psiu! Prestenção! Quer saber mais sobre o Hogsmeeting e outros eventos do Potter Club BH? Curta nossa página no Facebook e fique de olho nas novidades que teremos ainda esse ano! Você pode ler também sobre as edições anteriores aqui no blog, na tag Hogsmeeting!

Esse post faz parte do Dreamcatcher Project organizado no grupo d’A Corte Vermelha, cujo tema de Setembro é Vamos voltar a Hogwarts! Veja também os textos de outros participantes: A Longa Jornada Online.

Usando moda praia no dia a dia

Em 12.09.2018   Arquivado em Moda, Publicidade

Não é porque uma roupa é feita de tecido para biquíni que você não pode adicioná-la no seu cotidiano, não é mesmo? Seja de forma temporária, apenas antes e depois de sair da água, ou mesmo pra valer, tratando como uma peça de roupa comum, a moda praia tem MUITO potencial para ser incluída no nosso dia a dia! E não é só pra quem adere ao estilo litorâneo não, juntando com carinho dá pra adequá-las a diversas ocasiões e tirar do armário aquele item amado que nem sempre é possível usar com seu propósito original…

Quem aí lembra do meu maiô favorito, listrado em preto e branco comprado quase três anos atrás? Desde então eu só tive duas oportunidades de usá-lo “pra valer” na água, mas achava um completo desperdício vê-lo abandonado na gaveta… Por esse motivo comecei a incorporar em alguns look e fica SEMPRE incrível! E como sou completamente team maiô (eu não uso biquíni, pra vocês terem ideia), vamos começar focando neles, tão elegantes e por muito tempo quase esquecidos pelas pessoas…

Por não se tratar de uma produção em tecido fino, é mais fácil se aproveitar a moda praia de forma casual, principalmente no verão! Afinal os modelos cavados, que são maioria nesse caso, combinam perfeitamente com aquele dia em que a gente não quer passar calor. É só colocar um shortinho, sapato bonito (bota, sandália, o que quiser!) e se jogar nos acessórios! Dependendo da estampa não precisa de muito esforço, pois a peça em si carrega estilo o suficiente por si só.

Usando moda praia no dia a dia

Casual-feminista como a Stine Mo

Usando moda praia no dia a dia

Cheia de charme como a Ama Reid

Usando moda praia no dia a dia

Romântica e fofinha como a Monique Ceccato

Tá, tá, mas e se a ocasião pedir algo mais elaborado, até mesmo chique, tem como? Menina, sempre tem como! Tudo vai depender da modelagem do maiô. Se passar um ar classudo é só combinar com algo mais sério que não tem erro.

Usando moda praia no dia a dia

Imagina esse da Malin E. junto com peças formais…

Usando moda praia no dia a dia

… ou fazer que nem a Yuka I. que é elegante sem deixar de lado as cores!

Sim, entramos nos biquínis! Neles a coisa não muda muito, exceto pelo fato de que algumas pessoas podem se sentir defasadas por “mostrar mais”. Aí a dica é juntar com algo que ajude a tampar um pouco, como coletes, boleros, camisetas transparente ou até mesmo a boa e velha jardineira!

Usando moda praia no dia a dia

Olha que graça a Sarrah Dolly nessa pegada street!

E quando se trata de tecido pra lingerie, também pode? Claro que pode! Inclusive deve! Quantos sutiãs lindos estamos vendo nos lançamentos para primavera-verão, para ficar à mostra parcialmente em camisetas cavadas ou mesmo totalmente, usados como top? Bonito e confortável, ainda por cima!

Usando moda praia no dia a dia

Jeans e renda, super delicada por Mizuho K.

Usando moda praia no dia a dia

Fresquinha e sorridente, por Luly Lage, porque também mereço aparecer na lista!

Agora me contem aí nos comentários: quem é adepto a esse aproveitamento de peças na moda? Eu confesso que, depois de explorar essas fotos, me deu vontade de aderir cada vez mais!

Blog Day 2018

Em 31.08.2018   Arquivado em Blog

E chegou mais um 31 de agosto, o Dia do Blog ou, como conhecido mundialmente, Blog Day! Pra quem não conhece essa data maaaais gostosinha, ela começou porque os números 3108 “formam” a palavra BLOG, e isso é tão fofo que não dá pra deixar de comemorar, né? Outro dia eu perguntei no grupo do Sweet Luly no Facebook quem ia participar e algumas pessoas levantaram a mãozinha digital metafórica dizendo que estavam animadas pra isso. Sendo assim resolvi dar aqueeela visitadinha nesses interessados e hoje são eles que estão sendo lindamente indicados por aqui, porque merecem entrar aí na sua lista de favoritas (confia em mim)!

Blog Day 2018

O que é o Blog Day? “Blog Day” foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no Blog Day? Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

Minhas Indicações em 2018:

01. Não Me Venha Com Desculpas, por Adriel Christian: Adriel é um amor, e um amor que mora bem confortavelmente no meu coração. Eu amo as palavras desse menino, mas acima disso eu o amo pelo que ele é, um amigo que venho acompanhando pelas interwebs há anos e dando um apoio aqui e ali em tempos de necessidade – e vice e versa! Inclusive hoje é ANIVERSÁRIO DELE e meu presente é um post especial no NMVCD, feito com muuuuito carinho MESMO!

02. Profano Feminino, por Ane Venâncio e Isabela Ribeiro: Eu AMO muito o nome do blog das meninas, porque elas o explicam dizendo que lá falam de coisas que pra elas são sagradas, mas pra outras pessoas pode soar profano. MARAVILHOSAS, né? Eu adoro isso de elas o construírem juntas, hoje em dia acompanho poucos que ainda seguem essa linha, ainda mais mantendo uma unidade bacana assim! Fiquei super emocionadinha quando fui ler o post de hoje e vi meu nome entre as indicações, obrigada, meninas!

03. Lado Milla, por Camyli Alessandra: Cês gostam de posts pessoais? Gostam de dar aquela lidinha na vida das pessoas, se mantendo interessada nas palavras? Bom, eu adoro, e é isso que a Milla traz. Além disso ela é psicóloga e eu admiro essa profissão cada vez mais na minha vida desde o ano passado…

04. Coruja Geek, por Érika Monteiro: E aquela blogueira que você acompanha em tudo quanto é rede social? Minha “corujinha”! Com suas fotos LINDAS, boas resenhas e experiências de viagens gostosas, nem sei há quanto tempo a Érika entrou na minha vida, mas permanece nela e assim vai ficar!

05. A Menina da Janela, por Laura Nolasco: Ooooolha essa mineirinha de Belo Horizonte dando as cara por aqui, uai! Laura é uma das pessoas com as quais dá vontade de sentar no recreio, e tá tão pertinho de mim que a gente super pode fazer isso e não entendo como ainda não fizemos! É outra que fotografa divinamente, vale a pena seguir o Instagram profissional dela pra se encantar!

06. Lê Fraga, por Letícia Fraga: Ok, ok, eu sei: originalmente seriam cinco indicados. Mas é que o novo blog da Letícia foi “inaugurado” hoje, no melhor dia pra isso! Não podia deixar de dar aquela força, né?

E se você quiser mais indicações de blogs lindões e que eu AMO é só dar uma olhada nos posts de Blog Day dos anos passados e no Blogroll do Sweet Luly! E, claro, um Feliz Dia do Blog pra todos!

Novos Rumos

Em 28.08.2018   Arquivado em Escrevendo

Novos Rumos

Olhei enquanto a gaveta do armário de arquivos abria e fechava lentamente, agora contando mais um papel com meu nome assinado em baixo. Ele tirou minha via de baixo do perfurador, que usava de peso para que o ventilador não fizesse todas as folhas voarem, e estendeu a mão para apertar a minha. Foi o que fiz, com um meio sorriso no rosto, demonstrando minha mistura interna de desespero e alívio. Quando fechei a porta ao sair, o vi jogando o papel carbono que usamos no lixo, sacudindo a cabeça como se não concordasse com o que havia acabado de acontecer.

Na portaria, o escriturário da sala ao lado fumava conversando displicente com o zelador do prédio. “Até segunda!”, eles gritaram, ao que respondi com um “Até!”, não queria explicar que não voltaria ali na próxima semana, e de preferência nunca mais.

A lâmpada principal da kit net estava queimada, o escuro parecia ser a calmaria que precisava pra fechar esse dia memorável.

Ondas de pânico me invadiram novamente. Talvez eu ficasse permanentemente sem luz se não tivesse dinheiro ara pagar as contas… Acendi o abajur e a máquina de escrever que ficava ao seu lado se iluminou imediatamente. Coloquei minha via do documento ali encaixada nele, como se tivesse acabado de redigi-la. Metaforicamente era o que eu havia feito: escrito a primeira das portas a serem abertas nesse processo insano de ir atrás do que queria de verdade. Pensei em correr pro computador e começar a colocar todos os meus planos em prática naquele momento mesmo (seria o mais prudente a se fazer) mas, por enquanto, pareceu muito melhor saborear essa mistura de sensações que o futuro sempre incerto trazia. Então me joguei na cama e perdida em pensamentos permaneci, até (algumas horas depois) o cansaço me fazer adormecer.

Esse post foi inspirado na proposta #11 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 22º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

Quando a meta é sair do lugar…

Em 25.08.2018   Arquivado em Escrevendo

Tenho me sentido um caranguejo. Nem me refiro ao meu Sol em Câncer fortíssimo, cada vez mais aguçado, não. É mais aquela de andar pros lados, sabe? Você caminha, caminha, caminha e, ainda assim, não sai do lugar… Não regride, é claro, mas também não consegue seguir em frente, crescer, avançar, fica só nessa mesmice não importa o quão diferente sejam as coisas. Argh! Seja qual for a meta que tento traçar ela fica sempre pro amanhã, porque o que realmente acontece é andar em círculos pra lá e pra cá, achando que um novo caminho apareceu, mas voltando lá pro começo assim que pego no ritmo. Sério, pra mim já chega. Agora a meta é sair do lugar!

Quando a meta é sair do lugar...

A gente tem o costume de ter aversão ao que muda, né? Mesmo quando tá lá, acontecendo, fica batendo na tecla passada que claramente não funciona. Por muito tempo fui assim. Insistia em chamar de melhor amiga aquela com quem não tinha mais muito a ver, afirmava que certo livro era o favorito por questão de costume, via amor eterno no que nasceu pra ser primeiro amor. Como se mutar fosse fracasso, sendo que é simplesmente normal. Agora pensando em retrocesso, essa foi a primeira mudança que abracei: a de ser alguém que aceita e visa mudar! Só que quando você tem a sorte e o privilégio de estudar o que quer, quando quer e sem pagar nada, é difícil abrir a viseira e admitir que não tá dando certo, sabe? Aí tô aqui, dando murro em ponta de faca naquilo que não é minha formação e que eu sequer quero. Ou pelo menos tava.

Nos últimos tempos uma luz se acendeu no meu cérebro e cá estou, juntando alguns sonhos antigos com outros novos e descobrindo como transformar ideias em caminhos. E mesmo que ande devagar, que ande! Foi um filme que eu (re)vi, numa tarde qualquer aí, onde a protagonista me fez sentir vontade de sê-la. Não de forma sonhadora e idealizada, mas sim sabendo que se eu a tivesse como inspiração, chegaria onde me parece gostoso chegar, desde que pra isso eu comece (já!) a me esforçar. É com a força de Katherine Watson que minha pequena grande meta se tornou essa: voltar a estudar. Pegar um tema que achei e gostei (vocês também vão gostar!), que tá dentro do que aprendi mas nem tanto, e transformar na minha obsessão, tagarelar sobre até babar, até todo mundo – menos eu – se cansar! Me apoiar em quem quiser ser apoio, claro, e escalar sozinha quando der. Talvez seja o pior momento pra isso, mas é também o pior momento pra TUDO, ai, se der errado, e daí? Errado já tá! Continuar esse passinho de caranguejo é que não vai dar.

É que na vida tudo tem a enorme possibilidade de “dar ruim”, mas se privar disso vai acabar abafando a possibilidade do “dar bom” também. Depois de anos perdida, em negação, desnorteada, hoje eu sei que preciso levantar a cabeça, mudar de ar, tentar. Porque não faço ideia de quem irei me tornar quando tudo acabar (será que algo um dia acaba?), mas sei que não quero ser jamais alguém que fica parada. Sou da área das artes, mas não tenho vocação para estátua. Quero é correr, pular, até pirar, ir tremendo de ansiedade e segurando pra não chorar. Quero dar a cara tapa e depois ver ela quebrar, pagar língua e também dar o que falar, me encher de razão e ter razão de me orgulhar.

Esse post faz parte do Dreamcatcher Project organizado no grupo d’A Corte Vermelha, cujo tema de Agosto é Pequenas grandes metas para a vida. Veja também os textos de outros participantes: Memorialices, Livros, Gatos, Café,, Amável Girassol, Literabujo, Pastel Escritor, BanshuuTV e Simplesmente Criativa.

Página 1 de 21412345... 214Próximo